Questões de Concurso
Sobre a origem do estado. a soberania, de jean bodin; o contratualismo, de thomas hobbes; o liberalismo, de john locke em ciência política
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Considerando as matrizes filosoficas dos pensadores clássicos, assinale a alternativa CORRETA.
BODIN, Jean. Os seis livros da República. Livro I. Trad. José Carlos Orsi Morel. São Paulo: Ed. Ícone, 2011., p. 83. (Adaptado).
Sobre o conceito de República, que se deixa ver na analogia feita por Jean Bodin (1530-1596), é correto afirmar que
Este pensador elaborou uma teoria baseada no contrato social, segundo a qual o acordo entre os indivíduos de uma comunidade política constitui o fundamento para a criação de um governo, que organiza a vida em sociedade, evitando a barbárie. Para escapar desse estado de caos, os indivíduos estabelecem um pacto racional, cedendo parte de sua liberdade a um soberano, que se torna o responsável principal por garantir a ordem e a organização social.
Assinale a opção que apresenta corretamente o pensador descrito no trecho.
Trata-se do direito
Assinale a opção que indica a proposta de Rousseau para compatibilizar os interesses individuais na sociedade civil.
Coluna 1
1. Liberalismo clássico.
2. Liberalismo social.
3. Neoliberalismo.
Coluna 2
( ) Busca restringir a ação do Estado ao policiamento, à justiça e à defesa nacional.
( ) Busca a separação entre Estado e sociedade e deriva de conquistas históricas da burguesia, como aquelas oriundas da Revolução Gloriosa (1688-1689).
( ) Busca ampliar a igualdade de oportunidades e atenuar as consequências da economia de livre mercado, como aquelas sentidas após a quebra da bolsa de 1929.
( ) Busca introduzir liberdades jurídicas, de que o maior exemplo é o instrumento do habeas corpus.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(Bobbio, N. Estado, governo, sociedade: fragmentos de um dicionário político. 2017. p. 71).
Tendo como fundamento o conhecimento sobre a história antiga e contemporânea da instituição “Estado”, bem como tendo como referência o texto acima, assinale a opção correta:
I. As críticas ao liberalismo voltam-se também à percepção de que ele garante às burguesias um domínio quase total dos bens de produção e das riquezas em geral.
II. A Revolução Francesa é comumente associada ao início da predominância do ideário liberal e seu respectivo modelo de Estado.
III. O Liberalismo Político é o pensamento fundamentado nas teorias de filósofos liberais clássicos ao apresentarem uma ruptura com o autoritarismo das monarquias absolutistas, enquanto o Liberalismo Econômico se entende enquanto uma doutrina que rege os modos do comportamento econômico e defende a não intervenção do Estado na economia.
Quais estão corretas?

Disponível em: https://mosteirodoconhecimento.wordpress.com/ 2017/09/22/a-figura-do-leviata/. Acesso em:14/04/2024
O frontispício do Leviatã não é meramente um acompanhamento, mas um componente essencial. Foi confeccionado pelo parisiense Abraham Bosse, em 1651, com a colaboração do próprio autor. A imagem chama atenção pelo gigante que emerge atrás das colinas, sobre a cidade. Além da coroa que adorna sua cabeça, ele carrega na mão direita uma espada e na mão esquerda um cajado. Com base nisso, marque o item que define corretamente o pensamento de Thomas Hobbes.
Apesar das diferenças entre as concepções sobre a origem do Estado, a teoria desses três pensadores tem em comum:
Na França, em um contexto de guerras interestatais e civis religiosas, o jurista Jean Bodin desenvolveu uma das primeiras teorias sobre o poder soberano como principal agente da racionalização política:
Aquele que é soberano não deve estar sujeito ao comando de outrem em modo algum, e deve poder dar a lei aos seus súditos e apagar ou anular as palavras inúteis nela substituindo-as por outras, o que não pode ser feito por quem está sujeito às leis ou a pessoas que exercitem o poder sobre ele. Por isso, a lei afirma que o príncipe não está sujeito à autoridade das leis, e em latim a palavra lei significa o comando de quem tem o poder soberano. Assim como o papa, segundo os canonistas, nunca pode atar as próprias mãos, também não as pode atar o príncipe soberano, mesmo que o quisesse. Por isso, no fim dos editos e das ordenanças vemos as palavras “pois tal é o nosso prazer”, para que esteja claro que as leis do príncipe soberano, mesmo que fundadas em motivos válidos e concretos, dependem apenas de sua pura e livre vontade. Quanto, porém, às leis naturais e divinas, todos os príncipes da terra estão sujeitos a elas, nem possuem poder para transgredi-las, se não quiserem serem culpados de lesa majestade divina, pondo-se em guerra contra aquele Deus a cuja majestade todos os príncipes da terra devem se submeter, com absoluto temor e reverência.
Adaptado de J. Bodin, I sei libri dello Stato. Torino: Utet, 1964, livro I, cap. VIII, p. 358-362.
Com base no trecho e em seus conhecimentos, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente o conceito moderno de estado e de soberania em Bodin.
William Beveridge, em seu “Plano Beveridge”, relata as dificuldades que seriam encontradas na reconstrução da Grã-Bretanha após a Segunda Guerra, e aponta para possíveis soluções. Sobre o modelo de Estado inspirado por Beveridge, pode-se dizer que: