Questões de Concurso Sobre medicina legal
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A identificação criminal poderá incluir a coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético quando o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado
Antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, é vedado mencionar a identificação criminal do indiciado em atestados de antecedentes ou em informações não destinadas ao juízo criminal.
As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser consignadas em laudo pericial firmado por, pelo menos, um perito oficial devidamente habilitado.
Putrefação, inanição, hemorragia, asfixia e lesões hepáticas são citadas como causas de erro na interpretação da docimasia hepática histológica.
Considere que, à necropsia de um cadáver de um indivíduo de vinte e cinco anos de idade, tenham sido constatadas lesões cortantes nas mãos, no bordo medial dos antebraços e lesão extensa na região cervical anterior com exposição da laringe. Nessa situação, é correto inferir, com base nas informações apresentadas, que as lesões encontradas nos braços são compatíveis com lesões de defesa e que a provável causa jurídica da morte é homicídio.
O mecanismo de morte pode orientar para determinada causa jurídica, como, por exemplo, a esganadura para o suicídio e o enforcamento para o homicídio.
Durante a inspeção externa, as vestes do cadáver devem ser desconsideradas e descartadas, pois, em geral não apresentam importância pericial médico-forense
Os termos necropsia e autópsia designam o exame que se realiza no cadáver, interna e externamente, com a finalidade de determinar a causa da morte.
Considere que indivíduo do sexo masculino, 80 anos de idade, internado há várias semanas em hospital oncológico devido à neoplasia metastática de próstata, veio a falecer após aspiração pulmonar maciça de conteúdo gástrico devido a mau posicionamento de sonda nasoenteral. Pelos dados apresentados, é correto inferir que a docimasia hepática histológica resultará positiva.
Considere que tenha sido encontrado, na própria residência, o cadáver de um indivíduo com idade aparente de quarenta e cinco anos, de compleição mediana, mestiço, sem sinais evidentes de violência, apresentando rigidez nos músculos da face e pescoço e hipóstases móveis. Foi reportado que o indivíduo era alcoolista. À necropsia, foram encontrados achados compatíveis com morte por asfixia e presença de restos alimentares na traqueia. Nessa situação, é correto inferir, com base nos dados apresentados, que o tempo decorrido do óbito até o cadáver ser encontrado foi superior a dezoito horas.
A rigidez cadavérica instala-se devido ao aumento do teor de ácido lático nos músculos e consequente coagulação da miosina.
Desidratação, resfriamento do corpo, rigidez cadavérica, livores cadavéricos e hipóstases são fenômenos cadavéricos abióticos consecutivos.
Os fenômenos cadavéricos abióticos imediatos configuram sinais de certeza que podem ser utilizados pelo médico para afirmar a existência da morte.
A maceração é um fenômeno transformativo conservador que pode ser observado nos submersos em meio líquido contaminado (maceração séptica) e nos fetos retidos a partir do quinto mês de gestação.
Considere que tenha sido encontrado, em um matagal, um cadáver do sexo feminino, no qual se observou mancha abdominal verde e difusa, desenho dos vasos na superfície da pele, bolhas na epiderme com conteúdo sero-sanguinolento, protusão da língua e inchaço genital. Os sinais apresentados eram característicos de estupro, seguido de morte por estrangulamento. Nessa situação, é correto afirmar, com base nessas informações, que o óbito ocorreu, aproximadamente, vinte e quatro horas antes de o cadáver ser encontrado.
Os fenômenos cadavéricos transformativos incluem os destrutivos, entre eles, a autólise; e os conservadores, como, por exemplo, a mumificação.
É bastante comum a presença de espasmo cadavérico nos casos de morte agônica.
O nível do potássio no humor vítreo auxilia o legista a estabelecer a hora da morte. Níveis de potássio acima de 12 mEq/L sugerem que a morte ocorreu a mais de nove horas do exame.
A hidrossolubilidade dos canabinoides garante o armazenamento dessa substância por longo período no tecido muscular, portanto a excreção da substância por via urinária pode durar várias semanas. Isso explica porque, em usuários crônicos, os metabólitos do tetrahidrocanabinol podem ser encontrados na urina por um período de até vinte e cinco dias após o uso.