Questões de Concurso Sobre jornalismo
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I. O Código de Ética da FENAJ estabelece o sigilo da fonte como um direito do jornalista, que pode (e deve) resguardar a origem e identidade de suas fontes de informação quando considerar necessário para o exercício da profissão.
II. A relação ética com a fonte implica o dever do jornalista de sempre verificar a veracidade da informação prestada, não publicando acusações sem a devida apuração ou sem ouvir o outro lado (contraditório).
III. O Código de Ética proíbe o jornalista de expor pessoas ameaçadas ou em situação de vulnerabilidade, mesmo que sejam fontes relevantes, indicando a primazia da proteção da vida sobre o interesse da informação.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
(__) O Enquadramento (Framing) refere-se ao processo de selecionar certos aspectos de uma realidade percebida e torná-los mais salientes em um texto comunicativo, de modo a promover uma definição particular do problema, interpretação causal, avaliação moral e/ou recomendação de tratamento.
(__) A Teoria do Enquadramento é idêntica à Teoria do Agendamento; ambos os termos descrevem exclusivamente a seleção dos temas que entrarão na pauta da mídia, sem analisar a abordagem dada a eles.
(__) Um 'enquadramento' jornalístico é sempre consciente e manipulativo, visando distorcer deliberadamente os fatos para beneficiar um grupo político ou econômico específico.
(__) O enquadramento é inevitável no jornalismo, pois qualquer relato de um fato exige escolhas lexicais (seleção de palavras), seleção de fontes, definição de título e hierarquização de informações, que acabam por enquadrar o evento de uma determinada maneira.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
O período da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) impôs desafios severos à imprensa, alterando profundamente o sentido do texto jornalístico. A censura,inicialmente velada, tornou-se explícita e institucionalizada, especialmente após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1968, forçando os veículos a desenvolverem estratégias de resistência − como o uso de metáforas, receitas ou poemas para preencher espaços censurados − e, em outros casos, de acomodação e colaboração. A legislação desse período foi um instrumento chave para o controle da informação. Acerca das características da censura e da produção jornalística nesse período, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) O Decreto-Lei nº 1.077, de 1970, embora nominalmente voltado para a proteção da 'moral e dos bons costumes', foi amplamente utilizado como ferramenta de censura política, permitindo a apreensão de publicações e a censura prévia de conteúdos considerados 'subversivos'.
(__) A censura durante o regime militar era exclusivamente prévia, ou seja, todos os textos, sem exceção, deveriam ser submetidos aos censores federais antes da publicação, não existindo a prática da censura 'a posteriori' (pós-publicação).
(__) Jornais da chamada 'imprensa alternativa', como 'O Pasquim', 'Opinião' e 'Movimento', destacaram-se por não sofrerem qualquer tipo de censura, devido ao uso inteligente do humor e da linguagem metafórica, que passavam despercebidos pelos censores.
(__) A prática da autocensura tornou-se uma ferramenta de sobrevivência comum nas redações, onde jornalistas e editores antecipavam as possíveis reações do regime para evitar punições, o que resultou em um jornalismo frequentemente omisso e eufemístico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I. O Código estabelece como dever fundamental do jornalista o compromisso com a verdade dos fatos, pautando seu trabalho pela precisa apuração e sua correta divulgação.
II. O Código prevê expressamente o direito ao sigilo da fonte como um instrumento essencial para o exercício da profissão e a garantia de acesso a informações de interesse público.
III. O Código determina que, em caso de divulgação de informação imprecisa, o jornalista só deve retificá-la se for interpelado judicialmente, visando proteger o veículo de comunicação.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I. O discurso jornalístico pode ser considerado neutro, pois se restringe à descrição objetiva dos fatos.
II. Estratégias discursivas, como escolha lexical e ordem de apresentação, revelam posicionamentos ideológicos.
III. O discurso jornalístico pode articular persuasão ao selecionar vozes e fontes.
IV. A análise crítica identifica a relação entre linguagem, poder e sociedade.
Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F) e assinale a sequência correta.
Concebido originalmente como "Eleição Transparente", em 2014, esse projeto da Abraji chama-se
I. Ao expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, o jornalista deve tomar cuidado para que a identificação das vítimas por voz, traços físicos ou quaisquer outras informações seja apenas parcial.
II. Informações obtidas com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos só poderão ser divulgadas em caso de incontestável interesse público e quando todas as outras possibilidades de apuração tiverem sido esgotadas.
III. Mesmo que não tenha participado da produção, o jornalista deve assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos veiculados pela empresa em que trabalha.
Está correto o que se afirma em
As estruturas reticulares
A imagem ilustra o que Vera Iris Paternostro define como “gravação feita pelo repórter no local do acontecimento, com informações, para ser usada no meio da matéria. (...) reforça a presença do repórter no assunto que ele está cobrindo e, portanto, deve ser gravada no desenrolar do acontecimento” (PATERNOSTRO, 1987, p.147).
Considerada por muitos como a “assinatura” do repórter, esse momento da reportagem televisiva é conhecido no jargão jornalístico como
“Pacientes quebraram portas e derrubaram equipamentos, na noite deste domingo (27), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) I de Ceilândia, no Distrito Federal. De acordo com testemunhas, a falta de atendimento causou a confusão”.
Assinale a opção que contém a nova redação do lide, ao destacar intencionalmente o “onde”
“O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO JORNALISMO
( ) O desenvolvimento das diversas vertentes de IA amplia a capacidade de processamento e de geração de informação (como textos, vídeos, áudios, infográficos, sites e outros formatos de conteúdo) e tem grande potencial disruptivo, mas não altera os valores que norteiam o exercício do jornalismo profissional. O Grupo Globo adota a inteligência artificial como meio para aprimorar a qualidade do jornalismo, mantendo o compromisso com a isenção, correção e agilidade manifestado neste documento. Os jornalistas são encorajados a testar e adotar ferramentas de IA que auxiliem nos processos de apuração, produção e distribuição, respeitando as orientações aqui expostas”.
Essas orientações se baseiam em:
1. Transparência e supervisão humana.
2. Apuração, produção e distribuição de jornalismo com auxílio de IA.
3. Direitos autorais e governança. Seguindo os preceitos de boa parte dos veículos jornalísticos, quanto ao primeiro item das orientações, o Grupo Globo indica que
• Revista semanal de grande circulação, lançada no Rio de Janeiro (RJ), em 1952, tendo circulado regularmente até 2000.
• Publicação que se estabeleceu como principal concorrente da então extremamente bem-sucedida revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, a qual viria a superar.
• Semanário de jornalismo fortemente calcado na imagem que teve colaboradores como Carlos Drummond de Andrade, Sérgio Porto, Rubem Braga, Joel Silveira e Manuel Bandeira.
Neste ano, 25 anos depois de deixar de circular regularmente, a publicação descrita acima voltou ao mercado com “características modernas na forma de apresentar o conteúdo. Somos um produto multiplataforma. Você pode ler a revista impressa ou assistir ao conteúdo pelo YouTube, site, redes sociais e TV”, conforme seu site oficial.
A publicação a que o texto se refere é a revista
“Na sua aplicação ao jornalismo, Broussard et al. (2019) definem a Inteligência Artificial como uma tecnologia capaz de processar uma grande quantidade de dados, que pode aprender padrões, imitar o raciocínio e identificar caminhos para se tornar num agente de conversação, escrever automaticamente ou indicar tendências. Por isso, o uso da IA no jornalismo pode acontecer em vários momentos do processo, desde a detecção de tendências informativas que podem ser objeto de notícia (Steiner, 2014), à produção automática de textos (Lokot e Diakopoulos 2016; Ufarte Ruiz e Manfredi Sánchez, 2019), à personalização da distribuição de informação (Gamperl, 2021) e à luta contra a desinformação (Manfredi Sánchez & Ufarte Ruiz, 2020)” (CANAVILHAS, 2023: 130)
Quanto à personalização da distribuição de informação, a Inteligência Artificial pode ser usada para
“Foi o acadêmico italiano Mauro Wolf que apontou que os valoresnotícia estão presentes ao longo de todo o processo de produção jornalística, ou seja, no processo de seleção dos acontecimentos e no processo de elaboração da notícia, isto é, no processo de construção da notícia. Assim, Wolf estabeleceu a distinção entre os valores-notícia de seleção e os valores-notícia de construção.” (TRAQUINA, 2013:75)
São, nessa perspectiva, valores-notícia de construção