Questões de Concurso Sobre sociologia
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O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
Pode-se apontar como uma das consequências desse processo de concentração de propriedade e riqueza, monopolizada nas mãos de poucas pessoas, o/a:
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
O trecho acima é um fragmento do prefácio à primeira edição de uma das principais obras escritas que colaboraram para o surgimento e consolidação da sociologia como uma ciência autônoma. O trecho supracitado, embora seja um prefácio, conforme mencionado, faz indicações de conceitos que viriam a se tornar basilares para sociologia como um todo e para um autor especificamente, do ponto de vista histórico. Nesse sentido, escolha a alternativa que a aponta corretamente o autor e a obra em questão.
(HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital, 1848- 1875. 32ª Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. Pág. 380)
No trecho acima, o historiador britânico Eric Hobsbawm faz referência à ascensão do modo de pensar científico e, num certo sentido, à submissão de outras formas de pensar à ciência. Várias são as razões para essa interpretação de Hobsbawn. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as correntes filosóficas e os respectivos expoentes citados possuam a relação mais direta com a ascensão do pensamento sociológico no momento histórico abordado por Hobsbawn.
O momento da emergência das práticas reivindicatórias, na década de 1970, significou uma movimentação da sociedade civil, a despeito da repressão que despolitizava e privatizava a vida. Novos espaços foram ocupados pelos trabalhadores e pelos diversos grupos sociais para a prática de lutas e de organizações. Essas práticas reivindicatórias trazem:
A redefinição desse lugar da cultura amplia o universo da gestão cultural tornando-a mais complexa, mais presente na sociedade e no governo. As possibilidades de interface cultura e desenvolvimento se alargam. Nesse contexto, o papel do gestor cultural:
As políticas afirmativas propõem, firmemente uma sociedade livre, justa e solidária ao objetivar erradicar a pobreza, a marginalização e as desigualdades sociais e regionais, promovendo o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Tais medidas
Evidentemente, cultura é um componente fundamental de toda a sociedade. No vasto mundo dos estudos e teorias acerca das relações entre cultura e sociedade ao longo do tempo, esse tema surge como uma questão crucial da teoria crítica, representada, dentre outros por Max Horkheimer, que afirma que
A pesquisa nas ciências sociais é um processo que, utilizando a metodologia científica, permite a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social. No entanto, é importante distinguir “ciências sociais” de “sociologia”, por exemplo. Embora estejam intrinsecamente ligadas, é importante salientar que:
O início do período da Sociologia Contemporânea no Brasil corresponde à fase de emergência da sociologia científica. A institucionalização acadêmica da sociologia no Brasil ocorreu em meados da década de 1930, com a criação da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (1933) e com a criação da Seção de Sociologia e Ciência Política da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (1934). Nas palavras de Florestan Fernandes, configurava-se, então, plenamente um novo período da sociologia no Brasil, o qual, embora com raízes no segundo quartel deste século, só se configura plenamente no pós-guerra. (Fernandes, 1977, p. 28). Nesse momento específico da chamada “Sociologia Contemporânea no Brasil”, uma das características dominantes da sociologia em nosso país:
Em meados do século XIX, início do século XX, três pensadores geniais desenvolveram um conjunto de teorias para explicar a sociedade moderna, com impacto suficiente no meio social, especialmente o meio cultural e acadêmico, para que carregassem no período que se seguiu o designativo de autores clássicos e passassem a influenciar seus pares, naquele tempo, e muito depois. Cada um a seu modo apresentou estudos profundos, sendo que: