Questões de Concurso
Comentadas sobre émile durkheim e os fatos sociais em sociologia
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— especificamente, sociologia compreensiva e marxismo.
metodológicas de Durkheim e Weber.
Max Weber são particularmente importantes. Durkheim, devido
ao esforço de explicitamente reivindicar para a nova disciplina o
status de uma ciência empírica dos fenômenos sociais; e Weber,
entre outros aspectos, por introduzir o método interpretativo.
Weber não foi o inventor de tal método, nem mesmo da distinção
entre explicar e compreender. O seu mérito foi o de ter
desenvolvido esse método conceitualmente com maior rigor,
aplicando a sociologia. Quanto aos esforços de Durkheim e
Weber, no que diz respeito à delimitação do objeto específico da
sociologia, julgue os itens que se seguem.
Quanto ao pensamento de Durkheim, julgue o item subseqüente.
Durkheim entende a sociedade como um organismo em
adaptação, que apresenta, portanto, estágios de normalidade
e de patologia.
Quanto ao pensamento de Durkheim, julgue o item subseqüente.
O estudo dos fatos sociais, que devem ser vistos como
coisas, pressupõe uma abordagem objetiva e despida de
preconceitos por parte do cientista.
Quanto ao pensamento de Durkheim, julgue o item subseqüente.
Entre as características dos fatos sociais, podem-se citar a
coerção social, a subjetividade e a generalidade.
Quanto ao pensamento de Durkheim, julgue o item subseqüente.
Em uma de suas obras fundamentais, As Regras do Método
Sociológico, Durkheim define como objeto de estudo da
sociologia os fatos sociais.
Quanto ao pensamento de Durkheim, julgue o item subseqüente.
Durkheim é considerado o criador da sociologia e um de
seus primeiros grandes teóricos.
Tânia Quintaneiro et al. Um toque de clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1995, p. 96.
O texto acima corresponde a
E. Durkheim Educação e sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1978, p. 45 (com adaptações).
Segundo Durkheim, a educação é a
Texto para a questão
Na obra O Suicídio (1897), Durkheim se propôs analisar o fenômeno sob um outro prisma, investigando o conjunto dos suicídios cometidos numa certa sociedade num período de tempo. Seu objetivo era justamente o de demonstrar que o ato aparentemente individual do suicídio estava diretamente relacionado ao grau maior ou menor de coesão/integração do indivíduo à sociedade. A tese central é de que o suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais (religião, família, sociedade política) dos quais o indivíduo faz parte. Assim, por exemplo, notou que a baixa nas taxas médias de suicídio coincide com períodos de crise e revoluções, na medida em que nesses períodos há o envolvimento dos indivíduos em movimentos de cunho social mais amplo, o que faz diminuir as taxas de suicídio. Da mesma forma, argumenta que o fato de as estatísticas indicarem um número menor de suicídio entre mulheres seria explicado pelo fato destas não participarem tão ativamente da vida coletiva quanto os homens. No que se refere à religião, os protestantes são os mais propensos ao suicídio, seguidos pelos católicos e, por último, pelos judeus: as diferenças nesses casos seriam devido às estruturas religiosas capazes de integrar os indivíduos.
L. M. Lemos e B. B. Gusmão. Émile Durkheim: Contribuições para se pensar a sociedade. Rio de Janeiro: Revista Vértices, ano 5, n.º 2, maio/ago./2003, p. 81-3 (com adaptações)
Texto para a questão
Na obra O Suicídio (1897), Durkheim se propôs analisar o fenômeno sob um outro prisma, investigando o conjunto dos suicídios cometidos numa certa sociedade num período de tempo. Seu objetivo era justamente o de demonstrar que o ato aparentemente individual do suicídio estava diretamente relacionado ao grau maior ou menor de coesão/integração do indivíduo à sociedade. A tese central é de que o suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais (religião, família, sociedade política) dos quais o indivíduo faz parte. Assim, por exemplo, notou que a baixa nas taxas médias de suicídio coincide com períodos de crise e revoluções, na medida em que nesses períodos há o envolvimento dos indivíduos em movimentos de cunho social mais amplo, o que faz diminuir as taxas de suicídio. Da mesma forma, argumenta que o fato de as estatísticas indicarem um número menor de suicídio entre mulheres seria explicado pelo fato destas não participarem tão ativamente da vida coletiva quanto os homens. No que se refere à religião, os protestantes são os mais propensos ao suicídio, seguidos pelos católicos e, por último, pelos judeus: as diferenças nesses casos seriam devido às estruturas religiosas capazes de integrar os indivíduos.
L. M. Lemos e B. B. Gusmão. Émile Durkheim: Contribuições para se pensar a sociedade. Rio de Janeiro: Revista Vértices, ano 5, n.º 2, maio/ago./2003, p. 81-3 (com adaptações)
Para Durkheim, o crime é um fato social patológico, não apenas por ocorrer em qualquer sociedade, mas por representar um elemento de integração das pessoas em torno de uma conduta valorativa ao punir o comportamento nocivo.
Durkheim acreditava que toda sociedade, assim como um organismo natural, por encontrar-se em contínuo processo de adaptação, apresenta estados de normalidade e de patologia.
Segundo Durkheim, os fatos sociais devem ser considerados como coisas, por ser impossível individualizá-los e, portanto, submetê-los a rigorosa observação científica.
A primeira grande contribuição de Durkheim à sociologia moderna foi a definição do método sociológico que estabelece regras a serem seguidas no estudo dos problemas da sociedade.
Durkheim é considerado o criador da sociologia como ciência independente das demais ciências sociais.