Questões de Concurso
Sobre economia brasileira contemporânea em economia
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Com relação aos planos de desenvolvimento que marcaram a história econômica do Brasil, julgue o item subsequente.
O segundo Programa Nacional de Desenvolvimento (II PND),
ao reconhecer a vocação do país como exportador de alimentos
e de produtos agrícolas industrializados, estabeleceu metas
para a agricultura: expansão da fronteira agrícola,
principalmente para o Centro-Oeste, e modernização das
culturas nas áreas já cultivadas.
Com relação aos planos de desenvolvimento que marcaram a história econômica do Brasil, julgue o item subsequente.
Enquanto o Programa de Ação Econômica do Governo
(PAEG), relativo ao período 1964-1966, e o Programa
Estratégico de Desenvolvimento (PED), relativo ao período
1968-1970, eram documentos sem caráter legal que traduziam
objetivos do Poder Executivo, o Programa Nacional de
Desenvolvimento (PND) foi convertido em lei, após tramitação
e aprovação no Congresso Nacional.
O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek deu início ao denominado processo de substituição de importações: aumentar a produção doméstica de bens duráveis e de capital, como resultado do forte investimento nos setores de infraestrutura básica e manufatureira.
Julgue o próximo item, relativo ao comportamento recente da economia brasileira e às políticas econômicas adotadas pelos últimos governos.
Em 2016, o estabelecimento de um teto para o gasto público
representou a opção do governo federal por um ajuste gradual
das contas públicas, sem impactos imediatos sobre a trajetória
da despesa primária da União.
Julgue o próximo item, relativo ao comportamento recente da economia brasileira e às políticas econômicas adotadas pelos últimos governos.
Embora a segunda metade do primeiro governo do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido marcada
pelo aumento expressivo do gasto público, quando comparada
aos dois primeiros anos de mandato, os resultados primários e
as taxas de juros e de câmbio viabilizaram a redução da dívida
líquida do setor público.
A política de valorização do salário mínimo, que teve início ainda no Plano Real, atingiu seu ápice no segundo mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, tendo contribuído decisivamente para a deterioração das contas públicas devido à elevação das despesas, notadamente as previdenciárias e assistenciais.
Acerca do financiamento do déficit público brasileiro a partir da última década de 80 e da sua relação com a inflação e o crescimento econômico, julgue o item subsequente.
A partir de 1995, como elemento de sustentação do Plano Real,
a política fiscal do governo federal assumiu forte caráter
contracionista, reduzindo gastos discricionários, notadamente
os associados à rubrica outras despesas correntes e de capital
do Tesouro Nacional, e às aposentadorias e pensões, por meio
da concessão de reajustes em patamares inferiores ao da
inflação do período.
Os gráficos a seguir mostram o resultado primário e o resultado nominal do setor público no Brasil, em proporção do PIB, assim como a dívida líquida do setor público, também tendo o PIB como base.

O aumento da necessidade de financiamento do setor público verificado a partir de 2014 não teve influência da política monetária contracionista que marcou o período, tendo decorrido, essencialmente, da piora do resultado primário.
O pressuposto que o nome “poupança externa” sugere é que o déficit em conta corrente se somaria à poupança interna dos países, e, assim, sua taxa de investimento (que é decisiva para o desenvolvimento econômico) aumentaria. Entretanto, essa tese, ou a afirmação de que “os países ricos em capital devem transferir seus capitais para os países pobres em capitais” é tão verdadeira quanto a de que a terra é plana... Parece ser verdadeira, mas é essencialmente falsa. Quando um país decide aceitar essa proposta de “crescimento com poupança externa”, a primeira consequência é a apreciação da taxa de câmbio. Em seguida, do lado da oferta, ocorre o aumento artificial dos salários, e, em consequência, o aumento do consumo interno. Dada a propensão marginal elevada a poupar existente nos países em desenvolvimento, o aumento do consumo e a correspondente redução da poupança interna são grandes, de forma que diminui a poupança interna, e a poupança externa em grande parte a substitui, ao invés de se constituir em um acréscimo à poupança interna.
BRESSER-PEREIRA, L.C. Déficits, Câmbio e Crescimento. O Estado de São Paulo, 07/03/2010. Disponível em <http://www.estadao.com.br/noticias/geral,deficits-cambio-e-crescimento,520633>. Acesso em 27 fev. 2018. Adaptado.
O texto sugere que a estratégia de crescimento com poupança externa, perseguida pelo Brasil nas últimas décadas, tende a apreciar a taxa de câmbio da moeda brasileira, em relação ao dólar, em termos reais.
Esse resultado é avaliado negativamente porque
Na segunda metade da década de 1980 e na primeira metade da de 1990, os governos brasileiros adotaram vários planos de estabilização, visando a conter a elevada taxa de inflação no país.
Assim, verifica-se que houve o Plano
Mais espanto ainda causou a “matriz do ministro”, a Nova Matriz Econômica (...). Em julho de 2012, Mantega anunciaria oficialmente o enterro do tripé. A base da política econômica brasileira não seria mais formada pelo triângulo do câmbio flutuante, das metas de inflação e do superávit primário.
DE BOLLE, M.B. Como matar a borboleta azul: uma crônica da era Dilma. Rio de Janeiro: Ed. Intrínseca, p.119.
No comentário crítico, a economista Mônica de Bolle refere-se à chamada Nova Matriz Econômica, adotada pela equipe econômica de Dilma Rousseff (2011-2014), cujos objetivos principais foram
No início de 2014, o economista Gustavo Franco, um dos formuladores do Plano Real (1994), assim celebrava os 20 anos do bem-sucedido plano de estabilização inflacionária no Brasil:
Na próxima sexta-feira, dia 28 de fevereiro de 2014, quando começarem os trabalhos de carnaval, vamos festejar também os 20 anos da publicação da Medida Provisória n° 434, que introduziu a URV (Unidade Real de Valor), uma formidável inovação que assumiu a forma de segunda moeda nacional, porém apenas “virtual”, ou “para servir exclusivamente como padrão de valor monetário” (art. 1). A URV era o real, desde o início. Em seu artigo 2º, a MP 434 já determinava que, quando a URV fosse emitida em forma de cédulas — e assim passasse a servir para pagamentos —, o cruzeiro real seria extinto e a URV teria seu nome mudado para real.
Disponível em:<https://oglobo.globo.com/economia/20-anos-do-plano-real-11687119> . Acesso em: 20 jan. 2018.
A URV foi de capital importância para o programa de estabilização inflacionária no Brasil (Plano Real, 1994) porque
Julgue o item seguinte, relativo à economia brasileira da segunda metade do século XX e do século XXI.
A década de 90 foi marcada por um forte processo de
desestatização da economia brasileira, embasado em
diagnóstico de que, à época, grande parte das estatais era
ineficiente e deficitária.
No que tange ao Plano Real, de 1994, julgue o item subsecutivo.
O Plano Real foi constituído por quatro etapas: o plano de ação
imediata (PAI), que procurava estabelecer o equilíbrio das
contas do governo; a criação de um padrão estável de valor, a
denominada unidade real de valor (URV); a emissão de nova
moeda nacional, o Real; e a diminuição drástica da taxa de
juros para incentivar os investimentos privados.
No que tange ao Plano Real, de 1994, julgue o item subsecutivo.
Após a crise financeira que atingiu o Brasil em 1999, o
governo mudou a política cambial e passou a definir metas a
que se deu o nome de tripé macroeconômico: obtenção de
superávits primários, câmbio flutuante conforme o mercado e
meta de inflação.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
O Plano Brasil Novo, do presidente Fernando Collor de Mello,
extinguiu órgãos públicos, privatizou empresas estatais,
eliminou e suspendeu diversos incentivos fiscais e passou a
intervir diariamente no mercado de câmbio para manter a
moeda nacional valorizada e, assim, incentivar as importações.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
O Plano Cruzado, de 1986, introduziu uma nova moeda, e o
congelamento de preços que resultou em desabastecimento e
disseminação do mercado negro. O Plano Verão introduziu
uma nova moeda, o Cruzado Novo. O Plano Collor, de 1990,
propôs medidas estruturais importantes para o país, como a
diminuição gradual das tarifas de importação para submeter a
indústria à concorrência externa.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
Cruzado, Bresser, Verão e Collor I e II foram planos
econômicos que se basearam no congelamento dos preços, mas
tiveram diferenças, tais como: o “gatilho salarial”, no Plano
Cruzado; reajustes corretivos de preços para evitar problemas
de abastecimento, no Plano Bresser; desvalorização
significativa da taxa de câmbio, no Plano Verão; e confisco
de dois terços dos ativos financeiros da população, no Plano
Collor I.