Questões de Concurso
Comentadas sobre história da arquitetura e urbanismo em arquitetura
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A história da arquitetura e do urbanismo não se limita à sucessão de estilos formais, mas envolve transformações profundas na maneira de compreender o papel do arquiteto, da cidade e da própria produção do espaço.
Do humanismo renascentista ao urbanismo moderno e às críticas do século XX, consolidaram-se diferentes matrizes teóricas que redefiniram conceitos como projeto, função, memória e vida urbana.
Considerando esse percurso histórico-conceitual, analise as assertivas abaixo assinalando (V), se verdadeira ou (F), se falsa.
( ) A formulação teórica renascentista, particularmente em Alberti, contribui para afirmar a arquitetura como atividade intelectual autônoma, distinguindo concepção projetual e execução construtiva.
( ) O urbanismo moderno defendido por Le Corbusier valoriza a continuidade morfológica das cidades históricas e preserva a rua tradicional como núcleo estruturador da vida coletiva.
( ) Para Aldo Rossi, a cidade deve ser interpretada como construção histórica coletiva, na qual determinados elementos urbanos persistem como suportes materiais da memória.
( ) Jane Jacobs critica o urbanismo funcionalista ao argumentar que a vitalidade urbana depende da diversidade de usos, da densidade equilibrada e da presença ativa de pessoas no espaço público.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo:
Assinale a alternativa que corretamente caracteriza essa adaptação do modernismo à realidade brasileira.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cobogó é solução 'caseira' para viver no Brasil que bate recorde de calor?
No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor.
Mas o que faria esse prisma retangular de concreto entrar na história da arquitetura brasileira está apenas em dois dos lados de sua fachada.
Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó.
Era a primeira vez que um edifício de expressão aparecia "vazado" - um estilo que seria replicado nas décadas seguintes em dezenas de prédios do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo, além de casas Brasil afora.
Depois de cair em certo esquecimento, a peça tem sido redescoberta por arquitetos nos últimos anos e é vista com potencial de refrescar ambientes em tempos de calor extremo.
É que o cobogó faz uma barreira contra o Sol, ao mesmo tempo que deixa passar alguma luminosidade. Também oferece alguma privacidade para quem está dentro, que consegue ver quem está fora.
E, o mais importante, permite que o vento circule.
Essa peça, que surgiu na indústria da construção pernambucana, acabou fazendo parte de estratégias usadas pelos arquitetos modernistas do século 20 para amenizar o calor em épocas em que o ar-condicionado não havia se popularizado ou sequer sido introduzido no Brasil.
Ele pode criar uma zona de proteção ou de transição num edifício, funcionando como 'colchão' de ar", explica a arquiteta Guilah Naslavsky, especialista em modernismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
"O cobogó é uma solução bioclimática, um ícone que combina a sustentabilidade com a poética da arquitetura brasileira", afirma Marcella Arruda, co-curadora da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na caixa-d'água de Olinda, por exemplo, a fachada de cobogós, ao ser barreira de Sol e permitir a passagem de vento, auxiliava para amenizar o calor incidente nas tubulações, preservando e resfriando a temperatura das águas no tanque.
É uma "climatização passiva" que ocorre no edifício por si só.
Hoje, os prédios construídos no quente Recife, como em tantas cidades brasileiras, pouco utilizam dessas estratégias que fizeram na história ali.
Em endereços mais nobres, fachadas são completamente fechadas em vidros verdes e azuis, um material conhecido por absorver e irradiar calor. Muitas vezes, sem varandas.
De acordo com o texto-base, a comparação feita pelo autor entre a caixa-d'água de Olinda e os prédios modernos de cidades como Recife indica que:
Dos elementos constituintes do projeto listados a seguir, assinale o que é um dos pontos da arquitetura moderna formulados por Le Corbusier.
O seguinte arquiteto foi contratado para a realização do projeto de construção desse conjunto que se tornou Patrimônio Mundial da Unesco:
Assinale a afirmativa correta a respeito da identificação desse arquiteto e da referida exposição.
Essas duas exposições alemães – a INTERBAU 57 e a IBA 87 - podem ser classificadas, respectivamente, como
Sobre os estilos arquitetônicos e urbanísticos, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
Sobre a história da arquitetura, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
( ) Dedicada à Virgem Maria, é um templo católico da Itália, localizado na cidade de Pisa.
( ) Seu estilo românico incorporou elementos de tradições árabes, lombardas, bizantinas e clássicas, configurando a versão toscana do estilo.
( ) As paredes são construídas com faixas alternadas de mármore branco e negro, e sobre o transepto foi instalada uma original cúpula em forma de elipse, afrescada por dentro com uma cena da Virgem na glória com santos, pintada por Orazio e Girolamo Riminaldi entre 1627 e 1631.
( ) A construção começou em 1064 e foi concluída em 1092. Ampliações adicionais e uma nova fachada foram construídas no século XII, e o telhado foi substituído após danos causados por um incêndio em 1595.