Questões de Concurso Sobre políticas públicas em biblioteconomia

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Q4178093 Biblioteconomia
Analise os momentos históricos abaixo:

I - A criação de grandes bibliotecas públicas financiadas com impostos, com o objetivo de oferecer educação gratuita e acesso à leitura para toda a sociedade democrática;
II - O modelo de bibliotecas nacionais começa a se formar, servindo para preservar a memória literária e científica de cada nação e abrir espaço para a circulação do conhecimento entre a população;
III - O surgimento de sistemas de catalogação unificados (como o formato MARC) e a consolidação de normas de classificação estruturadas facilitaram o intercâmbio de informações.

A ordem cronológica dos itens acima é:
Alternativas
Q4162669 Biblioteconomia
No livro Contextos formativos e operacionais das bibliotecas escolares e públicas brasileiras, ao tratar da universalização das bibliotecas escolares, retoma-se a previsão de criação do Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares - SNBE. Entre as funções básicas atribuídas a esse sistema, consta(m):

I. Incentivar a implantação de bibliotecas escolares em todas as instituições de ensino do País.
II- Subordinar as bibliotecas escolares aos setores administrativos das secretarias municipais de educação.
III. Converter as bibliotecas escolares em unidades autônomas de custodia documental desvinculadas do currículo.

Está(ão) INCORRETA(S) :
Alternativas
Q4122089 Biblioteconomia
De acordo com o Decreto n° 12.166/2024, que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita, são consideradas linhas de ação para a promoção e difusão da escrita:
Alternativas
Q4122065 Biblioteconomia
A Agenda 2030 (ONU, 2015) estabelece objetivos globais para o desenvolvimento sustentável, enquanto o Manifesto da Biblioteca Pública (IFLA/UNESCO, 2022) define princípios e funções da biblioteca como instituição social. Considerando a relação entre esses documentos, assinale a alternativa que expressa corretamente essa articulação em uma situação concreta de atuação da biblioteca pública.
Alternativas
Q4089657 Biblioteconomia
As políticas públicas de leitura constituem instrumentos de promoção da cidadania e da inclusão social, articulando ações do Estado, da sociedade civil e das instituições culturais. Sobre as políticas públicas de leitura brasileiras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4081292 Biblioteconomia

O texto seguinte servirá de base para responder a questão


Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil


As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.


Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.


Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.


Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas, bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.


As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.


Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida."


A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.


De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.


Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.


Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.


O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.


Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.


Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.


O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".


"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.

A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.

(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.

(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.

(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil. Assinale a alternativa com a sequência correta:

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4075575 Biblioteconomia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida." 
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.
O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
Assinale a alternativa que apresenta o mais adequado resumo do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil":
Alternativas
Q4075572 Biblioteconomia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida." 
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.
O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
A partir da leitura do texto "Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil", analise as afirmações a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Para além da relação de empréstimo de livros, as bibliotecas públicas possibilitam acesso a outras atividades culturais, como saraus, peças de teatro e recitais.
(__) A mercadorização do conhecimento é a causa de as bibliotecas públicas e escolares estarem sendo fechadas desde 2015.
(__) Além das questões culturais, as bibliotecas públicas também podem incentivar pessoas a buscarem por formação na área da Biblioteconomia.
(__) A falta de políticas públicas é um dos reflexos do fechamento das bibliotecas públicas e escolares no Brasil.
Assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Q4062658 Biblioteconomia
As políticas públicas de leitura visam reduzir as desigualdades educacionais e promover a cidadania por meio do fomento ao livro e ao hábito de ler em diversas camadas da população. Acerca das estratégias de implementação dessas políticas, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O fomento à leitura envolve a formação de mediadores, como professores e bibliotecários, para atuar em programas de incentivo em bibliotecas e escolas.
(__)As políticas de leitura devem focar na distribuição de obras clássicas para elites intelectuais, desconsiderando a produção literária de comunidades periféricas.
(__)O incentivo à leitura na primeira infância é uma estratégia que contribui para o desenvolvimento cognitivo e para a formação de futuros leitores críticos.
(__)A criação de bibliotecas em presídios e hospitais é uma ação de inclusão social que utiliza a leitura como ferramenta de humanização e ressocialização. 

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4062655 Biblioteconomia
A Política Nacional do Livro e Leitura − PNLL atua como um marco para a democratização do acesso à cultura escrita e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro. Sobre os objetivos estratégicos e eixos de atuação definidos para esta política, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FCPC Órgão: UFC Prova: FCPC - 2026 - UFC - Bibliotecário-Documentalista |
Q3900269 Biblioteconomia
A definição de políticas culturais para a leitura pública exige a compreensão de categorias econômicas que justifiquem o investimento estatal. Ao analisar a provisão de livros e serviços bibliotecários, a teoria econômica frequentemente os classifica como "bens de mérito". Essa classificação implica que:
Alternativas
Q3717269 Biblioteconomia
 O Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE) foi criado com o objetivo de fortalecer e organizar as bibliotecas escolares em todo o país, garantindo seu funcionamento adequado e sua integração ao processo educativo.
Julgue as alternativas a seguir e assinale a alternativa correta sobre suas atribuições: 
Alternativas
Q3686827 Biblioteconomia
Assinale a alternativa que indica o nome correto do setor/seção que atende diretamente o usuário, sendo encarregado de auxiliar os usuários no processo de empréstimo e devolução, responder perguntas sobre a disponibilidade de materiais e fornecer orientação sobre as políticas da biblioteca. 
Alternativas
Q3620498 Biblioteconomia
As políticas públicas de leitura no Brasil buscam promover o livro e a democratização do acesso à informação como ferramentas para a inclusão social e o exercício da cidadania. Sobre os objetivos e diretrizes dessas políticas, como a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), analise as afirmativas a seguir.

