Questões de Concurso
Comentadas sobre objetividade e imparcialidade em jornalismo
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Na literatura, é possível analisar vários estudos que procuram demonstrar a impossibilidade de se alcançar o objetividade total. Alguns desses dados teóricos foram descritos a seguir, porém um apresenta uma falha conceitual, assinale-o:
Para compreender alguns aspectos relativos à questão da imparcialidade e da objetividade, é possível analisar contextos anteriores e atuais. Assim, leia as asserções seguintes e destaque a alternativa correta.
Um jornalista descobre, por meio de uma fonte confidencial, informações que podem comprometer a carreira política de um candidato a um cargo público importante. O jornalista tem provas concretas, mas a divulgação poderia influenciar o resultado das eleições.
Considerando a situação descrita, assinale a alternativa CORRETA.
I No processo produtivo de jornais impressos, atualmente, muitas redações extinguiram o posto de pauteiro, ficando a cargo de repórteres e editores a sugestão do fato a ser apurado.
II A diferença mais marcante do que é veiculado na Web e no jornal impresso é que, nos portais, a notícia é mais factual, ao passo que o jornal impresso costuma publicar uma versão mais alongada e aprofundada do mesmo fato.
III Uma quantidade maior de fontes permite cumprir melhor o papel informativo, com mais objetividade e imparcialidade, porque permite uma maior representatividade.
Assinale a opção correta.
No caso da cobertura jornalística de temas controversos como esse, recomenda-se adotar que posicionamento?
ANDRADE, R. ABC faz recomendações para avanço da inteligência artificial no Brasil. Disponível em: https://www.ipea.gov. br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/398-abc-fazrecomendacoes-para-avanco-da-inteligencia-artificial-no-br. Acesso em: 27 dez. 2023.
O texto acima tem as características essenciais para o formato de artigo. Se fosse publicado em um jornal impresso, ele seria submetido a práticas que garantem os princípios da isenção e da objetividade, adotados pelo jornalismo a partir de 1950.
Entre essas práticas está o(a)
Dessa forma, na contemporaneidade, cabe ao jornalista
A chamada "Teoria do Espelho" foi uma das mais caras no que diz respeito ao trabalho de imparcialidade da atuação profissional jornalística durante muitas décadas. Com base nela, leias os trechos a seguir e responda ao que se pede:
"Este pensamento enxerga o jornalista como um comunicador desinteressado que não reproduz nenhum tipo de ideologia ou opinião pessoal na reportagem, apenas conta os fatos como são da forma mais objetiva e imparcial possível"
PORQUE
"[...] as notícias jamais representaram a realidade como um todo, pelo contrário é apenas um fragmento de um fato, por isso a importância de uma apuração bem realizada, com dados e fontes para relatar o assunto."
Assinale a alternativa correta.
A notícia institucional deve ser escrita de forma objetiva, fornecendo fatos e informações relevantes, adicionando viés ou opiniões de interesse da organização, pois ela não segue princípios básicos do jornalismo convencional, como a busca pela verdade e a precisão.
A autora, Silvia Lisboa, defende que para que o Jornalismo recupere a sua credibilidade deve-se apostar
Julgue o item a seguir, relativo a jornalismo e meios de comunicação de massa.
O jornalista, ao escrever um texto para televisão, deve optar
por frases que deem sentido de ação à notícia e passem a
informação de forma clara e objetiva.
Na rotina produtiva diária das redações de todo o mundo, há um excesso de fatos que chegam ao conhecimento dos jornalistas. Mas apenas uma pequena parte deles é publicada ou veiculada. Ou seja, apenas uma pequena parte vira notícia. O que pode levar qualquer leitor ou telespectador a perguntar: afinal, qual o critério utilizado pelos profissionais da imprensa para escolher que fatos devem ou não virar notícia?
PENA, Felipe, Teoria do Jornalismo, ed. Contexto, São Paulo, 2005, p. 71
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. A escolha de determinado fato em relação a outro para ser veiculado obedece a critérios de noticiabilidade ou valor notícia. 2. Na construção da notícia, dentro da deontologia do jornalismo, o interesse público é fundamental. 3. Os fatos que viram notícia vão depender apenas das escolhas pessoais do repórter.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. A narrativa jornalística, por mais que se pretenda isenta e imparcial, é também fortemente determinada por um fundo ético ou moral. Os jornalistas só destacam certos fatos da realidade como notícia porque esses fatos transgridem algum preceito ético ou moral, alguma lei, algum consenso cultural. A notícia representa sempre uma ruptura ou transgressão em relação a algum significado estável. Cabe ao analista identificar, interpretar e elucidar esse significado simbólico
II. A análise da narrativa jornalística deve observar particularmente o contrato cognitivo implícito entre jornalistas e audiência em seu contexto operacional. Esse contrato segue as máximas da objetividade, da co-construção da verdade dos fatos: o objetivo é co-construir a verdade, a “realidade objetiva”.
III. O discurso narrativo objetivo distingue-se pela presença (implícita ou explícita) do narrador, de um sujeito que narra. A narração como dispositivo argumentativo é evidente. O discurso subjetivo (a ficção) do jornalismo, ao contrário, define-se pelo distanciamento do narrador. Ele narra como se a verdade estivesse lá fora, nos objetos mesmos, independentemente da intervenção do narrador: dissimula sua fala como se ninguém estivesse por trás da narração.