Questões de Concurso
Sobre distribuição de renda em economia
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(Revista Desenvolvimento, Fronteiras e Cidadania – UEMS/2023.)
Com base nas informações apresentadas no gráfico e, ainda,sobre agregados macroeconômicos, analise as afirmativas a seguir.
I. A média do PIB per capita no Brasil, no período considerado, foi inferior à do Chile.
II. Entre 1990 e 2010, a média do PIB per capita no Brasil foi superior a R$ 10.000,00.
III. O Chile apresentou, no período considerado, PIB per capitamédio inferior ao do Brasil, mas a diferença não era tão significativa.
IV. No Brasil, existe uma acentuada desigualdade de renda, o que significa que o PIB per capita reflete o correto cálculo matemático, mas não a fidedigna distribuição média da renda entre os brasileiros.
Está correto o que se afirma apenas em
(__)O Índice de Gini é um indicador de desigualdade de renda que varia entre zero e um, onde o valor um representa a desigualdade máxima.
(__)A taxa de desemprego é calculada pela razão entre o número de pessoas desempregadas e o total da população economicamente ativa do Município.
(__)O desemprego conjuntural ou cíclico decorre de flutuações na atividade econômica e da insuficiência de demanda agregada no curto prazo.
(__)O rendimento médio real da população ocupada é obtido após o ajuste dos valores nominais pelo nível geral de inflação do período.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Tendo em vista a função social da INFRA S.A., que é a prestação de serviços na área de projetos, estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento da logística e dos transportes e a construção e exploração de infraestrutura de transportes e logística, julgue o item a seguir, acerca do papel do Estado, da atuação do governo nas finanças públicas e da intervenção da administração na economia.
Os investimentos públicos em infraestrutura de transportes se relacionam com a função distributiva e são indutores do desenvolvimento regional.
Com base nessas informações e em seus conhecimentos sobre a economia brasileira, esse período ficou conhecido como:
Entretanto, a melhora distributiva nos anos finais da década de 1990 foi mais limitada do que às vezes se supõe, pois o coeficiente de Gini permaneceu em torno de 0,60, sem trajetória contínua de queda, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho foi marcado por desemprego mais elevado, avanço da informalidade e maior flexibilização das relações de trabalho. Já na década de 2000, a redução da desigualdade tornou-se mais nítida, associada ao aumento da renda do trabalho, à formalização do emprego, à valorização real do salário mínimo e à expansão das transferências governamentais para os estratos mais pobres.
Com base nesse processo histórico, assinale a afirmativa correta.
Assinale a alternativa correta a respeito dos conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico.
“A justiça distributiva, terceira questão-chave da economia, trata de um dos mais complexos aspectos da realidade econômica: a repartição dos resultados do esforço social de produção.”
ROSSETTI, J. P. Introdução à economia. 20ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.
De acordo com o excerto, os critérios rawlsianos de justiça distributiva são o critério da
Trata-se do(a)
O Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e os rendimentos dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem). O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor um (ou cem) está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos.
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA.)
A respeito do Índice de Gini, analise o gráfico a seguir:

Considerando as informações do gráfico, assinale a afirmativa INCORRETA.
Os textos abaixo, extraídos de pesquisas realizadas, respectivamente, por Pedro Ferreira de Souza e Marcelo Medeiros, especialistas em desigualdade socioeconômica, referem-se à fração média da renda nacional recebida pelo 1% mais rico da população no Brasil:
Texto I
As comparações corroboram que o Brasil é um dos países com maior concentração no topo, quiçá o que apresenta a maior. Por aqui, o 1% mais rico recebe em torno de 23% da renda total. Em outros países muito desiguais, esse percentual fica próximo a 20%, como nos Estados Unidos e na Colômbia. Nos países mais igualitários, ele não ultrapassa os 10%, como na França e no Japão [...]. O caráter inercial da desigualdade e sua tendência a mudar depressa apenas em situações de crise e ruptura podem ser vistos em muitos outros países. É raro observar mudanças prolongadas, graduais e profundas na fatia apropriada pelo topo da distribuição.
SOUZA, P. G. F. Uma história de desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil – 1926-2013. São Paulo: Hucitec, 2018. p. 262. Adaptado.
Texto II
Quem quer entender desigualdade no Brasil tem que olhar para a desigualdade racial. Quem quer entender desigualdade racial tem que olhar para os ricos. Uma parte muito grande da desigualdade racial nos salários é dada pela diferença entre os trabalhadores de renda alta e os demais trabalhadores. As portas do mundo dos ricos são muito estreitas, mas para os negros elas estão praticamente fechadas e não vão se abrir sozinhas [...]. Os negros são uma minoria no grupo dos ricos e, entre eles, são os menos ricos. Não é simples explicar essa desigualdade sem passar seriamente pela ideia de racismo estrutural. Fatores que são tomados como determinantes da desigualdade em geral não conseguem predizer muito bem as chances de negros e brancos estarem entre os ricos. A raça, no entanto, ganha importância à medida que se vai para partes mais altas da pirâmide social. Ou seja, raça é uma barreira crescente, a qual se torna mais difícil de superar conforme as pessoas vão ficando mais ricas.
MEDEIROS, M. Os ricos e os pobres: o Brasil e a desigualdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p.96-97. Adaptado.
Com o propósito de integrar a macroeconomia à teoria do desenvolvimento econômico, desde o início dos anos 2000, o professor Luiz Carlos Bresser-Pereira e outros autores têm formulado um conjunto de proposições teóricas, acompanhadas de evidências empíricas, com o objetivo de explicar por que muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, após percorrerem uma trajetória inicialmente exitosa de crescimento econômico e alcançarem níveis de renda per capita em torno da média mundial, recaem em processos crônicos e persistentes de estagnação econômica. O conjunto dessas proposições forma o chamado novo-desenvolvimentismo.
De acordo com o novo-desenvolvimentismo, o principal obstáculo à superação da estagnação em países em desenvolvimento de renda média, como o Brasil, está relacionado à
O Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, varia entre 0 e 100, onde 0 indica completa igualdade e 10 indica máxima desigualdade de renda.
No que se refere à dinâmica e aos desafios do investimento público no Brasil e aos impactos da pandemia de covid-19 na administração pública, julgue o próximo item.
Obras públicas de infraestrutura abandonadas ou paralisadas
impactam a geração de melhorias econômicas e a promoção
de mudanças que poderiam diminuir as desigualdades
regionais.
Brasil tem 2ª maior concentração de renda do mundo, diz relatório da ONU
O 1% mais rico concentra 28,3% da renda total do país, conforme ranking sobre o desenvolvimento humano. Brasil perde apenas para o Catar em desigualdade de renda, onde 1% mais rico concentra 29% da renda.
Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/12/09/brasil-temsegunda-maior-concentracao-de-renda-do-mundo-diz-relatorio-da-onu.ghtml>. Acesso em: 28 nov. 2023.
Qual índice é responsável por medir a concentração de renda?