Questões de Concurso
Comentadas sobre relação entre indivíduo e sociedade em sociologia
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Texto para a questão.
Sofia ouviu passos que se aproximavam do outro lado. Então a porta se abriu. Era Alberto Knox. Ele havia trocado de roupa, mas também estava fantasiado. Alberto usava meias brancas até a altura dos joelhos, uma calça vermelha bem larga, também até a altura dos joelhos, e uma jaqueta amarela com gordos enchimentos nos ombros. Sua figura fez Sofia lembrar-se do curinga de um baralho. Se ela não estava enganada, aquele era um traje típico do Renascimento. (...)
— O fato de a religião e a ciência estabelecerem entre si um relacionamento mais livre levou a um método científico novo e a um novo fervor religioso. Estavam assim estabelecidas as bases para duas importantes transformações ocorridas nos séculos XV e XVI: o Renascimento e a Reforma. Por Renascimento entende-se um período abrangente de apogeu cultural que se iniciou em fins do século XIV. Ele começou no Norte da Itália e depois se expandiu rapidamente rumo ao norte ao longo dos séculos XV e XVI.
— Você não disse que “renascimento” significa “nascer de novo”?
— Disse. E o que viria a nascer de novo eram a arte e a cultura da Antigüidade. Por isso falamos também do humanismo do Renascimento: depois da longa Idade Média, que via todos os aspectos da vida a partir de um prisma divino, o homem volta a ocupar o centro de tudo. A égide deste movimento era a seguinte: “De volta às fontes!”, e a principal fonte era o humanismo da Antigüidade. “Desenterrar” esculturas antigas e manuscritos da Antigüidade tornou-se quase um esporte popular. Aprender grego também virou moda, o que levou a um reestudo da cultura grega. O estudo do humanismo grego também tinha um objetivo pedagógico: o estudo de temas humanistas levava a uma “formação clássica”, capaz de elevar o homem a um nível superior de existência. Costumava-se dizer que “os cavalos nascem, ao passo que os homens se formam”.
J. Gaarder. O mundo de Sofia. São Paulo: Cia. das Letras,1998, p. 212-18 (com adaptações).
Acerca das contribuições de Karl Marx à Sociologia, julgue o item que se segue.
Marx critica o entendimento dos liberais de que as desigualdades sociais eram construídas pelas relações de produção, o que mantinha preservados os direitos de igualdade, liberdade e justiça naturais, que eram os pilares do liberalismo.
Acerca das contribuições de Karl Marx à Sociologia, julgue o item que se segue.
A diferença entre o valor do trabalho humano, o salário, e o que este rende ao capitalista é o que Marx denomina maisvalia da produção, que pode ser dividida em mais-valia absoluta, resultado do aumento do trabalho humano, e maisvalia relativa, decorrente da aplicação de tecnologia à produção.
De acordo com Marx, a população desempregada e a subempregada representam um tipo de força virtuosa na relação constante entre o trabalho e o capital.
Marx sustentava que o desenvolvimento do modo de produção capitalista conduziria a uma constante e irreversível concentração de riquezas, monopolizada por poucos, deixando a maior parcela da população mundial em nível econômico de subsistência.
Uma das principais mudanças introduzidas pela reestruturação do capitalismo, em fins do século XX, foi a substituição do estudo de valores fundamentais ao sistema — trabalho e conflito de classes — por valores novos, como lazer e consumo.
Atualmente, uma das principais exigências do processo ensino-aprendizagem da Sociologia é promover uma revisão de conceitos e interpretações acerca dos mecanismos de funcionamento das sociedades capitalistas do século XXI.
Ao contrário do positivismo, que prenuncia a crença em uma evolução integral e universal do homem, Weber afirma que ao cientista cabe a captação do sentido das ações sociais em suas diversas instâncias políticas, econômicas e religiosas.
Weber aponta, com o método compreensivo, para o fato de que todo cientista trabalha com informações fragmentadas e parciais da realidade, devendo, então, realizar um esforço de interpretação do passado e de sua repercussão nas características peculiares das sociedades contemporâneas.
Weber rejeita, em suas construções teóricas, a maioria dos postulados positivistas e funcionalistas. Ele propõe que o cientista, guiado pelo interesse em conhecimento, desvincule-se de suas pré-noções e conduza com imparcialidade a análise científica.
Weber e Marx enxergam o capitalismo de formas diferentes. O primeiro o vê como uma organização econômica, racional, assentada no trabalho livre; o segundo o enxerga como uma forma de exploração do trabalho humano.
Para Weber, a relação entre ciência e sociedade não se dá pela via institucional e, sim, por meio dos valores, que, internalizados pelos indivíduos, se transformam em motivação para os fatos sociais.
Para Durkheim, o crime é um fato social patológico, não apenas por ocorrer em qualquer sociedade, mas por representar um elemento de integração das pessoas em torno de uma conduta valorativa ao punir o comportamento nocivo.
Durkheim acreditava que toda sociedade, assim como um organismo natural, por encontrar-se em contínuo processo de adaptação, apresenta estados de normalidade e de patologia.
Segundo Durkheim, os fatos sociais devem ser considerados como coisas, por ser impossível individualizá-los e, portanto, submetê-los a rigorosa observação científica.
A primeira grande contribuição de Durkheim à sociologia moderna foi a definição do método sociológico que estabelece regras a serem seguidas no estudo dos problemas da sociedade.
Durkheim é considerado o criador da sociologia como ciência independente das demais ciências sociais.
Na sociedade neoliberal, cumpre à iniciativa privada garantir e monitorar a educação.
A educação, formal e informal, é elemento de integração do homem à sociedade.
O Estado neoliberal abdica de suas responsabilidades no plano da Educação.