Questões de Concurso
Comentadas sobre construção social da realidade em jornalismo
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A função de editor na mídia eletrônica é trabalhosa, dá pouca visibilidade ao jornalista, mas é de fundamental importância, pois a edição é a montagem final da reportagem que vai ao ar no telejornal. É nessa etapa da elaboração da matéria que fica mais clara a ação do jornalista em excluir e suprimir parte do material colhido, sob ação da subjetividade. É preciso reduzir a complexidade do real para torná-lo inteligível em uma reportagem de TV (...).
(BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo. Manual de Jornalismo para rádio, TV e novas mídias. Rio de Janeiro: Elsevier)
Com base no fragmento acima, a objetividade é
Assinale a opção que apresenta a denominação que ele dá a essa parte do processo.
Sobre o trecho acima, assinale a afirmativa correta.
Em relação às afirmativas a seguir, identifique as verdadeiras e as falsas.
( ) O consumo é um espaço de interação, no qual produtores e emissores não só devem seduzir os destinatários, mas também justificar-se racionalmente.
( ) Canclini admite o entendimento do consumo como lugar de diferenciação e distinção entre classes e grupos, mediante as contribuições de Bourdieu, Arjun Appadurai e Stuart Ewen. Essa linha de pensamento compreende o consumo como mecanismo de distinção simbólica.
( ) A globalização, para Milton Santos, é apresentada como fábula, como perversidade e como possibilidade por uma outra globalização. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula, o segundo seria o mundo tal como ele é, e o terceiro, um mundo como ele pode ser.
( ) O contexto de comunicação comunitária foi criado a partir das mídias hegemônicas das décadas 70 e 80, que saíam em defesa dos movimentos sociais de minoria.
( ) As plataformas comunicacionais pós-internet se tornam ferramentas potencias para participação política de pessoas que até então não tinham voz.
Então, a ordem CORRETA, lida de cima para baixo, está contemplada em
Os interessados inclinam-se a dar uma explicação tecnológica da indústria cultural. O facto de que milhões de pessoas participam dessa indústria imporia métodos de reprodução que, por sua vez, tornam inevitável a disseminação de bens padronizados para a satisfação de necessidades iguais. O contraste técnico entre poucos centros de produção e uma recepção dispersa condicionaria a organização e o planejamento pela direção.
Adorno, Horkheimer, 1947.
De acordo com o pensamento de Adorno e Horkheimer, expresso acima no livro Dialética do Esclarecimento, assinale a alternativa INCORRETA.
Julgue o próximo item, relativo a comunicação e sociedade.
Embora os estudos culturais possam desempenhar um
importante papel para elucidar as alterações que têm ocorrido
na cultura e na sociedade contemporânea, esse esclarecimento
tem sido dificultado pelas novas tecnologias, pelos novos
modos de produção cultural e pelas novas formas de vida
social e política, que colocam os artefatos da cultura da mídia
dentro do sistema de produção material, tornando invisíveis
suas estruturas e significados.
Julgue o próximo item, acerca das relações entre a comunicação, a sociedade e a cultura.
Epistemologicamente, a comunicação é estabelecida pela
convivialidade.
Julgue o próximo item, acerca das relações entre a comunicação, a sociedade e a cultura.
A comunicação é definida como a reação mediante a percepção
de um evento e a utilização de meios disponíveis para isso, de
forma a criar um produto conduzido e consequencial.
Julgue o próximo item, acerca das relações entre a comunicação, a sociedade e a cultura.
Para os estudos em comunicação, uma pintura pelo
agrupamento de signos com sentido completo é um texto.
Com relação à ética e ao processo jornalístico, julgue o item a seguir.
O objeto da comunicação é a realidade múltipla, uma vez que
a humanidade está em frequente reconstrução simbólica da sua
realidade.
Analise as afirmativas que dizem respeito à Teoria Estruturalista.
I. Reconhece a “autonomia relativa” dos jornalistas em relação a um controle econômico direto, ao contrário da teoria de ação política.
II. Conceitualiza as notícias como uma construção e encara as fontes oficiais como um bloco unido e uniforme.
III. “Definidores primários” é o nome dado às fontes “poderosas”, com um acesso exagerado aos media, que reproduz a “ideologia dominante”.
IV. Concebe um espaço de manobra por parte dos jornalistas que desafiam os “definidores primários” através de iniciativas como a reportagem, o jornalismo de investigação ou os furos.
Em relação a essas afirmativas, estão CORRETAS:
A verdade da imprensa é, por definição, uma verdade precária – sua força não virá jamais da veracidade total, de resto impossível, mas da sua transparência em lidar com as limitações que lhe são congênitas. (BUCCI, 2000)
Assinale a alternativa em que são indicados CORRETAMENTE aspectos da prática jornalística aos quais esse autor se refere:
O trecho a seguir reproduz um comentário do jornalista Luis Nassif, então colunista de economia do Jornal da Noite, da TV Bandeirantes, em abril de 1994.
Bom, hoje eu não vou falar de economia, vou falar de um assunto que me deixa doente. Toda a imprensa está há uma semana denunciando donos de escola que presumivelmente teriam cometido abuso sexual contra crianças de quatro anos. Toda a cobertura se funda em opinião da polícia. Está havendo um massacre. Mais que isso, está havendo um linchamento. Se eles forem culpados, não é mais que merecido. E se não forem? Uma leitura exaustiva de todos os jornais mostra o seguinte: não há até agora nenhuma prova conclusiva de que a criança foi violentada por adulto. Não há nenhuma prova conclusiva contra as pessoas que estão sendo acusadas. Tem-se apenas a opinião de policiais que ganharam notoriedade com denúncias e, se eventualmente se descobrir que as denúncias são falsas, vão ter muita dificuldade de admitir. Por isso, a melhor fonte não é a polícia, neste momento. A imprensa deve às pessoas que estão sendo massacradas, no mínimo, um direito de defesa, de procurar versões fora da polícia. Repito: é possível que as pessoas sejam culpadas. Mas é possível que sejam inocentes. E se forem inocentes?
O caso, que consistiu em uma cobertura baseada em ilações não comprovadas arruinando a vida dos acusados, tornou-se um tema recorrente em debates históricos, éticos e metodológicos do jornalismo. Até hoje esse capítulo da imprensa brasileira é conhecido como caso
Considere:
Como será a sociedade e a política neste país daqui a setenta anos, quando algumas das crianças que hoje estão na escola ainda estarão vivas? Vamos preservar o governo pela Constituição, a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e a pureza da Justiça, ou seremos governados pelo dinheiro ou pela turba?
As respostas a estas perguntas dependerão amplamente do tipo de educação que as pessoas irão receber através de seus jornais − os livros escolares, os oradores, os pregadores das massas
(Adaptado de: PULITZER, Joseph. O ensino de jornalismo, a opinião pública. Florianópolis: Insular, 2009)
Na perspectiva de Pulitzer, um dos demiurgos do modelo praticado no século XX, o jornalismo consiste em uma atividade que visa essencialmente a