Questões de Concurso
Comentadas sobre relação entre indivíduo e sociedade em sociologia
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Ao redigir O Capital, Karl Marx (1973) explica sua decisão de analisar a sociedade capitalista por considerá-la a forma de organização mais desenvolvida e mais variada de todas as já existentes. Isso permitiria a compreensão de outras formações socioeconômicas anteriores e desaparecidas como as sociedades primitivas, as escravistas, as asiáticas e feudais. Marx, então, delimita alguns conceitos básicos para análise da sociedade capitalista.
Analise os conceitos a seguir e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( ) Mais valia: é tudo aquilo que o trabalhador produz, caracterizando-se como o resultado da força de trabalho empreendida pelo trabalhador.
( ) Mercadoria: é a forma elementar de riqueza capitalista. Ela tem a propriedade de satisfazer as necessidades humanas, sejam de estômago ou as de fantasia, seja como meio de subsistência ou de produção.
( ) Força de trabalho: é aquilo que o trabalhador livre vende como uma mercadoria. Esta venda é típica da sociedade capitalista.
( ) Capital: é uma relação social de produção, é uma forma historicamente determinada de distribuição das condições de produção resultante de um processo de expropriação e concentração de propriedade.
( ) Alienação: é uma condição em que o trabalho, ao invés de ser instrumento para a realização plena do homem e de sua condição de humano, torna-se, pelo contrário, um instrumento de escravização, acabando por desumanizá-lo, tendo sua vida e seu próprio valor medidos pelo seu poder de acumular e possuir.
A sequência correta é
Émile Durkheim (1951; 1968; 1974), foi um dos pensadores que mais contribuiu para a consolidação da Sociologia como ciência empírica e disciplina acadêmica. Durkheim definiu a Sociologia como a ciência das instituições, da sua gênese e do seu funcionamento, ou seja, de toda a crença, todo o comportamento instituído pela coletividade. Dos conceitos listados abaixo, aqueles que contemplam conceitos definidos pela teoria Durkeimiana são:
I- Fatos sociais compreendem toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre a coletividade uma coerção interior ao coletivo, ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando sua existência própria, dependente das manifestações coletivas que possa ter.
II- A sociedade é mais do que a soma dos indivíduos vivos que a compõem: é uma síntese que não se encontra em cada um desses elementos, assim como os diferentes aspectos da vida não se acham decompostos nos átomos contidos na célula: a vida está no todo e não nas partes.
III- As representações coletivas são a base de onde se originam os conceitos, traduzidos nas palavras do vocabulário de uma comunidade, de um grupo ou de uma nação.
IV- As maneiras de ser coletivas são de ordem anatômica ou morfológica, enquanto os modos de agir são de ordem fisiológica, mas são igualmente imperativos, coagem a que se adotem determinadas condutas e formas de sentir e, além disso, encontram-se fora dos indivíduos, são uma realidade objetiva e externa a eles, portanto são fatos sociais. Sendo assim, ambos possuem ascendência sobre o indivíduo, arrastando-o, influenciando-o.
V- A consciência comum ou coletiva corresponde ao conjunto de crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado que tem vida própria.
São corretas as afirmativas
No seu consagrado estudo Etapas do Pensamento Sociológico, Raymond Aron, detendo-se sobre a análise da tipologia weberiana das ações, destaca no interior desta, um tipo especial cuja característica é “ação ditada imediatamente pelo estado de consciência ou humor do sujeito” ARON, Raymond (2002)Etapas do Pensamento Sociológico . São Paulo, Martins Fontes. p. 728).
O fragmento se refere à ação denominada:
O pensamento político de Emile Durkheim, embora profundo e contundente, tende a ser negligenciado e suplantado pela proeminência de sua sociologia. Numa das pujantes análises sobre as relações políticas existentes em sua obra, ele assevera ser a tarefa do Estado transcender o “pensamento irrefletido da multidão”, isto é, “sobrepor a esse pensamento irrefletido, um pensamento mais meditado e, por força, diferente. É e deve ser, foco de representações novas originais, as quais devem pôr a sociedade em condições de conduzir-se com maior inteligência que quando é simplesmente movida por sentimentos obscuros, a agir dentro dela” (DURKHEIM, Emile (1983)Lições de Sociologia . São Paulo, Edusp, p.84).
Nessa esteira, o papel do governo, segundo ele, deve ser o de:
O Sociólogo francês Pierre Bourdieu desenvolve uma profunda e contundente reflexão sobre as relações entre indivíduo e sociedade no interior da qual a discussão sobre o espaço social tem lugar privilegiado. Segundo ele, “o espaço social e as diferenças que nele se desenham espontaneamente tendem a funcionar simbolicamente como espaço dos estilos de vida ou como um conjunto de Stände, isto é, de grupos caracterizados por estilos de vida diferentes” (BOURDIEU, Pierre (1989) . O Poder Simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, p. 145).
Completando esse raciocínio, “a diferença inscrita na própria estrutura do espaço social, quando percebida segundo as características apropriadas a essa estrutura”, (idem) recebe o nome de:
“Um objeto externo, uma coisa que, por suas propriedades, satisfaz necessidades humanas, seja qual for a natureza, a origem delas, provenham do estômago ou da fantasia”. (MARX, Karl (2011) O Capital. Livro I, Volume I, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. p. 57).
Essa caracterização feita por Marx, em sua célebre obra O Capital, descreve com exatidão o conceito de:
“De fato, por intermédio das condições econômicas e sociais que elas pressupõem, as diferentes maneiras, mais ou menos separadas ou distantes, de entrar em relação com as realidades e as ficções, de acreditar nas ficções ou nas realidades que elas simulam, estão estreitamente associadas às diferentes posições possíveis no espaço social e, por conseguinte, estreitamente inseridas nos sistemas de disposições características das diferentes classes ou frações de classe. (BOURDIEU, Pierre (2006) A Distinção. São Paulo, Edusp. p. 13).
O “sistema de disposições” ao qual Pierre Bourdieu refere-se encontra consonância no conceito de:
O fenômeno o qual Max Weber descreve sumariamente como “possibilidade de impor ao comportamento de terceiros a vontade própria”
(WEBER, Max (2004)Economia e Sociedade. São Paulo, Martins Fontes.p. 188), é o (a):
“O que vem a ser uma coisa? A coisa se opõe à ideia assim como o que se conhece a partir de fora se opõe ao que se conhece a partir de dentro. É coisa todo objeto do conhecimento que não é naturalmente penetrável à inteligência, tudo aquilo de que não podemos fazer uma noção adequada por um simples procedimento de análise mental, tudo o que o espírito não pode chegar a compreender a menos que saia de si mesmo, por meio de observações e experimentações, passando progressivamente dos caracteres mais exteriores e mais imediatamente acessíveis aos menos visíveis e aos mais profundos”.
(DURKHEM, Emile . As Regras do Método Sociológico (1995) São Paulo, Martins Fontes. p. XVII).
O sociólogo francês Emile Durkheim vale-se dessa
caracterização para fundamentar um tratamento
científico dos fenômenos sociais cujo conceito
angular é o de:
A teoria desenvolvida pelo sociólogo francês Émile Durkheim, considerado o pai da sociologia jurídica, fundamenta-se no primado do indivíduo sobre a sociedade.
A dialética da ordem e da desordem é relevante na formulação da Dialética da malandragem, de Antônio Cândido, conforme revelam elementos da análise da obra Memórias de um sargento de milícias.
Os autores afirmam que a análise da construção social da realidade há de ser objeto da sociologia do conhecimento.
O conceito de socialização trabalhado por Peter Berger e Thomas Luckmann é fortemente influenciado pela teoria sociológica de George Herbert Mead, conforme os próprios autores.
O método sociológico de Peter Berger e Thomas Luckmann busca distanciar-se de uma perspectiva teórica dialética.
A por vezes denominada sociologia do Sul global concebe uma metodologia que visa reequilibrar injustiças históricas ligadas ao passado colonial e, assim, permitir a dominação epistemológica do Sul global.
O sociólogo estadunidense Charles Wright Mills considera que é necessário atentar às especificidades do que ele chama de problemas privados e de questões públicas, buscando apontar a maneira como se distinguem e, assim, o modo como refletem no que se considera o objeto da sociologia.
A teoria crítica da sociedade é identificada com o método associado à assim chamada Escola de Frankfurt.
O método sociológico da teoria dos sistemas de Talcott Parsons é considerado um desenvolvimento lógico e consequente do método sociológico de Émile Durkheim.