Questões de Concurso
Sobre distribuição de renda em economia
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Entretanto, a melhora distributiva nos anos finais da década de 1990 foi mais limitada do que às vezes se supõe, pois o coeficiente de Gini permaneceu em torno de 0,60, sem trajetória contínua de queda, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho foi marcado por desemprego mais elevado, avanço da informalidade e maior flexibilização das relações de trabalho. Já na década de 2000, a redução da desigualdade tornou-se mais nítida, associada ao aumento da renda do trabalho, à formalização do emprego, à valorização real do salário mínimo e à expansão das transferências governamentais para os estratos mais pobres.
Com base nesse processo histórico, assinale a afirmativa correta.
Assinale a alternativa correta a respeito dos conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico.
“A justiça distributiva, terceira questão-chave da economia, trata de um dos mais complexos aspectos da realidade econômica: a repartição dos resultados do esforço social de produção.”
ROSSETTI, J. P. Introdução à economia. 20ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.
De acordo com o excerto, os critérios rawlsianos de justiça distributiva são o critério da
O Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e os rendimentos dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem). O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor um (ou cem) está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos.
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA.)
A respeito do Índice de Gini, analise o gráfico a seguir:

Considerando as informações do gráfico, assinale a afirmativa INCORRETA.
Os textos abaixo, extraídos de pesquisas realizadas, respectivamente, por Pedro Ferreira de Souza e Marcelo Medeiros, especialistas em desigualdade socioeconômica, referem-se à fração média da renda nacional recebida pelo 1% mais rico da população no Brasil:
Texto I
As comparações corroboram que o Brasil é um dos países com maior concentração no topo, quiçá o que apresenta a maior. Por aqui, o 1% mais rico recebe em torno de 23% da renda total. Em outros países muito desiguais, esse percentual fica próximo a 20%, como nos Estados Unidos e na Colômbia. Nos países mais igualitários, ele não ultrapassa os 10%, como na França e no Japão [...]. O caráter inercial da desigualdade e sua tendência a mudar depressa apenas em situações de crise e ruptura podem ser vistos em muitos outros países. É raro observar mudanças prolongadas, graduais e profundas na fatia apropriada pelo topo da distribuição.
SOUZA, P. G. F. Uma história de desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil – 1926-2013. São Paulo: Hucitec, 2018. p. 262. Adaptado.
Texto II
Quem quer entender desigualdade no Brasil tem que olhar para a desigualdade racial. Quem quer entender desigualdade racial tem que olhar para os ricos. Uma parte muito grande da desigualdade racial nos salários é dada pela diferença entre os trabalhadores de renda alta e os demais trabalhadores. As portas do mundo dos ricos são muito estreitas, mas para os negros elas estão praticamente fechadas e não vão se abrir sozinhas [...]. Os negros são uma minoria no grupo dos ricos e, entre eles, são os menos ricos. Não é simples explicar essa desigualdade sem passar seriamente pela ideia de racismo estrutural. Fatores que são tomados como determinantes da desigualdade em geral não conseguem predizer muito bem as chances de negros e brancos estarem entre os ricos. A raça, no entanto, ganha importância à medida que se vai para partes mais altas da pirâmide social. Ou seja, raça é uma barreira crescente, a qual se torna mais difícil de superar conforme as pessoas vão ficando mais ricas.
MEDEIROS, M. Os ricos e os pobres: o Brasil e a desigualdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p.96-97. Adaptado.
Com o propósito de integrar a macroeconomia à teoria do desenvolvimento econômico, desde o início dos anos 2000, o professor Luiz Carlos Bresser-Pereira e outros autores têm formulado um conjunto de proposições teóricas, acompanhadas de evidências empíricas, com o objetivo de explicar por que muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, após percorrerem uma trajetória inicialmente exitosa de crescimento econômico e alcançarem níveis de renda per capita em torno da média mundial, recaem em processos crônicos e persistentes de estagnação econômica. O conjunto dessas proposições forma o chamado novo-desenvolvimentismo.
