Questões de Concurso
Sobre pré-evolucionsimo e evolucionismo. l.h. morgan e evolução cultural. tylor e frazer: animismo, magia e totemismo. status e contrato. particularismo histórico de boas em antropologia
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“A primeira vertente, a sistemática (evolucionista), pode ser exemplificada: pelos estudos do filólogo Max Müller, desde suas Lectures on the Science of Language (London 1861), e pelos trabalhos de Edward Burnett Tylor ‘The Religion of Savages’ (In: Fortnightly Review, 1866), e Primitive Culture (London 1871), obras que apontam para a conotação essencial do mais primitivo estádio da evolução cultural; essa primeira vertente encerra-se – e será finalmente sintetizada, no âmbito de uma abordagem propriamente sociológica – com a obra de Émile Durkheim em seu estudo Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse (Paris 1912): aqui o mais primitivo estádio da evolução cultural será identificado, enfim, com o ‘sistema totêmico’ australiano com o objetivo de analisar, justamente, essas ‘formas elementares’ do religioso.” (p.9).
“Em uma segunda parte deste mesmo capítulo 1, levaremos em consideração a vertente fenomenológica (essencialista). Faremos isso partindo da obra de Rudolf Otto Das Heilige (O Sagrado, Breslau 1917): obra de um teólogo luterano e filósofo kantiano que se utiliza, propriamente, da Ciência das Religiões para empreender uma característica análise teológica; em seguida abordaremos a obra de Gerardus Vander Leeuw Phänomenologie der Religion (Tübingen 1933), que realiza uma verdadeira operação de desistoricização que se tornará útil à Fenomenologia; finalmente, tentaremos apontar para a síntese mais significativa, complexa e conturbada da própria vertente fenomenológica, através da obra de Mircea Eliade Traité d’Histoire des Religions (Paris 1949).” (p. 9).
“Dessa abordagem, decorre a importante lição, central na perspectiva histórico-religiosa, segundo a qual para entender determinados contextos histórico-culturais ‘outros’ é preciso entrar em (e adequar-se a) uma lógica autônoma e consoante ao sistema de valores e ao mundo das ideias próprios de cada cultura: no contexto das culturas etnológicas, de fato, uma lógica diferente da clássica ocidental (a lógica aristotélica, por exemplo). De outra forma, manifestasse a incapacidade de inteligência com relação àquelas culturas ou, às vezes pior, à adoção de uma leitura etnocêntrica daquelas realidades culturais.” (p. 90- 91).
Considerando a contraposição metodológica entre as vertentes sistemática/evolucionista e fenomenológica, de um lado, e a perspectiva histórico-religiosa da Escola Italiana (Pettazzoni, De Martino, Brelich, Sabbatucci), de outro, tal como apresentada por Agnolin, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais
Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.
É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.
A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.
O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.
Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.
É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.
"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.
"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."
Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento
Com base no contexto histórico e científico apresentado no texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.O crânio de Skhul 1° é a primeira evidência de sepultamento intencional na história da humanidade, sendo o mais antigo cemitério do mundo.
II.O estudo mencionado no texto confirma que houve contribuição genética neandertal na constituição dos humanos modernos.
III.A descoberta demonstra que a miscigenação entre as duas espécies humanas ocorreu exclusivamente na África, excluindo a Eurásia.
IV.A pesquisa confirma de forma absoluta a idade exata de todos os fósseis de Homo neanderthalensis encontrados no Levante.
I.A definição de Tylor evidencia que a cultura é constituída por elementos adquiridos por meio da socialização, ressaltando que o conhecimento e os valores se transmitem de forma intergeracional, sem depender de fatores biológicos.
II.A definição de Tylor pode ser interpretada como enfatizando que a transmissão cultural ocorre essencialmente por mecanismos biológicos, uma vez que os hábitos e as práticas são considerados como heranças genéticas que se manifestam independentemente das interações sociais.
III.A abordagem de Tylor destaca que a cultura é um produto da aprendizagem e da interação social, evidenciando que os comportamentos e práticas culturais resultam de processos históricos de socialização e não de predisposições inatas.
Está correto o que se afirma em:
Sobre essa sequência, destaca-se uma explicação dada pelos autores à primeira etapa:
"o ser humano busca respostas sobre o sentido de sua existência por meio de questionamentos que extrapolam as necessidades meramente biológicas. Nesse estágio, predominam as formas mais básicas de organização grupal e de concepção do transcendente, encontram-se os primeiros mitos elaborados pelo ser humano"
Oliveira, L.B. et al. Ensino Religioso: no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 2007. 175 p. (Coleção Docência em Formação − série Ensino Fundamental).
Com base nessas informações e no sequenciamento descrito anteriormente na caixa de texto, é correto afirmar, em um sentido genérico, que os aspectos citados estão relacionados:
De modo geral, conforme o autor, pode-se dizer que o mito, tal como é vivido pelas sociedades arcaicas:
I. Constitui a História dos atos dos Entes Sobrenaturais.
II. Que essa História é considerada absolutamente verdadeira e sagrada.
III. Refere-se sempre a uma criação, isto é, algo escatológico, ou como um padrão de comportamento no Sagrado.
IV. Que, em se conhecendo o mito, conhece-se a origem das coisas, chegando até a dominálas e a manipulá-las à vontade.
V. É possível viver o mito, à medida em que somos impregnados pelo poder sagrado e exaltante dos eventos rememorados ou reatualizados.
Assinale a única alternativa em que todas as proposições estão CORRETAS:
Sobre as constatações de Ralph Linton acerca do homem de Neandertal, assinale a opção INCORRETA:
Sobre as principais evidências destacadas pelas pesquisas em paleoantropologia, assinale a opção INCORRETA:
Analise as opções abaixo para identificar a que contém o principal postulado da Teoria Sintética.
As opções abaixo contêm as principais ideias surgidas contra o fixismo, analise-as para verificar a correspondência com seu principal representante. Assinale a opção em que NÃO existe correspondência entre a ideia e seu principal representante:
Para tanto, ele teve de se contrapor ao ideário