Questões de Concurso
Comentadas sobre linguagens e suportes midiáticos em comunicação social
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O regulamento do Online Journalism Awards favorece um novo cenário, no qual a categorização da informação na Web contempla, entre outras categorias, o breaking news, as notícias de última hora com cobertura especial e o jornalismo de serviços, que privilegia conteúdos para a melhoria da qualidade de vida em todos os sentidos.
No modo de apresentação das notícias, há variações significativas entre mídia e hipermídia, sendo mais apropriado ao primeiro contexto a primazia da seqüência e ao segundo, a primazia do agrupamento.
No que diz respeito à apresentação das notícias, no ambiente de hipermídia, a busca da velocidade exige um fácil rolamento das páginas em detrimento da abertura de links.
A vantagem do jornal impresso sobre a televisão é que o leitor pode voltar quantas vezes quiser à notícia. Em contrapartida, o jornal impresso é essencialmente descritivo, enquanto a TV, além de descrever os acontecimentos, mostra-os.
Na linguagem radiofônica, a repetição é uma prática recomendável apenas em se tratando de manchetes de impacto, excetuando-se as entrevistas ou trechos delas.
Entre os veículos de comunicação, o rádio é aquele em que a repetição (de palavras, notícias ou entrevistas) é uma prática recomendável.
“Há muitas e muitas e muitas décadas que a imprensa e os meios de comunicação representam, no contexto democrático, um recurso dos cidadãos contra os abusos dos poderes. Na realidade, os três poderes tradicionais – legislativo, executivo e judiciário – podem falhar, se equivocar e cometer erros. Com maior freqüência, é claro, nos Estados autoritários e ditatoriais, onde o poder político se torna o principal responsável por todas as violações de direitos humanos e por todas as censuras contra as liberdades. Mas também são cometidos graves abusos nos países democráticos (...)Em tal contexto democrático, os jornalistas e os meios de comunicação consideraram, com freqüência, ser um dever importante denunciar estas violações de direitos. Às vezes, pagaram caro por isso: atentados, “desaparecimentos”, assassinatos (...). Foi por este motivo que, durante muito tempo, se falou no “quarto poder”. Definitivamente, e graças ao senso cívico dos meios de comunicação e à coragem de jornalistas audaciosos, as pessoas dispunham deste “quarto poder” para criticar, rejeitar e resistir, democraticamente, às decisões ilegais que poderiam ser iníquas, injustas e até criminosas para com pessoas inocentes. Dizia-se, muitas vezes, que era a voz dos sem-voz.” (RAMONET, Ignácio - O Quinto Poder – (Publicado na edição brasileira do Le Monde Diplomatique nº 45, outubro de 2003, ; tradução: Jô Amado; intertítulos da redação do OI, disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/jd211020032.htm, acessado em 23 de abril de 2008).
Frente aos desafios da globalização, os grupos de mídia assumem novas características. Encarregam-se de tudo o que envolve texto, imagem e som e o divulgam por meio dos canais mais variados (jornais, rádios, televisões abertas, a cabo ou por satélite, internet e por todo tipo de rede digital). São grupos mundiais, planetários e globais – e não apenas nacionais e locais. Diante desse contexto, o autor propõe a criação do Observatório da Mídia como um “Quinto Poder”. Sua função seria
I - evitar as frases curtas;
II - fazer uso de clichês;
III - adotar a ordem direta;
IV - evitar a repetição;
V - adotar a fragmentação.
Estão corretos os itens
expressão, preceitos constitucionais, são princípios éticos que
devem nortear todas as leis reguladoras dos costumes na
informação, desde a Lei de Imprensa aos manuais de redação.
Manuel Chaparro. Pragmática do jornalismo. São Paulo, 1994, p. 4.
Acerca da legislação em comunicação social e das políticas de
comunicação no Brasil e tendo o fragmento do texto acima como
referência inicial, julgue os itens de 86 a 91.
jornalística, julgue os seguintes itens.
Brasil, podemos verificar que o processo segue paralelo ao do
próprio desenvolvimento do país. O rádio de caráter nacional,
com a programação de uma única emissora atingindo diretamente
todo o território, deixou ter razão de existir, voltando-se mais
para os aspectos regionais, ligado à comunidade em que atua. A
rigor, podemos considerar que nunca o rádio brasileiro chegou a
ter características realmente nacionais, com exceção de umas
poucas emissoras, como a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
G. Ortriwano. A informação no rádio, 1985, p. 8.
A respeito do texto acima transcrito, julgue os itens a seguir.