Questões de Concurso
Sobre émile durkheim e os fatos sociais em sociologia
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Tânia Quintaneiro et al. Um toque de clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1995, p. 96.
O texto acima corresponde a
E. Durkheim Educação e sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1978, p. 45 (com adaptações).
Segundo Durkheim, a educação é a
Texto para a questão
Na obra O Suicídio (1897), Durkheim se propôs analisar o fenômeno sob um outro prisma, investigando o conjunto dos suicídios cometidos numa certa sociedade num período de tempo. Seu objetivo era justamente o de demonstrar que o ato aparentemente individual do suicídio estava diretamente relacionado ao grau maior ou menor de coesão/integração do indivíduo à sociedade. A tese central é de que o suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais (religião, família, sociedade política) dos quais o indivíduo faz parte. Assim, por exemplo, notou que a baixa nas taxas médias de suicídio coincide com períodos de crise e revoluções, na medida em que nesses períodos há o envolvimento dos indivíduos em movimentos de cunho social mais amplo, o que faz diminuir as taxas de suicídio. Da mesma forma, argumenta que o fato de as estatísticas indicarem um número menor de suicídio entre mulheres seria explicado pelo fato destas não participarem tão ativamente da vida coletiva quanto os homens. No que se refere à religião, os protestantes são os mais propensos ao suicídio, seguidos pelos católicos e, por último, pelos judeus: as diferenças nesses casos seriam devido às estruturas religiosas capazes de integrar os indivíduos.
L. M. Lemos e B. B. Gusmão. Émile Durkheim: Contribuições para se pensar a sociedade. Rio de Janeiro: Revista Vértices, ano 5, n.º 2, maio/ago./2003, p. 81-3 (com adaptações)
Texto para a questão
Na obra O Suicídio (1897), Durkheim se propôs analisar o fenômeno sob um outro prisma, investigando o conjunto dos suicídios cometidos numa certa sociedade num período de tempo. Seu objetivo era justamente o de demonstrar que o ato aparentemente individual do suicídio estava diretamente relacionado ao grau maior ou menor de coesão/integração do indivíduo à sociedade. A tese central é de que o suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais (religião, família, sociedade política) dos quais o indivíduo faz parte. Assim, por exemplo, notou que a baixa nas taxas médias de suicídio coincide com períodos de crise e revoluções, na medida em que nesses períodos há o envolvimento dos indivíduos em movimentos de cunho social mais amplo, o que faz diminuir as taxas de suicídio. Da mesma forma, argumenta que o fato de as estatísticas indicarem um número menor de suicídio entre mulheres seria explicado pelo fato destas não participarem tão ativamente da vida coletiva quanto os homens. No que se refere à religião, os protestantes são os mais propensos ao suicídio, seguidos pelos católicos e, por último, pelos judeus: as diferenças nesses casos seriam devido às estruturas religiosas capazes de integrar os indivíduos.
L. M. Lemos e B. B. Gusmão. Émile Durkheim: Contribuições para se pensar a sociedade. Rio de Janeiro: Revista Vértices, ano 5, n.º 2, maio/ago./2003, p. 81-3 (com adaptações)
A Sociologia, ao lidar com a regularidade dos fatos sociais, torna possível a previsão dos rumos futuros de uma sociedade, abrindo, por conseguinte, espaço para intervenção consciente nos processos de interesse social.
Para Durkheim, o crime é um fato social patológico, não apenas por ocorrer em qualquer sociedade, mas por representar um elemento de integração das pessoas em torno de uma conduta valorativa ao punir o comportamento nocivo.
Durkheim acreditava que toda sociedade, assim como um organismo natural, por encontrar-se em contínuo processo de adaptação, apresenta estados de normalidade e de patologia.
Segundo Durkheim, os fatos sociais devem ser considerados como coisas, por ser impossível individualizá-los e, portanto, submetê-los a rigorosa observação científica.
A primeira grande contribuição de Durkheim à sociologia moderna foi a definição do método sociológico que estabelece regras a serem seguidas no estudo dos problemas da sociedade.
Durkheim é considerado o criador da sociologia como ciência independente das demais ciências sociais.
Na sociedade neoliberal, cumpre à iniciativa privada garantir e monitorar a educação.
A educação, formal e informal, é elemento de integração do homem à sociedade.
O Estado neoliberal abdica de suas responsabilidades no plano da Educação.
As iniciativas educacionais de caráter privado são menos renovadoras que as do Estado.
É dever do Estado fiscalizar todo o sistema de Educação.
A partir do conceito de educação proposto por Durkheim, é correto concluir que o período de treinamento social a que são submetidos os indivíduos varia de sociedade para sociedade.
A educação passa pela apropriação dos saberes produzidos em diferentes áreas da sociedade.
O processo de educação se realiza exclusivamente na escola.
No Brasil, a educação é um direito e um dever do cidadão e um dever do Estado.
De acordo com Durkheim, deduz-se que os sistemas de educação podem ser dirigidos por ideais diferentes.