Questões de Concurso
Sobre teorias da comunicação em jornalismo
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Uma mensagem significativa supõe um processo de significação, podendo-se assim definir esta última:
Suely Caldas. Jornalismo econômico. São Paulo: Contexto, 2003, p. 84.
No que se refere à relação entre os jornalistas e o público a quem se destina a informação jornalística, julgue os próximos itens.
De acordo com as teorias da comunicação, cabe aos gatekeepers da imprensa selecionar, entre todas as informações, as que devem ser alçadas à condição de notícia, a partir da percepção do que seja interessante para o público. O processo de seleção também incide sobre o conteúdo da notícia, que pode ser reduzido.
Uma vez que é objetivamente impossível chegar-se à verdade dos fatos, cabe ao jornalista interpretá-los segundo o interesse público.
A opinião pública é o agregado das opiniões predominantes em uma comunidade.
Os estudos culturais podem ser considerados, atualmente, sem relevância para o estudo teórico da comunicação no Brasil, uma vez que tal corrente de estudos é considerada ultrapassada por se basear no pressuposto marxista da análise cultural, no qual a infra-estrutura (sistema econômico) condiciona a esfera da superestrutura (sistema cultural). Em outras palavras, os estudos culturais teriam perdido sua relevância por terem se tornado leituras econômicas da comunicação e da cultura.
Os conceitos de segmentação e interatividade podem ser entendidos no contexto contemporâneo das teorias de comunicação como variações do modelo estímulo-resposta iniciado pela pesquisa “administrativa americana”, na década de 20 do século passado, visto que, tanto naquela época como hoje, o que impera são os critérios mercadológicos e as estratégias para se atingir o público-alvo, independentemente de quaisquer interferências do contexto sociocultural.
A teoria hipodérmica é considerada ainda hoje como aquela que forneceu os principais paradigmas científicos para o estudo das ciências da comunicação. Entre tais paradigmas podem ser destacados: o modelo de Lasswell, que deu origem à análise de conteúdo e ao modelo do lead jornalístico, o paradigma funcionalista das relações públicas, o paradigma da dissonância cognitiva na publicidade e a espiral do silêncio.
A teoria crítica foi desenvolvida pela chamada Escola de Frankfurt e tinha como objetivo legitimar a atuação da indústria cultural nos países europeus, de acordo com os padrões desenvolvidos na sociedade de massas norte americana no contexto entreguerras (entre a 1.a e a 2.a Guerras Mundiais).
No Brasil, a teoria crítica proposta pela Escola de Frankfurt pode ser considerada uma das teorias sociais que exerceu maior influência teórica na comunidade acadêmica brasileira da área de comunicação social, a partir de estudos iniciados por pesquisadores das ciências sociais do eixo Rio – São Paulo – Brasília. Entre os cientistas sociais de maior relevância nesse processo, podem-se destacar: Gabriel Cohn (Comunicação e Indústria Cultural), Sérgio Miceli (A Noite da Madrinha), Renato Ortiz (A Moderna Tradição Brasileira) e Bárbara Freitag (A Teoria Crítica Ontem e Hoje). Na área de comunicação, entre as obras mais relevantes que expressam tal influência, podem ser mencionadas: O Capital da Notícia, de Ciro Marcondes Filho; Notícia: um Produto à Venda, de Cremilda Medina, e Televisão e Capitalismo, de Sérgio Caparelli.