Questões de Concurso
Comentadas sobre tecnologia e comunicação em jornalismo
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“O efeito Google Zero: o Armagedom dos veículos de notícias – e a chance de um recomeço
Com a audiência em queda livre e o Google às voltas com a própria crise, o ecossistema de notícias e publicidade tem uma rara oportunidade de repensar modelos de negócio e recolocar o usuário no centro
Por Guilherme Ravache
A queda de audiência dos veículos de notícias na internet é notória e global. Nos Estados Unidos, o "Washington Post" e o "Huffpost" perderam mais de 50% de audiência nos últimos três anos. "The New York Times", "Wall Street Journal" e "The Atlantic" também sentiram a queda do tráfego que vinha do Google.
No Brasil, as quedas também são significativas. Em abril de 2022, os três principais sites de notícias no país na época: "Globo.com", "UOL" e "R7" somavam uma audiência de mais de 7,9 bilhões de visitas por mês. Em abril deste ano, a soma de visitas das três publicações caiu para 4,2 bilhões, uma queda de quase 50%. Os dados são da Comscore. (...) Para quem acompanha a coluna há mais tempo, a notícia do sumiço do tráfego do Google, ou Google Zero, não é surpresa”.
O Google Zero, ao qual o colunista se refere, trata
I. O fluxo de trabalho do Jornalismo de Dados envolve tipicamente quatro etapas centrais: Coleta (obtenção dos dados brutos, via scraping, LAI ou APIs), Processamento (limpeza e organização dos dados), Análise (interrogação dos dados para encontrar padrões) e Visualização (apresentação dos achados).
II. A Lei de Acesso à Informação (LAI), ao obrigar órgãos públicos a fornecerem dados em formato aberto, tornou-se uma ferramenta jurídica essencial para a etapa de 'Coleta' no Jornalismo de Dados no Brasil.
III. O Jornalismo de Dados substituiu completamente o jornalismo investigativo tradicional (baseado em fontes e entrevistas), pois os dados são considerados autossuficientes e nunca necessitam de contexto ou checagem humana.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
As estruturas reticulares
“O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO JORNALISMO
( ) O desenvolvimento das diversas vertentes de IA amplia a capacidade de processamento e de geração de informação (como textos, vídeos, áudios, infográficos, sites e outros formatos de conteúdo) e tem grande potencial disruptivo, mas não altera os valores que norteiam o exercício do jornalismo profissional. O Grupo Globo adota a inteligência artificial como meio para aprimorar a qualidade do jornalismo, mantendo o compromisso com a isenção, correção e agilidade manifestado neste documento. Os jornalistas são encorajados a testar e adotar ferramentas de IA que auxiliem nos processos de apuração, produção e distribuição, respeitando as orientações aqui expostas”.
Essas orientações se baseiam em:
1. Transparência e supervisão humana.
2. Apuração, produção e distribuição de jornalismo com auxílio de IA.
3. Direitos autorais e governança. Seguindo os preceitos de boa parte dos veículos jornalísticos, quanto ao primeiro item das orientações, o Grupo Globo indica que
“Na sua aplicação ao jornalismo, Broussard et al. (2019) definem a Inteligência Artificial como uma tecnologia capaz de processar uma grande quantidade de dados, que pode aprender padrões, imitar o raciocínio e identificar caminhos para se tornar num agente de conversação, escrever automaticamente ou indicar tendências. Por isso, o uso da IA no jornalismo pode acontecer em vários momentos do processo, desde a detecção de tendências informativas que podem ser objeto de notícia (Steiner, 2014), à produção automática de textos (Lokot e Diakopoulos 2016; Ufarte Ruiz e Manfredi Sánchez, 2019), à personalização da distribuição de informação (Gamperl, 2021) e à luta contra a desinformação (Manfredi Sánchez & Ufarte Ruiz, 2020)” (CANAVILHAS, 2023: 130)
Quanto à personalização da distribuição de informação, a Inteligência Artificial pode ser usada para
Esse movimento de imagem é chamado de efeito
São eles:
Julgue o item que se segue, relativo à inteligência artificial e à produção de conteúdo.
Algoritmos de inteligência artificial medeiam as interações nas redes sociais, selecionando, por exemplo, os conteúdos que aparecem no feed de notícias do Facebook.
Considerando o formato jornalístico que se desenvolve na Web, julgue o seguinte item.
A personalização da informação impulsionou o crescimento de mercados de nicho, em que conteúdos específicos são produzidos para públicos segmentados, como ocorre em canais do YouTube voltados para temas como ciência, moda, sustentabilidade, entre outros.
Considerando o formato jornalístico que se desenvolve na Web, julgue o seguinte item.
A interatividade comunicativa acontece quando um usuário registra comentário em uma notícia digital, responde a outros leitores ou interage diretamente com jornalistas via chat, fóruns ou redes sociais vinculadas à plataforma.
Considerando o formato jornalístico que se desenvolve na Web, julgue o seguinte item.
O formato do jornalismo online denominado longform consiste em uma narrativa estendida cuja navegação se apresenta verticalizada e é realizada por barra de rolagem.
Considerando o formato jornalístico que se desenvolve na Web, julgue o seguinte item.
O jornalismo online é multimídia e convergente, combinando texto, imagem e som para ser acessível em diversas plataformas e dispositivos.
Com base nas reflexões de João Canavilhas (2025), publicadas recentemente no artigo "Visualização de Tecnologia do Desassossego: o jornalismo humano deve sentir-se ameaçado pela Inteligência Artificial?", sobre o impacto da inteligência artificial no jornalismo, é correto afirmar que: