Questões de Concurso Sobre sociologia
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Acerca do conflito a partir das reflexões de CHRISPINO (2007), julgue as frases abaixo.
I. A ordem e o conflito são resultado da interação entre os seres humanos. A ordem, em toda sociedade humana, não é outra coisa senão uma normatização do conflito.
II. Muitas vezes, o conflito é deflagrado e não sabemos exatamente o que o provoca, pois a posição conflitante é diferente do interesse real das partes.
III. O conflito é parte integrante da vida e da atividade social, quer contemporânea, quer antiga.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Leia atentamente os trechos da Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências para responder à questão.
[...] Terras invadidas
Pela força e ambição [...]
[...] Vivemos uma era do medo
De incertezas, desrespeito e confusão
Nossas aldeias estão vulneráveis
Novamente nossas flechas não combatem
A velocidade da munição [...].
[..] E veio o ano de 2020
Uma pandemia tivemos que enfrentar
As aldeias não conseguiram evitar
Que a doença entrasse matando sem parar [...].
Muitos ajudaram
Outros cruzavam os braços
E de longe viam a cena passar.
“Terra para “índio”?
Nem um palmo vou liberar”.
Frases de efeito pairam pelo ar
Terra Mãe!
Viver é pensar com equilíbrio
É ter pertencimento com o lugar
É sair da alienação
e ver que a natureza é um sujeito a
ecoar.
Respeito, direito!
Vem! Protege o teu lar
(Extraído de Wayna Kambeba, Márcia, Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências. Resistir em tempos pandêmicos. 2022. Sens public. https://sens-public.org/articles/1658/)) disponível em sens-public.org/articles/1658). Acesso em 17 de maio de 2023.
Benjamin e Adorno divergem em pontos importantes, principalmente nos conceitos que elaboram para refletir sobre a arte. Benjamin usa o famoso conceito de “reprodutibilidade técnica” no texto “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” (...). Anos depois, Adorno, influenciado pela leitura do ensaio de Benjamin, escreve “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” como um capítulo pertencente à Dialética do Esclarecimento, obra escrita em parceria com Horkheimer.
ABREU, Wesley Carlos. Benjamin e Adorno: um debate sobre a arte no
século XX. In: Cadernos Walter Benjamin, caderno 11, 2013, pp. 118-119,
com adaptações. Disponível em:
As relações de gênero na perspectiva do sociólogo francês Pierre Bourdieu encontram-se enraizadas em uma estrutura social de dominação masculina, naturalizada e justificada pelo determinismo biológico e pela eficácia de mecanismos oriundos dessa estrutura e que contribuem para a reprodução e permanência das diferenças substanciais entre homens e mulheres.
COLODETTI, A. P. O. A.; MELO, M. C. O. L. As relações de gênero no contexto socioeconômico e cultural brasileiro: estudo com mulheres motoristas de aplicativos de mobilidade urbana. Cad. EBAPE.BR, v. 19, n. 4, Rio de Janeiro, out./dez. 2021. [Adaptado].
Na perspectiva do texto, um dos fatores institucionais responsáveis pelas desigualdades mencionadas é a
A herança discriminatória da escravidão (todas as relações com base na ideia de inferioridade dos negros que foram transmitidas), em conjunto com a falta de medidas e ações que integrassem os negros e indígenas na sociedade, como políticas de assistência social ou de inclusão racial no mercado de trabalho, gerou uma discriminação racial enraizada na sociedade.
Disponível em: https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/o-que-e-racismo-estrutural/?https://www.politize.com.br/&gclid=CjwKCAjws--ZBhAXEiwAv-RNL5cWr6yOlZBWLOXiz9tI-EPW1ULVIRkBceqskQ-mN0ff32Q5uM6lIxoCEoQQAvD_BwE. Acesso em: 4 out. 2022. [Adaptado].
O texto explica o conceito de
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/karol-conka-e-a-educacao-nordestina-foi-xenofobia/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification. Acesso em: 4 out. 2022. [Adaptado].
O problema destacado se configura como
Em 2021, 40,9% da população do Distrito Federal (DF) se declaravam brancas (1.232.276 habitantes), enquanto 57,3% se declaravam negras (1.726.929), sendo 46,2% pardas (1.392.435) e 11,1% pretas (334.494). Além disso, 1,4% se declarava amarela (41.813) e 0,3%, indígena (9.862). As mulheres negras representavam a maioria dos habitantes da capital federal (28,7%), seguidas pelos homens negros (28,4%), pelas mulheres não negras (23,3%) e pelos homens não negros (19,1%).
Disponível em: <https:/Avww ipe.df gov br/mulheres-negras-sao-maioriados-habitantes-do-df'%:-—text=Perfil920sociodemo gr%C3º%A 1fico%20%E2%80%93%20Em%20202 19%2C%2040,3%25%20ind%C3%ADgena%20 (9.862)>. Acesso em: 2 nov. 2023, com adaptações
O elevado percentual de população que se declara negra indica a forte atração de mão de obra para o DF, o que resulta na grande participação desse grupo étnico no mercado de trabalho e em significativa desigualdade socioespacial quanto ao acesso ao mercado de trabalho formal e a maior renda.