Questões de Concurso
Sobre economia brasileira contemporânea em economia
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O pressuposto que o nome “poupança externa” sugere é que o déficit em conta corrente se somaria à poupança interna dos países, e, assim, sua taxa de investimento (que é decisiva para o desenvolvimento econômico) aumentaria. Entretanto, essa tese, ou a afirmação de que “os países ricos em capital devem transferir seus capitais para os países pobres em capitais” é tão verdadeira quanto a de que a terra é plana... Parece ser verdadeira, mas é essencialmente falsa. Quando um país decide aceitar essa proposta de “crescimento com poupança externa”, a primeira consequência é a apreciação da taxa de câmbio. Em seguida, do lado da oferta, ocorre o aumento artificial dos salários, e, em consequência, o aumento do consumo interno. Dada a propensão marginal elevada a poupar existente nos países em desenvolvimento, o aumento do consumo e a correspondente redução da poupança interna são grandes, de forma que diminui a poupança interna, e a poupança externa em grande parte a substitui, ao invés de se constituir em um acréscimo à poupança interna.
BRESSER-PEREIRA, L.C. Déficits, Câmbio e Crescimento. O Estado de São Paulo, 07/03/2010. Disponível em <http://www.estadao.com.br/noticias/geral,deficits-cambio-e-crescimento,520633>. Acesso em 27 fev. 2018. Adaptado.
O texto sugere que a estratégia de crescimento com poupança externa, perseguida pelo Brasil nas últimas décadas, tende a apreciar a taxa de câmbio da moeda brasileira, em relação ao dólar, em termos reais.
Esse resultado é avaliado negativamente porque
Na segunda metade da década de 1980 e na primeira metade da de 1990, os governos brasileiros adotaram vários planos de estabilização, visando a conter a elevada taxa de inflação no país.
Assim, verifica-se que houve o Plano
Mais espanto ainda causou a “matriz do ministro”, a Nova Matriz Econômica (...). Em julho de 2012, Mantega anunciaria oficialmente o enterro do tripé. A base da política econômica brasileira não seria mais formada pelo triângulo do câmbio flutuante, das metas de inflação e do superávit primário.
DE BOLLE, M.B. Como matar a borboleta azul: uma crônica da era Dilma. Rio de Janeiro: Ed. Intrínseca, p.119.
No comentário crítico, a economista Mônica de Bolle refere-se à chamada Nova Matriz Econômica, adotada pela equipe econômica de Dilma Rousseff (2011-2014), cujos objetivos principais foram
No início de 2014, o economista Gustavo Franco, um dos formuladores do Plano Real (1994), assim celebrava os 20 anos do bem-sucedido plano de estabilização inflacionária no Brasil:
Na próxima sexta-feira, dia 28 de fevereiro de 2014, quando começarem os trabalhos de carnaval, vamos festejar também os 20 anos da publicação da Medida Provisória n° 434, que introduziu a URV (Unidade Real de Valor), uma formidável inovação que assumiu a forma de segunda moeda nacional, porém apenas “virtual”, ou “para servir exclusivamente como padrão de valor monetário” (art. 1). A URV era o real, desde o início. Em seu artigo 2º, a MP 434 já determinava que, quando a URV fosse emitida em forma de cédulas — e assim passasse a servir para pagamentos —, o cruzeiro real seria extinto e a URV teria seu nome mudado para real.
Disponível em:<https://oglobo.globo.com/economia/20-anos-do-plano-real-11687119> . Acesso em: 20 jan. 2018.
A URV foi de capital importância para o programa de estabilização inflacionária no Brasil (Plano Real, 1994) porque
Julgue o item seguinte, relativo à economia brasileira da segunda metade do século XX e do século XXI.
A década de 90 foi marcada por um forte processo de
desestatização da economia brasileira, embasado em
diagnóstico de que, à época, grande parte das estatais era
ineficiente e deficitária.
No que tange ao Plano Real, de 1994, julgue o item subsecutivo.
