Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias da comunicação em jornalismo
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No seu texto Codificação/Decodificação, Stuart Hall propõe uma forma de analisar o processo comunicativo diversa da tradicionalmente usada em modelos lineares. O autor afirma:
O processo, desta maneira, requer, do lado da produção, seus instrumentos materiais − seus ‘meios’ − bem como seus próprios conjuntos de relações sociais (de produção) − a organização e combinação de práticas dentro dos aparatos de comunicação. Mas é sob a forma discursiva que a circulação do produto se realiza, bem como sua distribuição para diferentes audiências. Uma vez concluído, o discurso deve então ser traduzido − transformado de novo − em práticas sociais, para que o circuito ao mesmo tempo se complete e produza efeitos. Se nenhum ‘sentido’ é apreendido, não pode haver ‘consumo’. Se o sentido não é articulado em prática, ele não tem efeito.
(Hall, Stuart. Codificação/Decodificação. In: Da Diáspora − Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. p. 366)
Nesta percepção, o que faz a transmissão televisiva de um evento histórico ser passível de significação, e não de transmissão completa do real, é
Os sistemas de estruturação do sentido pela digitalização do saber supõem um modelo geocultural que pode impor como critério de universalidade um modo particular de pensar e de sentir, uma maneira própria de ‘organizar a memória coletiva’, como já diziam Simon Nora e Alain Minc ao diagnosticar a ameaça de monopolização dos ‘estoques de informação’ por uma única potência. Com o desdobramento do ciberespaço global, coloca-se a questão da modelização do saber por uma sociedade hegemônica que corre o perigo de praticar uma divisão seletiva quanto à sua própria memória coletiva.
(MATTELART, Armand: A globalização da comunicação. Bauru: Edusc, 2000)
A formação de uma rede global de comunicação impõe diversos desafios aos comunicadores do Século XXI. Um dos principais deles é
Sobre a terminologia do jornalismo, numere a coluna da direita de acordo a da esquerda.
(1) Sequência de um assunto em edições subsequentes do jornal.
(2) Assuntos mais destacados em uma reportagem.
(3) Depoimentos de diversas pessoas sobre o mesmo tema ou assunto.
(4) Deslocamento dos integrantes da reportagem a determinado local para colher informações.
(5) Notícia falsa ou errada.
( ) Cobertura
( ) Enquete
( ) Barriga
( ) Suíte
( ) Abordagem
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Analise as seguintes afirmativas sobre o jornalismo como construção da realidade enraizada no cotidiano.
(1) Através da opinião, da avaliação ética e da investigação, o jornalismo se aproxima do cotidiano.
(2) O cotidiano é a dimensão mais situada e datada da realidade humana; nele tudo está aí.
(3) O jornalismo trata de questões de interesse permanente para o leitor, o ouvinte, o telespectador ou o internauta.
(4) Mesmo quando se proclama imparcial, o jornalismo é uma forma de construção da realidade.
(5) Quando se apela demais para a emoção, a imprensa se transforma num mero show de notícias.
São CORRETAS apenas as afirmativas
As redes sociais vão atuar com um duplo papel informativo: como fontes, filtros ou espaço de reverberação das informações. Essas relações são complementares à função jornalística, não tendo o mesmo comprometimento que esta para com a credibilidade da informação, mas auxiliando a mobilizar pessoas, a construir discussões e, mesmo, a apontar diversidades de pontos de vista a respeito de um mesmo assunto.
R. Recuero. Redes sociais na Internet, difusão de informação e jornalismo: Elementos para discussão. In: Fernando Firmino da Silva e Demétrio de Azeredo Soster. Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma. Santa Cruz: EDUNISC, 2009 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre o jornalismo, os blogues e as redes sociais.
O blogue, que é uma versão evoluída das páginas pessoais na
Internet, traz como inovação os posts datados — apresentados
em ordem cronologicamente invertida — e proporciona maior
interatividade entre os usuários.
As redes sociais vão atuar com um duplo papel informativo: como fontes, filtros ou espaço de reverberação das informações. Essas relações são complementares à função jornalística, não tendo o mesmo comprometimento que esta para com a credibilidade da informação, mas auxiliando a mobilizar pessoas, a construir discussões e, mesmo, a apontar diversidades de pontos de vista a respeito de um mesmo assunto.
R. Recuero. Redes sociais na Internet, difusão de informação e jornalismo: Elementos para discussão. In: Fernando Firmino da Silva e Demétrio de Azeredo Soster. Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma. Santa Cruz: EDUNISC, 2009 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre o jornalismo, os blogues e as redes sociais.
Criados a partir do final dos anos 90, os blogues introduziram
a cultura de participação na Internet, permitindo, por exemplo,
a publicação de comentários dos leitores.
Considerando que os meios de comunicação são um dos principais emissores e formadores da opinião pública, julgue o item que se segue.
Durante o processo de execução de uma pesquisa, deve-se
considerar os aspectos do ambiente, a disposição e o
engajamento do respondente ao questionário, porém a imagem
da organização a qual o pesquisador é afiliado e seus
conhecimentos socioculturais podem ser irrelevantes.
Um dos fatores explicativos para a influência de teorias formuladas por matemáticos e engenheiros eletricistas no campo da comunicação foi a fácil aplicação sistêmica e funcional dessas teorias em campos humanos e sociais e respectivos controles à base do input e output.