Questões de Concurso
Comentadas sobre técnicas jornalísticas em jornalismo
Foram encontradas 2.379 questões
O lead é o primeiro parágrafo da notícia em jornalismo impresso, embora possa haver outros leads em seu corpo. Corresponde à primeira proposição de uma notícia radiofônica, ao texto lido pelo apresentador ou à cabeça do repórter (quando ele aparece falando) no início de uma notícia em televisão.
O lead é o relato do fato principal de uma série, o que é mais importante ou mais interessante.
LAGE, Nilson, A estrutura da notícia, ed. Ática, São Paulo, 1985, p.26/27.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. A técnica da pirâmide invertida se concentra numa organização em que os fatos mais importantes são apresentados no início; os menos relevantes, no final. Isso significa dizer que a variável “importância” para o público, para o profissional da informação ou para a linha editorial do veículo é o paradigma central no jornalismo tradicional. 2. A técnica da pirâmide invertida é tradicional no impresso; no entanto, no caso da WEB, haverá outras variáveis, porque não há limitações de espaço – como ocorre no impresso – e o público é global. Logo, os interesses do público vão variar. 3. A pirâmide invertida é extremamente funcional no jornalismo e, mesmo com o advento da internet, deve ser empregada. Isso significa dizer que não há mudanças na arquitetura da notícia do impresso ao digital.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Levando em conta os critérios de apuração e a deontologia da profissão, qual deverá ser a atitude do jornalista?
Leia com atenção os dois trechos retirados do livro de Costa (2014):
O jornalismo é um ofício. Um ofício tão banal quanto trágico e glorioso. Numa perspectiva moral, nele cabem, vale redundar, simultaneamente, tanto o sentido ético quanto o seu contrário – além do seu avesso, a hipocrisia. As novas mídias, anabolizadas pela possibilidade de participação individual ou institucional, se fundam nessa possibilidade e isso fez mudar a comunicação. Queiramos ou não, com resistência ou sem resistência das mídias tradicionais, as instituições e os indivíduos – cidadãos ou solipsistas – agora têm mais poder.
Não é o jornalismo que muda, mas sim a forma de comunicação. Não muda o modo de se fazer jornalismo, mas a importância que o jornalista tinha, e que não tem mais, nos elos da comunicação – e isso sim tem importância. Por isso ele precisa se acostumar com a ideia de um concorrente na contramão do despejar informações assimétricas de forma unilateral nas pessoas. Um indivíduo qualquer agora consegue produzir informação, ao menos alguma informação, não importa se ela segue os cânones da imprensa tradicional ou não. Idem para qualquer instituição, particular ou pública. A via agora é de mão dupla, tripla, infinita. E a possibilidade de qualquer um ter nas mãos uma ferramenta de comunicação capaz de atingir milhões de pessoas é que é inédita e por isso espantosa.
I. As fontes hoje têm mais poder e podem veicular informações de seu interesse em canais próprios de informação.
II. As novas mídias não trouxeram novas discussões sobre ética, antiética e hipocrisia, permitindo o exercício de uma “moral provisória”.
III. O jornalista não é mais o único produtor de informação.
IV. O dado desafiador no jornalismo é que ele começa a perder sua identidade numa realidade saturada de informações assimétricas (o maior indício do problema ético) e refém do sensacional desenvolvimento de múltiplos meios eletrônicos de comunicação.
V. Um indivíduo qualquer não pode despejar informações assimétricas de forma unilateral nas pessoas.
A partir da interpretação desses trechos, as afirmativas CORRETAS são, apenas:
O mundo tornou-se tão complicado, tão intenso o incremento da informação disponível, que o jornalista tem que ser alguém que cria, e
não só transmite, um organizador, e não só um intérprete, alguém que
junte os fatos e os torne acessíveis. Além de saber como redigir informações de imprensa ou como contá-las nos meios audiovisuais, deve
descobrir como fazê-las chegar à mente de seu público. Em outras
palavras, o jornalista tem agora que ser um administrador de dados
acumulados, processador e analista desses dados.
A partir da citação, analise quais afirmativas estão corretas:
I. O jornalista não precisa ser rigoroso na apuração da informação. II. O jornalista precisa transmitir a notícia de modo a suplantar o burburinho da sobrecarga informacional e chegar ao público que dela necessita ou deseja. III. O jornalista precisa saber como encontrar a informação. IV. O jornalista não tem que avaliar e analisar a informação. V. O jornalista deve evitar a divulgação de superstições e crenças sem fundamento, mesmo que atraentes o bastante para convencer até mesmo pessoas com longa formação escolar.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Os termos que preenchem corretamente as lacunas são:
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001.
De acordo com o exposto no texto, é primordial para a construção do texto da notícia
“Nas suas definições das notícias, os jornalistas também interagem silenciosamente com a sociedade, por via dos limites com que os valores sociais marcam as fronteiras entre normal e anormal, legítimo e ilegítimo, aceitável e desviante. As notícias têm uma estrutura profunda de valores que os jornalistas partilham, como membros da sociedade, com a sociedade. Como um todo. Como seus membros.”
TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo: porque as notícias são como são. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2005.
Analisando os trechos anteriores, é correto afirmar que a notícia
I. Uma das habilidades do repórter é lidar com indicadores amplos e, muitas vezes, imprecisos para produzir uma narrativa capaz de significar.
II. Apesar de serem comuns no ramo jornalístico, a intuição, ou o faro, deve ser evitado e / ou combatido em favor dos procedimentos e técnicas que regem o ofício do repórter.
III. Ao realizar uma entrevista, o jornalista está em busca de acessar o acontecimento de forma mediada, tomando a interpretação da fonte sobre os eventos como um balizador relevante da realidade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Um material jornalístico caracteriza-se, em tese, por sua atualidade, universidade, periodicidade (durabilidade limitada) e difusão.
Assinale a alternativa que não representa a distinção entre notícia e informação jornalística.
Segundo Nilson Lage (2002) em A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística, as fontes, sejam elas pessoais, institucionais, oficiais ou documentais, podem ser mais ou menos confiáveis.
Sobre as fontes oficiais, assinale a alternativa correta.