Questões de Concurso
Comentadas sobre as cidades e os espaços urbanos em sociologia
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Em sua definição primeira, o termo refere‑se a processos de mudança das paisagens urbanas, aos usos e significados de zonas antigas e(ou) populares das cidades que apresentam sinais de degradação física, passando a atrair moradores de rendas mais elevadas. Essas pessoas mudam‑se gradualmente para tais locais, cativados por algumas de suas características – arquitetura das construções, diversidade dos modos de vida, infraestrutura, oferta de equipamentos culturais e históricos, localização central ou privilegiada, baixo custo em relação a outros bairros –, passando a demandar e consumir outros tipos de estabelecimentos e serviços inéditos.
Internet: <www.ea.fflch.usp.br> (com adaptações).
TEXTO II
A segunda maior cidade do País, o Rio de Janeiro, também sofre com tal problema, e não é de hoje. A reforma higienista realizada há mais de um século formatou a capital fluminense a partir de uma tendência que ainda se repete. Para ampliar as vias e implementar praças no Rio, houve um custo humano. Os cortiços foram fechados, e a população foi despejada para o que viria a se consolidar como as favelas atuais.
Internet: <www.summitmobilidade.estadao.com.br> (com adaptações).
Os textos I e II referem‑se à questão social intitulada
Polarizaram esse embate:
Acerca da temática do movimento negro e do antirracismo no Brasil, é correto afirmar que
(disponível em https://www.tjdft.jus.br/acessibilidade/publicacoes/sementes-daequidade/o-que-e-interseccionalidade#)
A esse respeito, é correto afirmar que
Em relação à realidade política, econômica e social do Brasil, julgue o item a seguir.
O último Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), indicou aumento da
taxa de homicídios no Brasil entre 2016 e 2021, justificado
pelo crescimento do narcotráfico e da letalidade policial no
combate ao crime em geral.
Muito antes de os ODS serem estabelecidos pela ONU, em 1995, a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), implementou o Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro (PROAP), popularmente conhecido como Programa Favela-Bairro. Esse programa teve duas fases (1995-2000 e 2000-2007) e tinha por objetivo urbanizar as comunidades do Rio de Janeiro, integrando-as ao tecido urbano da cidade, por meio da numeração e regulamentação dos lotes, do acesso às infraestruturas urbanas e da implantação de instalações comunitárias, como creches, escolas, áreas recreativas e esportivas. Assim, os lotes passavam a dispor, de modo formal, de abastecimento de água, de ruas pavimentadas, de sistemas de esgotos e drenagem de águas pluviais, e de iluminação pública. Após um início exitoso, o programa acabou por ser descontinuado por enfraquecimento da presença do Estado no controle urbanístico, por precariedade na manutenção das infraestruturas instaladas e por insuficiência na prestação dos serviços públicos.
Se fosse implantado hoje, no que diz respeito a Cidades e Comunidades Sustentáveis e ao ODS 11, esse programa estaria atendendo, prioritariamente, a meta
A irresistível ascensão do Estado penal nos Estados Unidos durante as três últimas décadas não é uma resposta ao aumento da criminalidade – que permanece praticamente constante [...] – mas sim aos deslocamentos provocados pela redução de despesas do Estado na área social e urbana e pela imposição do trabalho assalariado e precário como nova norma de cidadania para aqueles encerrados na polarizada estrutura de classes.
WACQUANT, L. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos [a onda punitiva] 3.ed. Rio de Janeiro: Revan, 2018. p. 15. Adaptado.
O trecho acima, em analogia com a realidade brasileira, permite concluir que o aumento agudo da população carcerária
Urbicídio é o conceito que se propôs nas Ciências Humanas para pensar a destruição de uma cidade. Recentemente, se depreendem duas vias para entender os danos causados às cidades como urbicídio. Por um lado, o urbicídio como prática relacionada aos efeitos devastadores que produzem as guerras e os conflitos nas cidades e, por outro, o impacto que gera a gentrificação, as práticas de regeneração urbana e a refuncionalização das cidades.
MORENO, A. et al. Urbicidio. Buenos Aires: Biblos, 2021, p. 30-31. Adaptado.
Nesse contexto do urbicídio, o impacto específico da gentrificação implica:
Laraia, R.B. Cultura, um Conceito Antropológico. Rio de Janeiro: 2009.
No trecho acima, o autor faz uma crítica ao: