Questões de Concurso Comentadas sobre jornalismo
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Com base nas boas práticas de planejamento, redação e distribuição de releases, assinale a afirmativa correta a respeito do press release.
Para interpretar esse fenômeno, o analista de comunicação recorreu às teorias dos efeitos de longo prazo da comunicação de massa, especificamente à hipótese do agenda-setting e às características estruturais dos meios (acumulação, consonância e omnipresença).
Sobre a hipótese do agenda-setting e suas características estruturantes, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A acumulação refere-se à capacidade dos meios de comunicação de criar e manter a relevância de um tema por meio de sua repetição contínua ao longo do tempo, consolidando sua presença na agenda pública.
( ) A hipótese do agenda-setting sustenta que os meios de comunicação de massa têm o poder de determinar diretamente as opiniões e atitudes do público, impondo não apenas os temas de debate, mas também as conclusões que os receptores devem adotar sobre esses temas.
( ) A consonância diz respeito aos traços comuns presentes nos processos de produção e apresentação das notícias pelos diferentes veículos, resultando em representações similares da realidade e reforçando os efeitos cognitivos de longo prazo.
( ) A ideia de omnipresença diz respeito exclusivamente à amplitude numérica de alcance dos meios de comunicação de massa, não estando vinculada à circulação do “saber público” na sociedade. Ela opera de maneira autônoma em relação aos processos de acumulação e de consonância.
As afirmativas são, respectivamente,
O PUXADOR DE PALMAS
Antonio Prata
Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxa
dor-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.
“Desde que começou a operar de forma legal no país em janeiro de 2025, a indústria de bets e cassinos on-line cresce em faturamento, arrecadação de impostos, número de jogadores e de empresas — e deve ganhar um impulso extra com a Copa do Mundo. A expansão acontece em meio à discussão sobre endividamento da população, dependência e atuação das casas de apostas ilegais”. (Teixeira, 2026).
Assinale a alternativa que apresenta o principal gancho jornalístico de atualidade presente no texto.
( ) O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
( ) Utiliza-se fartamente o recurso de links nos correios eletrônicos.
( ) Evita-se, quando não for essencial, a inserção do nome da instituição, do dirigente ou do produto no título.
( ) Além de sintético, o título deve ter características jornalísticas; mais importante do que a objetividade é que seja criativo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Atribui status e prestígio às pessoas e aos grupos sociais.
II. Reforça o prestígio aos que se adaptam ao valor socialmente difundido de serem cidadãos bem-informados.
III. Reforça as normas sociais, contribuindo para a manutenção de valores éticos.
IV. Expõe as pessoas a grandes quantidades de informações.
Em relação às mudanças que as tecnologias de comunicação trazem à vida em sociedade, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
No texto “Jornalismo Ético, Liberdade de Expressão e Credibilidade: Dilemas do Profissional de Jornalismo nas Mídias Sociais”, de Edwaldo Costa e Marcos Si mas (2021), se discute a conduta do jornalista.
A afirmativa que NÃO está correta é:
I. ler atentamente o texto do off
II. interferir na locução do repórter
III. editar frases com cacófato (que gerem cacofonia)
IV. verificar a qualidade das imagens
V. gravar o off no lugar do repórter
VI. redigir a cabeça da matéria
A sequência que apresenta as afirmativas CORRETAS sobre a atuação do editor em TV é: