Questões de Concurso
Comentadas sobre objetividade e imparcialidade em jornalismo
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A chamada "Teoria do Espelho" foi uma das mais caras no que diz respeito ao trabalho de imparcialidade da atuação profissional jornalística durante muitas décadas. Com base nela, leias os trechos a seguir e responda ao que se pede:
"Este pensamento enxerga o jornalista como um comunicador desinteressado que não reproduz nenhum tipo de ideologia ou opinião pessoal na reportagem, apenas conta os fatos como são da forma mais objetiva e imparcial possível"
PORQUE
"[...] as notícias jamais representaram a realidade como um todo, pelo contrário é apenas um fragmento de um fato, por isso a importância de uma apuração bem realizada, com dados e fontes para relatar o assunto."
Assinale a alternativa correta.
A notícia institucional deve ser escrita de forma objetiva, fornecendo fatos e informações relevantes, adicionando viés ou opiniões de interesse da organização, pois ela não segue princípios básicos do jornalismo convencional, como a busca pela verdade e a precisão.
A autora, Silvia Lisboa, defende que para que o Jornalismo recupere a sua credibilidade deve-se apostar
Julgue o item a seguir, relativo a jornalismo e meios de comunicação de massa.
O jornalista, ao escrever um texto para televisão, deve optar
por frases que deem sentido de ação à notícia e passem a
informação de forma clara e objetiva.
Na rotina produtiva diária das redações de todo o mundo, há um excesso de fatos que chegam ao conhecimento dos jornalistas. Mas apenas uma pequena parte deles é publicada ou veiculada. Ou seja, apenas uma pequena parte vira notícia. O que pode levar qualquer leitor ou telespectador a perguntar: afinal, qual o critério utilizado pelos profissionais da imprensa para escolher que fatos devem ou não virar notícia?
PENA, Felipe, Teoria do Jornalismo, ed. Contexto, São Paulo, 2005, p. 71
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. A escolha de determinado fato em relação a outro para ser veiculado obedece a critérios de noticiabilidade ou valor notícia. 2. Na construção da notícia, dentro da deontologia do jornalismo, o interesse público é fundamental. 3. Os fatos que viram notícia vão depender apenas das escolhas pessoais do repórter.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. A narrativa jornalística, por mais que se pretenda isenta e imparcial, é também fortemente determinada por um fundo ético ou moral. Os jornalistas só destacam certos fatos da realidade como notícia porque esses fatos transgridem algum preceito ético ou moral, alguma lei, algum consenso cultural. A notícia representa sempre uma ruptura ou transgressão em relação a algum significado estável. Cabe ao analista identificar, interpretar e elucidar esse significado simbólico
II. A análise da narrativa jornalística deve observar particularmente o contrato cognitivo implícito entre jornalistas e audiência em seu contexto operacional. Esse contrato segue as máximas da objetividade, da co-construção da verdade dos fatos: o objetivo é co-construir a verdade, a “realidade objetiva”.
III. O discurso narrativo objetivo distingue-se pela presença (implícita ou explícita) do narrador, de um sujeito que narra. A narração como dispositivo argumentativo é evidente. O discurso subjetivo (a ficção) do jornalismo, ao contrário, define-se pelo distanciamento do narrador. Ele narra como se a verdade estivesse lá fora, nos objetos mesmos, independentemente da intervenção do narrador: dissimula sua fala como se ninguém estivesse por trás da narração.
A noção de objetividade jornalística levou um novo tombo durante a guerra do Vietnã e a tempestade que ela provocou internamente, nos Estados Unidos, na década de 60 e no início dos 70. Os críticos culparam a objetividade por causar o fracasso dos jornalistas na tentativa de quebrar a prática do noticiário administrado, executada cada vez mais pelos generais, presidentes e outros líderes no controle da vida e das instituições americanas. “
GOODWIN, H. Eugene – Procura-se ética no jornalismo, ed. Nórdica, 1993, Rio de Janeiro, p. 24
Analise as afirmativas abaixo sobre o texto e a ética no jornalismo.
1. O texto acima se contrapõe à Teoria do Espelho.
2. A retidão, a correção em jornalismo significam buscar fatos e informações sem distorções, ou seja, sendo verdadeiro e fazendo boa apuração.
3. Deduz-se do texto que a complexidade de uma cobertura como a citada exige contexto, conhecimento do tema tratado. Somente objetividade e neutralidade não cumprem essa função.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Estão em consonância com os valores e com a ética do Jornalismo:
1. A utilização cada vez maior de trabalhadores que não pertencem ao campo profissional do jornalismo.
2. A divisão entre opinião e informação, a fim de mostrar ao público maior isenção.
3. A apuração da informação e o desenvolvimento de técnicas, como as de entrevista jornalística.
4. A divisão entre redação e departamento comercial – ponto fundamental para gerar a credibilidade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Em relação aos fenômenos da comunicação, assinale a alternativa correta.
No que se refere às técnicas e às práticas da produção jornalística, assinale a alternativa correta.
“Um marco importante é delineado na década de 1950, quando o padrão de jornalismo norte-americano aos poucos começa a se tornar dominante entre os grandes jornais no Brasil. O jornalismo literário, predominante até aquele momento, passa a ceder espaço a um jornalismo que se apresenta como neutro, imparcial, objetivo. Nos anos subsequentes, durante a ditadura civilmilitar, muitos jornalistas fizeram um contraponto a essa tendência ao ligarem-se a causas políticas. O perfil do jornalista naquele momento, era o do intelectual engajado e romântico, normalmente associado a utopias voltadas para a criação de num mundo mais justo. (…)
Durante o processo de redemocratização e em anos posteriores, o jornalismo de matriz norte-americana continuaria a ser apropriado por jornais brasileiros. Em tal conjuntura, torna-se cada vez mais comum o “jornalismo cidadão”, em que periódicos dedicam grande parte de seu espaço para a veiculação de queixas de consumidores. Essa orientação, ao mesmo tempo que faz avançar a eficiência de órgãos de defesa do consumidor, coloca o jornalista em situação contraditória à ética do seu ofício, alinhando-o a interesses de determinados indivíduos. Outra vertente do jornalismo dos Estados Unidos é o chamado “denuncismo”. Na ânsia pela conquista de leitores, jornais e revistas buscam escândalos de personalidades públicas para turbinar suas vendas. Por vezes, fazem um trabalho apressado, sem averiguação aprofundada de fontes, e assim submetem indivíduos sem culpa a julgamentos injustos da parte dos leitores; em outras, trazem à luz casos de corrupção que de outra forma ficariam longe dos olhos do público”.
(FONTE: QUELER, Jefferson José. Jornais e jornalistas em perspectiva histórica, 2020)