De acordo com o novo-desenvolvimentismo, o principal obstáculo à superação da estagnação em países em desenvolvimento de renda média, como o Brasil, está relacionado à
O Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, varia entre 0 e 100, onde 0 indica completa igualdade e 10 indica máxima desigualdade de renda.
No que se refere à dinâmica e aos desafios do investimento público no Brasil e aos impactos da pandemia de covid-19 na administração pública, julgue o próximo item.
Obras públicas de infraestrutura abandonadas ou paralisadas
impactam a geração de melhorias econômicas e a promoção
de mudanças que poderiam diminuir as desigualdades
regionais.
Brasil tem 2ª maior concentração de renda do mundo, diz relatório da ONU
O 1% mais rico concentra 28,3% da renda total do país, conforme ranking sobre o desenvolvimento humano. Brasil perde apenas para o Catar em desigualdade de renda, onde 1% mais rico concentra 29% da renda.
Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/12/09/brasil-temsegunda-maior-concentracao-de-renda-do-mundo-diz-relatorio-da-onu.ghtml>. Acesso em: 28 nov. 2023.
Qual índice é responsável por medir a concentração de renda?
I.A problemática da integração nacional no plano produtivo e o papel das desigualdades regionais como condicionante da conformação do trabalho nos vários espaços regionais, são geralmente enfatizadas pela análise liberal. E quando não o são, aparecem de forma dissociada uma da outra.
II.Para os liberais, de pouco adianta transformar os atributos pessoais, se as condições de reprodução e de inserção de cada sub-espaço no território nacional não são levadas em consideração.
III.A partir dos anos 70, com a descentralização da produção industrial, inclusive motivada por investimentos de empresas estatais, gastos públicos e incentivos fiscais, o Nordeste revelou o seu lado moderno, até então adormecido nas análises sociais.
É CORRETO que o se afirma em:
Marque a alternativa INCORRETA que trata acerca destas metas:
Nilson de Paula investigou que mais da metade dos lares brasileiros enfrenta insegurança alimentar e alerta que país vive combinação explosiva. Coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan) e economista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Nilson Maciel de Paula é pessimista em relação à situação da fome e da insegurança alimentar no Brasil em 2022. “O cenário é complicado porque a cada dia a gente vai tendo notícias não muito animadoras. Nada indica que o quadro que veio à tona no ano passado, em 2021, relacionado à fome, vá melhorar”, disse em entrevista à Agência Pública. Dois fatores são cruciais para a afirmação do economista: a inflação e o desemprego que, segundo a maior parte dos prognósticos econômicos, devem permanecer em situação preocupante nesse ano.
(Disponível em: https://economia.ig.com.br/2022-01-31/inflacaodesemprego-fome.html. Acesso em: 18/02/2022.)
Em relação aos aspectos econômicos brasileiros, analise as afirmativas a seguir.
I. A desigualdade social e a economia estrutural são uma marca histórica no desenvolvimento do país.
II. A insegurança alimentar nos lares em que as mulheres são os pilares da renda familiar é mais grave, precisamente porque as mulheres foram as mais prejudicadas pela falta de emprego e perda de renda na pandemia.
III. A reprimarização impacta na qualidade do trabalho em função do eixo da economia.
Está correto o que se afirma em
I- Os elevados salários dos servidores públicos, em comparação aos dos trabalhadores do setor privado, ocorrem pela homogeneidade na distribuição do prêmio salarial do funcionalismo público.
II- Nas últimas décadas, o crescimento do quantitativo de funcionários públicos está associado às esferas municipal e estadual, devido à expansão de serviços públicos, como educação e saúde.
III- A simples redução do gasto com o funcionalismo público é essencial para o equacionamento das contas públicas e deve ser o principal elemento norteador de uma reforma administrativa, pois não limita a capacidade do Estado de promover o desenvolvimento e reduzir a desigualdade.
É correto o que se afirma em:

Esse pesquisador consegue obter o valor da área A (entre a linha de igualdade e a curva de Lorenz), igual a 0,32. Mesmo sem o valor da área B, ele percebe que é possível calcular o coeficiente de Gini da desigualdade de renda, que será igual a