Questões de Concurso
Comentadas sobre testes, procedimentos e técnicas de auditoria em auditoria
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Dutchi, Hillison e Pacini (2004) afirmam que, em geral, os resultados da análise digital com base na LB [Lei de Bendford] são mais confiáveis se toda a conta contábil for analisada, ao invés de amostrada, uma vez que, quanto maior o número de transações ou itens no conjunto de dados, mais precisa será a análise.
(Adaptado de: SILVA, Archibald de Araujo. Estimativa do valor do imposto com base na Lei de Bendford)
Acerca da análise mencionada:
I. Muitas vezes, nesses casos de observação de levantamento físico, o auditor tem de aguçar seus sentidos e lançar mão de toda a sua argúcia. [...]
II. Grandes pilhas [desordenadas] de material do tipo que não proporciona alternativa [...]; líquidos em tanques [...]; grandes quantidades de peças pequenas.
(Adaptado de: CREPALDI, Silvio Aparecido; CREPALDI, Guilherme Simões. Auditoria fiscal e tributária)
O primeiro aborda um teste substantivo aplicável ao saldo de uma das contas do ativo, enquanto o segundo aborda exemplos de dificuldades possivelmente encontradas no procedimento. A conta mais adequada aos trechos mencionados é a de
“Um motorista para seu caminhão em frente ao mercado e oferece:
− Seu João, eu tenho uma carga de arroz sem nota fiscal que estou vendendo pela metade do preço. Percebendo a oportunidade, o comerciante prontamente aceita a proposta, mas pede a um funcionário que fique atento à fiscalização. Em meio à descarga, volta o funcionário alertando que uma viatura se aproximava. O comerciante, então, pediu aos empregados que invertessem o procedimento, tornando a carregar a mercadoria no caminhão.
− Venda grande, não é Seu João! – exclama a autoridade administrativa.
− Ah, sim! A melhor do ano! – responde o comerciante.
− E todo esse arroz já tem nota fiscal?
− Ainda não, porque precisa ver quanto vai caber na caçamba.
− Ah, Seu João, o senhor sabe que a emissão é obrigatória antes do carregamento. Vou ter que multá-lo!
− Nem se dê ao trabalho, pois não quero nenhuma pendência com o fisco! Pessoal: a venda tá desfeita! Pode descarregar toda a mercadoria!”
(Anedota popular, com adaptações)
A curta história acima poderia não ter o mesmo desfecho na prática moderna de auditoria tributária porque
Diante de uma quantidade muito grande de dados a serem auditados, o auditor pode utilizar a amostragem estatística, a fim de selecionar uma amostra e sobre ela emitir uma opinião que represente a população como um todo. Nessa abordagem, ele pode adotar a estratificação, que é o processo de dividir uma população em subpopulações, sendo cada uma delas um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente, valor monetário).
Os testes de controle são procedimentos utilizados pelo auditor para avaliar a eficácia do sistema de controles internos (SCI). Caso constate fragilidades no SCI relacionadas à detecção de erros ou fraudes relevantes, o auditor deverá aumentar o volume e a extensão dos testes substantivos.
Considere-se que o auditor, ao comparar o saldo da conta de fornecedores de um exercício para o outro, tenha constatado uma variação percentual abrupta em relação a anos anteriores e sobre isso tenha questionado verbalmente o contador da entidade, que informou que a empresa estava em processo de expansão de suas atividades, necessitando adquirir mais matéria-prima. Nessa situação hipotética, o auditor utilizou-se, respectivamente, das técnicas (ou procedimentos) de revisão analítica e de indagação.

Como resultado do trabalho, considerando que a empresa não registrou ajuste algum na conta de estoques de mercadorias para revenda até o momento, o auditor deve: