Questões de Concurso
Sobre ética jornalística em jornalismo
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Em relação à conduta profissional do jornalista, segundo o código de ética da categoria, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Sob investigação policial, não resguardar o sigilo da fonte.
II. Defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
III. Divulgar os fatos e as informações de interesse público.
IV. Respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, o jornalista NÃO pode divulgar informações
I. visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica.
II. de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes.
III. de provas que fundamentem as informações de interesse público.
IV. obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração.
“A liberdade da mídia não passa de uma extensão da liberdade coletiva de expressão, um dos fundamentos da democracia. Enquanto tal, não pode ser confiscada por um grupo de poderosos. Além do mais, ela implica uma "responsabilidade social" e, conseqüentemente, seu exercício deve permanecer, em última instância, sob o controle responsável da sociedade. Foi esta convicção que nos levou a propor a criação do Observatório Internacional da Mídia ‐ Media Watch Global. Pois a mídia é, atualmente, o único poder sem um contrapoder, criando‐se, dessa forma, um desequilíbrio prejudicial para a democracia” (RAMONET, 2003)
Na perspectiva do autor, o Observatório Internacional da Mídia atuaria como
I. O jornalista é um mediador desinteressado, cuja missão é observar a realidade e emitir um relato equilibrado e honesto sobre suas observações, com o cuidado de não apresentar opiniões pessoais. II. A credibilidade do jornalista advém do fato de que as notícias não refletem a realidade, mas sim oferecem um contexto crítico para que a opinião pública identifique a validade das possíveis versões de um fato. III. O jornalista deve entregar‐se à objetividade cujo princípio básico é a mistura equilibrada entre as opiniões do profissional e as opiniões do veículo noticioso.
Assinale:
No livro "A Regra do Jogo", Cláudio Abramo (1987), dá a seguinte definição para a Ética:
“Sou Jornalista, mas gosto mesmo é de marcenaria. Gosto de fazer móveis, cadeiras, e minha ética como marceneiro é igual à minha ética como Jornalista – não tenho duas. Não existe uma ética específica do Jornalista: sua ética é a mesma do cidadão”.
Segundo essa afirmação, não se pode considerar que o Jornalista tenha uma ética própria, já que sua ética seria a do cidadão.
José Francisco Karam (1997), em "Ética, Jornalismo e Liberdade", aborda um vasto campo de identificações de crise ética no jornalismo, e, segundo ele, a crise está presente tanto na constituição de monopólios e oligopólios quanto na conduta individual do jornalista, visto que essa crise se concretizaria “no fascínio pelo poder, no impedimento do direito de resposta, na ausência de pluralidade das fontes, nos baixos salários pagos aos jornalistas”, dentre outros.
Todos os elementos elencados pelo autor não serviriam para a produção da notícia no ambiente digital, já que com a liberação do polo emissor e a constituição de redes privadas e individuais de informação novos procedimentos e condutas foram produzidos e se aplicariam estritamente ao virtual, em detrimento do impresso