Questões de Concurso Comentadas sobre sociologia
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A distinção entre situação de classe e grupos de status ou estamentos na sociologia weberiana é a seguinte: as classes resultam da distribuição diferenciada da estima social em termos de privilégios positivos ou negativos; os estamentos resultam da diferenciação social no interior da ordem econômica.
Entre os praticantes de uma sociologia compreensiva derivada da obra de Max Weber, encontra-se o sociólogo americano contemporâneo R. Bendix.
Patriarcalismo e patrimonialismo são dois subtipos da dominação carismática.
Weber associa a dominação legal com a emergência, entre outras coisas, de uma burocracia racional.
A revolução burguesa no Brasil é a obra magna de Gilberto Freyre, um dos maiores expoentes da sociologia brasileira.
Em Durkheim, o princípio de integração sustenta a concepção de solidariedade e permite, por exemplo, classificar o fato social como patológico ou anômico.
O sociólogo urbano Louis Wirth utiliza-se do conceito urbano para se referir a um tipo de comunidade cujo traço distintivo e exclusivo é o seu tamanho.
O preconceito racial no Brasil, para esse autor, tem uma carga afetiva de natureza intelectiva e estética e não de natureza emocional.
O preconceito racial no Brasil, segundo Oracy Nogueira, define o membro do grupo discriminado pelo fenótipo ou aparência racial.
Para Karl Marx, a ideologia pode ser vista como uma falsa consciência.
A abordagem marxista dos fenômenos da sociedade é basicamente sincrônica e despreza os fatores históricos e as transformações sociais.
Para Marx, a estrutura social é decorrente da produção material.
O atributo definidor da ação social é sua homogeneidade.
O sociólogo Sérgio Adorno, ao investigar as práticas penais brasileiras, constatou que, no preenchimento de um formulário, por exemplo, quando o indivíduo acusado de algum delito tinha o direito de definir sua cor, ele "branqueava" sempre a resposta. Por outro lado, no curso do inquérito havia uma tendência a se “enegrecer” ou a “embranquecer” o acusado. Se o réu negro provasse ser trabalhador e pai de família, ele se transformava mais e mais em "moreno claro", nos documentos do inquérito. O inverso também foi observado.
A partir da constatação de Sergio Adorno, assinale a alternativa que está de acordo com a tese sustentada pelo autor:
Em países como o Brasil, as elites econômicas e políticas conseguiram impor, ao movimento sindical, princípios organizativos e de ação distanciados da natureza original do sindicalismo. A tutela estatal representou o fracasso programado do movimento sindical, pois subordinou-o às necessidades de controle da força de trabalho, sem contrapartida duradoura no que tange a salários, condições de trabalho e de promoção profissional, entre outros aspectos.
A Psicopatologia do Trabalho (cf. Dejour) centra sua análise nas experiências e vivências dos trabalhadores(as) no cotidiano de trabalho. Sob essa ótica, estão em evidência as formas de expressão do sofrimento advindo do trabalho. Trata-se de tematizar o sofrimento no trabalho e as defesas coletivas contra a doença, evidenciando os vínculos entre pressões do trabalho e defesas e não entre as pressões do trabalho e as doenças.
Neste novo mundo organizacional, caracterizado pelo trabalho flexível, não existe tempo ou razão para relacionamentos duradouros. O foco é o curto prazo. Também não há espaço para relações desinteressadas. Tudo deve ter uma finalidade. Afinal, precisamos de resultados rápidos. Se o velho sistema, que permeava as organizações tradicionais, baseava-se no controle rígido e onipresente da supervisão, o novo baseia-se na pressão e no controle exercidos pelos pares.
(Cf Sennet, 1999)
O taylorismo é uma estratégia patronal de gestão/organização do processo de trabalho e, juntamente com o fordismo, integra a Organização Científica do Trabalho. Conjugado à utilização intensiva da maquinaria, sua ênfase é no controle e na disciplina fabris, com vistas à eliminação da autonomia dos produtores diretos e do tempo ocioso, como forma de se assegurarem aumentos na produtividade do trabalho.
(Cattani, 1997)
O mundo do trabalho viveu, como resultado das transformações e metamorfoses em curso nas últimas décadas, uma múltipla processualidade: de um lado, verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril, nos países de capitalismo avançado. Houve uma diminuição da classe operária industrial tradicional. Paralelamente, efetivou-se uma significativa subproletarização do trabalho, decorrência das formas diversas de trabalho parcial, precário, terceirizado, subcontratado, vinculado à economia informal, ao setor de serviços etc.
(Antunes,1997)