Questões de Concurso Comentadas sobre sociologia
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No texto intitulado Direitos humanos: desafios para o século XXI, Maria Vitória Benevides argumenta que: “400 anos de escravidão é uma herança muito pesada. Os senhores fidalgos consideravam que o negro africano, e seus descendentes, não tinham direitos porque não os mereciam, e não os mereciam porque não eram pessoas, mas sim ‘propriedade’, sobre a qual valia apenas ’a lei‘ dos donos. Ou seja, prevalecia a noção de que ‘ser pessoa e ter direitos’ – a começar pelo direito à vida – dependia de certas condições, como o lugar onde se nasceu, a cor da pele e as relações de poder vigentes” (2007).
Para a autora, o peso da herança escravista brasileira
Em Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira defendem que, para Max Weber: “Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, ‘a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do autoesclarecimento e conhecimento de fatos interrelacionados’. Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma questão que tem a ver com a ética” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras ressaltam no excerto, para Max Weber, a ciência deve
Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).
No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas
Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira, no livro Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, esclarecem que Karl Marx: “afirma que a compreensão positiva das coisas inclui, ao mesmo tempo, o conhecimento de sua negação fatal, de sua destruição necessária, porque ao captar o próprio movimento, do qual todas as formas acabadas são apenas uma configuração transitória, nada pode detê-la, porque em essência é ‘crítica e revolucionária’. Com isso, reforçam as diferenças entre sua interpretação da realidade e as anteriores. Enquanto para Hegel a história da humanidade nada mais é do que a história do desenvolvimento do Espírito, Marx e Engels colocam como ponto de partida os indivíduos reais, a sua ação e as suas condições materiais de existência” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras, o método de análise da realidade social proposto por Marx e Engels foi denominado
Na obra Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira esclarecem: “As formulações teóricas de Karl Marx acerca da vida social, especialmente a análise que faz da sociedade capitalista e de sua superação, provocaram desde o princípio tamanho impacto nos meios intelectuais que, para alguns, grande parte da sociologia ocidental tem sido uma tentativa incessante de corroborar ou de negar as questões por ele levantadas. Mas a relevância prática de sua obra não foi menor, servindo de inspiração àqueles envolvidos diretamente com a ação política, enquanto herdeiro do ideário iluminista” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras, como herdeiro do iluminismo, Karl Marx considerava que
No livro A sociedade da insegurança e a violência na escola, Flavia Schilling refere-se a uma percepção sobre a atualidade compartilhada por sociólogos contemporâneos segundo a qual: “A promessa de que o desenvolvimento técnico e científico nos livraria das guerras revela-se falsa. Duvidamos de que possamos dar conta do desafio de conciliar liberdade e segurança. O progresso material parece não tender ao fim da fome e da criação de condições de vida dignas para todos. Assistimos (já conformados?) a guerras que se prolongam no tempo” (2014. Adaptado).
Para Flávia Schilling, a percepção explicitada no excerto refere-se
No livro A identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall esclarece: “É agora um lugar-comum dizer que a época moderna europeia fez surgir uma forma nova e decisiva de individualismo, no centro da qual erigiu-se uma nova concepção do sujeito individual e sua identidade. Isto não significa que nos tempos pré-modernos as pessoas não eram indivíduos, mas que a individualidade era tanto ‘vivida’ quanto ‘conceitualizada’ de forma diferente. As transformações associadas à modernidade libertaram o indivíduo de seus apoios estáveis nas tradições e nas estruturas” (2018. Adaptado).
Para Stuart Hall, as estruturas pré-modernas fragilizadas pelas transformações ocorridas na Europa a partir do século XVII
Na obra Um toque de clássicos: Marx, Durkhein e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira indicam que: “Augusto Comte (1798–1857) foi quem cunhou o termo Sociologia, que logo veio a se generalizar, contribuindo para que alguns o percebessem como o fundador da própria ciência. Ele foi o grande divulgador do método positivo de conhecimento das sociedades, sintetizado num objetivo: “ciência, daí previdência, previdência, daí ação” (2017. Adaptado).
Ressaltam as autoras que o objetivo geral do método comteano era
Segundo a socióloga estadunidense Nancy Fraser: “A ‘luta por reconhecimento’ estava rapidamente se tornando a forma paradigmática de conflito político no final do século XX. Demandas por ‘reconhecimento da diferença’ dão combustível a lutas de grupos mobilizados sob as bandeiras da nacionalidade, etnicidade, ‘raça’, gênero e sexualidade. Claro que esta não e é toda a história. Lutas pelo reconhecimento ocorrem num mundo de exacerbada desigualdade material - desigualdades de renda e propriedade; de acesso a trabalho remunerado, a educação, saúde e lazer; e, também, mais cruamente, de ingestão calórica e exposição a contaminação ambiental; portanto, de expectativa de vida e de taxas de morbidade e mortalidade” (2006. Adaptado).
Para Nancy Fraser, a luta por reconhecimento
Leia o excerto a seguir:
Após anos vendo telenovelas brasileiras, um indivíduo vai acabar se convencendo de que as mulheres negras têm uma vocação natural para o trabalho doméstico (Almeida, 2017).
A partir desse exemplo, Almeida (2017) apresenta sua concepção de ideologia, conceito definido por ele como
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
I. O exercício da cidadania envolve apenas o cumprimento de deveres legais, como o pagamento de impostos e o voto obrigatório, sendo desvinculado da participação ativa na coletividade.
II. A coletividade pressupõe relações sociais baseadas no respeito mútuo, na solidariedade e na corresponsabilidade pelo bem-estar comum.
III. O fortalecimento da cidadania passa por práticas de inclusão social, acesso a direitos e participação efetiva nas decisões públicas, especialmente nos espaços comunitários.
É correto o que se afirma em:
A interseccionalidade é uma proposta para “levar em conta as múltiplas fontes da identidade”, embora não tenha a pretensão de “propor uma nova teoria globalizante da identidade”.
(HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça — interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo social, v. 26, p. 61-73, 2014).
No que se refere à interseccionalidade e à imbricação das relações sociais, assinale a alternativa que indica corretamente como a vulnerabilidade de certos grupos se manifesta no "trabalho do care" (cuidado).
O cenário eleitoral indicado no excerto demonstra que
A reestruturação produtiva, segundo Ricardo Antunes, consolidou-se como uma
Como Max Weber aponta no excerto, a manutenção do domínio organizado depende da