Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia urbana em arquitetura
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Quanto ao dimensionamento e à programação dos equipamentos públicos e comunitários, julgue o item .
A partir da década de 1980, os governos locais de diferentes países assumiram um papel regulador na configuração da paisagem urbana. As intervenções realizadas no período atrelavam a ideia do redesenho urbanístico à indução da valorização do solo urbano.
De acordo com as autoras do livro Arquitetura paisagística contemporânea no Brasil, assinale a alternativa que apresenta o projeto que não pode ser caracterizado por intervenções emblemáticas implantadas nesse período como solução de desenho urbano na busca de incentivo à noção de pertencimento e cidadania e reversão do processo de degradação urbana.
Leia a afirmativa abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
“_____________________ é a linha formada pelos pontos mais profundos de um curso d´água, em um vale seco, é a linha do fundo do vale.”
I- Corresponde à quantidade de habitações em uma área previamente definida. II- Para esse tipo de densidade, leva-se em conta somente a área estritamente utilizada para fins residenciais, retirando as demais de uso público. III- Calculada a partir da área do tecido urbano como um todo, incluindo logradouros públicos e bens de usos comum (ruas, passeios, praças, jardins, entre outros elementos de uso público). IV- Quantidade de área construída em uma determinada área previamente delimitada (por exemplo: loteamento, quadra, um lote).
Os itens I, II, III e IV correspondem, correta e respectivamente:
I. A subdivisão das quadras em lotes, com as respectivas dimensões e numeração. II. As dimensões lineares e angulares do projeto, sem raios, cordas, arcos, pontos de tangência e ângulos centrais das vias. III. A indicação dos marcos de alinhamento localizados nos ângulos de curvas e vias projetadas. IV. Os perfis longitudinais e transversais de todas as vias de circulação e praças. V. A indicação em planta e perfis de todas as linhas de escoamento das águas pluviais.
I. estrutura de acessibilidade e transporte. II. conforto térmico e/ou acústico. III. poluição e sanitaridade. IV. adequação de regiões residenciais, comerciais e industriais. V. sensação de segurança. VI. locais de permanência e mobiliário urbano. VII. adequação da geografia e desníveis - circulação de pededrestes. VIII. iluminação e possibilidade de tráfego de pedestres.
I. O crescimento espontâneo da cidade pode ser classificado como informal, sendo considerado como formal somente o crescimento nas áreas caracterizadas pela concentração de investimento imobiliários e intervenção do Poder Público.
II. A qualidade de vida da população é impactada diretamente a degradação física e ambiental do espaço urbano.
III. Quando existem ocupações desregradas (morros, encostas entre outros) em áreas ambientalmente sensíveis, o planejamento urbano demonstra ineficiente, principalmente em situações de desastres.
A arquitetura paisagística combina arte e ciência para configurar os ambientes urbanos. O arquiteto paisagista frequentemente participa de projetos de desenho urbano, por suas habilidades e pelo escopo que conecta a profissão às necessidades do contexto urbano. Muitos projetos no mundo todo podem exemplificar interconexões entre o desenho urbano e o paisagismo. O desenho urbano pode ser considerado uma prática antiga, apesar de ser uma disciplina de meados do século XX, pois há milênios que as paisagens habitadas vêm sendo configuradas conscientemente. Justamente por isso é que a história da arquitetura e a evolução da forma urbana são muito importantes para a compreensão dessa interconexão. Considerando-se WATERMAN, em relação à evolução da forma urbana e aos primeiros projetos urbanos, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Há cerca de 10 mil anos, os seres humanos começaram a cultivar o solo e deixaram de ser apenas caçadores e coletores. Os primeiros assentamentos eram pequenos, mas logo foi estabelecida a relação de interdependência entre as cidades e o campo que as circunda. As cidades e o campo evoluíram juntos ao longo de milênios. O paisagista Geoffrey Jellicoe separa a evolução das cidades de acordo com suas civilizações: civilizações centrais, civilizações orientais, civilizações ocidentais e civilizações modernas (a partir do século XVIII).
( ) Os primeiros povoamentos humanos eram pouco mais do que grupos de moradias, mas ainda assim as formas básicas nas quais hoje vivemos já tinham sido estabelecidas. As casas eram distribuídas em torno de uma lareira e havia áreas definidas para estar, trabalhar e dormir. Esses assentamentos geralmente apresentavam ruas que conectavam as habitações e também havia áreas para o descarte de lixo doméstico. O transporte de alimentos e bens, o manuseio do lixo e a disponibilização de lugares para reunião e troca de ideias são comuns a todos os povoados humanos, em todas as civilizações e partes do mundo.
( ) Com a Revolução Industrial, as cidades cresceram exponencialmente, rompendo os limites de suas muralhas medievais e se espalhando pelo campo. Muitos de nossos problemas contemporâneos têm suas raízes nesse enorme crescimento e nos veículos que foram desenvolvidos para nos servir – do trem a vapor ao automóvel.
Qualquer terreno com declividade está exposto aos efeitos das chuvas e da erosão, dependendo da natureza do material, do ângulo da inclinação e da cobertura vegetal. Com relação a terrenos com pouca declividade, em função de sua cobertura, marcar C para as afirmativas Corretas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Declividade < 0,5%: o escoamento da chuva ocorrerá se o terreno possuir área pavimentada ou adequadamente drenada.
( ) Declividade < 0,5 a 1,9%: terreno com bom escoamento, podendo ser utilizado um gramado, não sendo conveniente colocar árvores.
( ) Declividade > 2%: a água da chuva não escoa, devendo ser usada como reserva ecológica ou drenada, sendo essa a solução geralmente mais cara.
O Brasil é um país de cidades novas. A maior parte de seus núcleos urbanos surgiu no século passado. Há cidades, entretanto, que já existem há bastante tempo. Coevas dos primeiros tempos da colonização, algumas delas já ultrapassaram inclusive a marca do quarto centenário. Poucas são as cidades brasileiras, entretanto, que ainda apresentam vestígios materiais consideráveis do passado. [...] Há, entretanto, algo novo acontecendo em todas elas. Independente de qual tenha sido o estoque de materialidades históricas que tenham conseguido salvar da destruição, as cidades do país vêm hoje engajando-se decisivamente num movimento de preservação do que sobrou de seu passado, numa indicação flagrante de que muita coisa mudou na forma como a sociedade brasileira se relaciona com suas memórias.
(ABREU, Maurício. Sobre a memória das cidades. In: CARLOS, Ana Fani A. et al (orgs). A Produção do Espaço Urbano. Agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2012. P. 21 e 22)
Depreende-se do texto que o autor