Questões de Concurso
Comentadas sobre globalização, reestruturação produtiva e mudanças recentes do trabalho em sociologia
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Confrontando-se a evolução da taxa de desemprego na Europa com a taxa dos lucros das empresas no PIB, pode-se perceber que essas curvas evoluíram de maneira muito parecida. A idéia é a seguinte: se não há redistribuição aos trabalhadores, sob a forma de redução da jornada de trabalho, há aumento de desemprego, pois as pessoas trabalham ao mesmo tempo com mais produtividade. E o fato de não diminuir a jornada resulta em uma fonte de lucros financeiros. A conclusão é que não se pode realmente lutar contra o desemprego sem se mudar a distribuição dos lucros que se formou dessa maneira.
M. Husson. In: Carta Capital, n.º 194, 19/6/2002, p. 42 (com adaptações).
A política econômica implementada no Brasil desde 1995 estimulou várias práticas inovadoras no mundo do trabalho. A respeito desse assunto e tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item que se segue.
Vários temas diferenciam a nova economia da velha economia. Entre eles, destacam-se: conhecimento, globalização, digitalização, inovação e redes interligadas.
Em países como o Brasil, as elites econômicas e políticas conseguiram impor, ao movimento sindical, princípios organizativos e de ação distanciados da natureza original do sindicalismo. A tutela estatal representou o fracasso programado do movimento sindical, pois subordinou-o às necessidades de controle da força de trabalho, sem contrapartida duradoura no que tange a salários, condições de trabalho e de promoção profissional, entre outros aspectos.
O mundo do trabalho viveu, como resultado das transformações e metamorfoses em curso nas últimas décadas, uma múltipla processualidade: de um lado, verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril, nos países de capitalismo avançado. Houve uma diminuição da classe operária industrial tradicional. Paralelamente, efetivou-se uma significativa subproletarização do trabalho, decorrência das formas diversas de trabalho parcial, precário, terceirizado, subcontratado, vinculado à economia informal, ao setor de serviços etc.
(Antunes,1997)
Pela sua sutileza, caráter difuso e capilaridade de intromissão nas relações sociais, a eficácia e a ubiqüidade do preconceito são máximas, tanto em relação às práticas de controle, como de dominação e subordinação em todas as categorias sociais. Manifesta-se como produtor e reprodutor de situações de controle, menosprezo, humilhação, desqualificação, intimidação, discriminação, fracasso e exclusão nas relações entre os gêneros, na esfera do trabalho, nas posições de poder, nos espaços morais e éticos e nos lugares de enunciação da linguagem.
(Soria Batista & Bandeira, 2002)
No presente contexto histórico, no qual se observa, nas economias capitalistas, desde os anos 70, a transição da base técnica eletromecânica para a microeletrônica, percebe-se que os vários segmentos da força de trabalho são atingidos de forma diversa quando da introdução de inovações.