I.A Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE - Lei nº 13.696/2018) estabelece como um de seus objetivos a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura e à literatura, reconhecendo a importância das bibliotecas de acesso público, incluindo as escolares, como equipamentos culturais essenciais. 
II.O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), predecessor da PNLE, determinou que o financiamento das bibliotecas públicas passaria a ser de responsabilidade exclusiva do setor privado, por meio de leis de incentivo fiscal, isentando o Estado de investimentos diretos nesses equipamentos.
III.As políticas de inclusão social por meio da leitura focam-se unicamente na distribuição gratuita de livros para populações de baixa renda, desconsiderando a necessidade de formação de mediadores de leitura ou a criação de espaços e programações culturais nas comunidades.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3607293 Biblioteconomia
A Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), sancionada em 2018, também conhecida como “Lei Castilho”, tem como alguns de seus objetivos:
Alternativas
Q3605391 Biblioteconomia
O programa que visa transformar bibliotecas públicas em polos de cultura com inspiração em modelo internacional e eixos de transformação como expansão do horário de funcionamento, acesso a wi-fi gratuito, reorganização do acervo, capacitação de equipes, presença de autores e saraus literários, denomina-se
Alternativas
Q3601456 Biblioteconomia
Sobre as iniciativas de acesso aberto que impulsionaram a implantação dos repositórios institucionais nas universidades federais brasileiras e no mundo, analise os itens a seguir:

I em 2001, a criação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações BDTD desenvolvida pelo IBICT
II em 2002 e 2003, a instauração do acesso aberto mundial, através da assinatura das três declarações – Budapeste, Bethesda e Berlim
III em 2005 o lançamento do Manifesto Brasileiro de Livre Acesso à Informação Científica desenvolvido pelo IBICT 
IV em 2009, o lançamento do edital do IBICT FINEP/PCAL/XBDB, que objetiva a implantação de repositórios em instituições de ensino e pesquisa públicas federais, municipais ou estaduais
V em 2010, a elaboração do Relatório Brasileiro de Repositórios Digitais desenvolvido pelo IBICT

Com relação as iniciativas citadas, estão corretos os itens:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Bibliotecário |
Q3496687 Biblioteconomia
A consolidação das Bibliotecas Universitárias no Brasil se desenvolve a partir de várias iniciativas. Sobre essa questão, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Bibliotecário |
Q3496681 Biblioteconomia
O Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU), primeira iniciativa oficial de nível federal, no Brasil, trouxe diretrizes e ações para as bibliotecas universitárias, como forma de garantir condições para a definição de padrões de organização e desenvolvimento de sistemas e serviços bibliográficos nas universidades. O PNBU surge na década de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2025 - UEPB - Bibliotecário |
Q3371811 Biblioteconomia
A Ciência Aberta é um movimento global que busca tornar o conhecimento científico mais acessível, transparente e colaborativo. No contexto brasileiro, essa abordagem tem ganhado destaque, especialmente com a criação de políticas públicas e repositórios institucionais que promovem o acesso aberto à produção científica. Considerando os conceitos, finalidades e principais pilares da Ciência Aberta, analise as afirmativas abaixo:

I- A Ciência Aberta tem como uma de suas finalidades principais reduzir as barreiras de acesso ao conhecimento científico, promovendo a democratização da informação e o avanço da pesquisa.
II- Um dos pilares da Ciência Aberta é o Acesso Aberto, que defende a disponibilização gratuita e irrestrita de publicações científicas, mas apenas para pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior.
III- ACiência Cidadã é um conceito que não se relaciona com a Ciência Aberta, pois envolve apenas a participação de pesquisadores profissionais em projetos científicos.
IV- O uso de Repositórios Institucionais e a adoção de Licenças Creative Commons são práticas essenciais para a construção da Ciência Aberta, pois facilitam o compartilhamento e a reutilização de dados e publicações.
V- A Transparência e a Reprodutibilidade são princípios fundamentais da Ciência Aberta, garantindo que os métodos e resultados das pesquisas sejam acessíveis e passíveis de verificação pela comunidade científica.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
1: C
2: E
3: D
4: C
5: A
6: B
7: B
8: B
9: A
10: D
11: C
12: C
13: D
14: E
15: A
16: A
17: A
18: C
19: D
20: A