Questões de Concurso
Comentadas sobre ética jornalística em jornalismo
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“Este não é um serviço de imprensa secreto. Todo nosso trabalho é feito às claras. Pretendemos fazer a divulgação de notícias. Isto não é agenciamento de anúncios. Se acharem que o nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem. Nosso assunto é exato. Maiores detalhes, sobre qualquer questão, serão dados prontamente. E qualquer diretor de jornal interessado será auxiliado, com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração de fato. Em resumo, nosso plano é divulgar, prontamente, para o bem das empresas e das instituições públicas, com absoluta franqueza, à imprensa e ao público dos Estados Unidos, informações relativas a assuntos de valor e de interesse para o público”.
I. O texto se trata da chamada “Declaração de Princípios”, escrita pelo jornalista americano Ivy Lee, em 1906, e distribuída aos veículos de comunicação, considerada o marco inicial da atividade de assessoria de imprensa, bem como das relações públicas.
II. A partir do estabelecimento de algumas diretrizes éticas e morais, e do compromisso em fornecer notícia e acesso às fontes das organizações, a carta sugere orientações a assessores que balizam a atividade de assessoria de imprensa ainda nos dias de hoje.
III. No Brasil, a atividade de assessoria de imprensa é executada principalmente por profissionais de relações públicas, que conferem maior credibilidade à organização.
Quais estão corretas?
I. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios do Código de Ética dos Jornalistas ou que agridam as suas convicções.
II. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Assinale a alternativa correta.
O Capítulo III do Código de Ética dos Jornalistas trata da responsabilidade profissional. O jornalista deve “___________ alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ___________ o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras ____________”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
O Capítulo II do Código de Ética dos Jornalistas fala da conduta profissional. Com base no referido capítulo, analise as assertivas a seguir:
I. É dever do jornalista resguardar o sigilo da fonte.
II. O jornalista deve defender o livre exercício da profissão.
III. O jornalista pode valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
Quais estão corretas?
Em relação aos fenômenos da comunicação, assinale a alternativa correta.
A situação atual da imprensa de saúde é o ponto culminante de uma evolução muito rápida e ainda em processo de mudança. Foi no ano de 1978 que o The New York Times criou uma seção de ciência, o primeiro suplemento no qual eram publicadas especificamente notícias relativas aos avanços médicos. Essa ideia se globalizou e começaram a surgir, nos jornais de todo o mundo, páginas especializadas semanais nas quais, com tempo, espaço e dose de reflexão maior do que o habitual, médicos e jornalistas abordavam temas de saúde.
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TABAKMAN, R. A saúde na mídia: medicina para jornalistas, jornalismo para médicos.
Summus Editorial, 2013, com adaptações.
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A mídia tem um papel social relevante na difusão de conhecimentos relacionados à ciência. Quanto à responsabilidade social da mídia, assinale a alternativa correta.
No que se refere às técnicas e às práticas da produção jornalística, assinale a alternativa correta.
Para apresentar o resultado da pesquisa para o restante da turma, elaboraram um cartaz com três considerações a respeito do tema. São elas:
I. O jornalista apura demandas de parcelas da sociedade e media o contato com o poder público.
II. A influência que os meios de comunicações exercem na sociedade deve ser balizada por parâmetros éticos.
III. A imprensa deve garantir a expressão de opiniões do público a respeito de temas de interesse comum.
Está correto o que se afirma em:
“Um marco importante é delineado na década de 1950, quando o padrão de jornalismo norte-americano aos poucos começa a se tornar dominante entre os grandes jornais no Brasil. O jornalismo literário, predominante até aquele momento, passa a ceder espaço a um jornalismo que se apresenta como neutro, imparcial, objetivo. Nos anos subsequentes, durante a ditadura civilmilitar, muitos jornalistas fizeram um contraponto a essa tendência ao ligarem-se a causas políticas. O perfil do jornalista naquele momento, era o do intelectual engajado e romântico, normalmente associado a utopias voltadas para a criação de num mundo mais justo. (…)
Durante o processo de redemocratização e em anos posteriores, o jornalismo de matriz norte-americana continuaria a ser apropriado por jornais brasileiros. Em tal conjuntura, torna-se cada vez mais comum o “jornalismo cidadão”, em que periódicos dedicam grande parte de seu espaço para a veiculação de queixas de consumidores. Essa orientação, ao mesmo tempo que faz avançar a eficiência de órgãos de defesa do consumidor, coloca o jornalista em situação contraditória à ética do seu ofício, alinhando-o a interesses de determinados indivíduos. Outra vertente do jornalismo dos Estados Unidos é o chamado “denuncismo”. Na ânsia pela conquista de leitores, jornais e revistas buscam escândalos de personalidades públicas para turbinar suas vendas. Por vezes, fazem um trabalho apressado, sem averiguação aprofundada de fontes, e assim submetem indivíduos sem culpa a julgamentos injustos da parte dos leitores; em outras, trazem à luz casos de corrupção que de outra forma ficariam longe dos olhos do público”.
(FONTE: QUELER, Jefferson José. Jornais e jornalistas em perspectiva histórica, 2020)
I- De acordo com o artigo 5º, inciso XIV, da Constituição de 1988, o jornalista terá direito ao sigilo da fonte, exceto nos casos em que o material publicado tenha sido obtido de forma criminosa. II- O compromisso basilar do jornalismo é com a verdade dos fatos e a informação dos cidadãos, mas o jornalista deve evitar a divulgação de notícias que coloquem em risco a economia do país. III- Em termos deontológicos, o jornalista não deve realizar cobertura das ações desenvolvidas por uma empresa da qual seja igualmente assessor de imprensa. IV- Segundo o texto constitucional, o funcionamento dos veículos impressos, assim como ocorre com as emissoras de rádio e televisão, depende de concessão pública. V- O jornalista poderá desconsiderar o direito à privacidade das pessoas desde que o material a ser publicado seja de interesse público. VI- O uso de câmeras escondidas ou identidades falsas só deve ser feito em casos de incontestável interesse público e quando se esgotarem todas as demais possibilidades de apuração.
Está correto o que se afirma em