O Plano Real foi constituído por quatro etapas: o plano de ação
imediata (PAI), que procurava estabelecer o equilíbrio das
contas do governo; a criação de um padrão estável de valor, a
denominada unidade real de valor (URV); a emissão de nova
moeda nacional, o Real; e a diminuição drástica da taxa de
juros para incentivar os investimentos privados.
No que tange ao Plano Real, de 1994, julgue o item subsecutivo.
Após a crise financeira que atingiu o Brasil em 1999, o
governo mudou a política cambial e passou a definir metas a
que se deu o nome de tripé macroeconômico: obtenção de
superávits primários, câmbio flutuante conforme o mercado e
meta de inflação.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
O Plano Brasil Novo, do presidente Fernando Collor de Mello,
extinguiu órgãos públicos, privatizou empresas estatais,
eliminou e suspendeu diversos incentivos fiscais e passou a
intervir diariamente no mercado de câmbio para manter a
moeda nacional valorizada e, assim, incentivar as importações.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
O Plano Cruzado, de 1986, introduziu uma nova moeda, e o
congelamento de preços que resultou em desabastecimento e
disseminação do mercado negro. O Plano Verão introduziu
uma nova moeda, o Cruzado Novo. O Plano Collor, de 1990,
propôs medidas estruturais importantes para o país, como a
diminuição gradual das tarifas de importação para submeter a
indústria à concorrência externa.
Acerca da crise econômica na última década de 80, das políticas de estabilização, aceleração inflacionária e dos planos de combate à inflação, como o Plano Real, a reforma do estado e as privatizações, julgue o item seguinte.
Cruzado, Bresser, Verão e Collor I e II foram planos
econômicos que se basearam no congelamento dos preços, mas
tiveram diferenças, tais como: o “gatilho salarial”, no Plano
Cruzado; reajustes corretivos de preços para evitar problemas
de abastecimento, no Plano Bresser; desvalorização
significativa da taxa de câmbio, no Plano Verão; e confisco
de dois terços dos ativos financeiros da população, no Plano
Collor I.
A abertura comercial da economia brasileira intensificou-se a partir de 1990 com a redução das tarifas de importação e a eliminação de barreiras não tarifárias, como, por exemplo, a proibição de importação de determinados produtos. Com a abertura, as barreiras proibitivas passaram a ser somente tarifárias.
Com relação ao período de 1962 a 1984, que se refere à crise econômica do início da década de 60 e ao período militar, julgue o item seguinte.
As duas crises do petróleo na década de 70 do século passado
interromperam o chamado “milagre econômico” do período
1965–1973 e provocaram forte endividamento externo e crise
econômica geral, que foram enfrentados com medidas internas
restritivas, como a desvalorização do câmbio e os estímulos ao
aumento das exportações.
A respeito da economia brasileira no século XIX, da crise de 1929 e do pós-guerra até o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek, julgue o item a seguir.
A década de 50 do século passado foi pródiga na elaboração de planos para estimular diversos setores econômicos e a infraestrutura em geral, criando-se as bases da industrialização do país.
A respeito da economia brasileira no século XIX, da crise de 1929 e do pós-guerra até o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek, julgue o item a seguir.
Após a Segunda Guerra Mundial, a política econômica
brasileira visou incrementar as taxas de crescimento econômico
e evitar manter a dependência da exportação de produtos
primários.
A respeito da economia brasileira no século XIX, da crise de 1929 e do pós-guerra até o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek, julgue o item a seguir.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) foi criado na década de 50 do século passado para
analisar os projetos de empréstimos de longo prazo ao setor
privado e eliminar os pontos de estrangulamento apontados no
Plano de Metas de Juscelino Kubitschek.
O Plano Real foi constituído por quatro etapas: o plano de ação imediata (PAI), que procurava estabelecer o equilíbrio das contas do governo; a criação de um padrão estável de valor, a denominada unidade real de valor (URV); a emissão de nova moeda nacional, o Real; e a diminuição drástica da taxa de juros para incentivar os investimentos privados.