Questões de Concurso
Comentadas sobre história da arquitetura e urbanismo em arquitetura
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I.O arco ogival e a abóbada de nervuras contribuíram para a organização estrutural característica de numerosas construções góticas.
II.O emprego de arcobotantes possibilitou redistribuir parte das forças exercidas pelas coberturas, favorecendo paredes com maiores aberturas.
III.Os vitrais desempenharam função ornamental desvinculada da arquitetura, uma vez que as imagens neles representadas eram concebidas independentemente do espaço construído.
IV.A verticalidade e a entrada de luz por grandes vitrais constituem características recorrentes na experiência espacial de muitas catedrais góticas.
É correto o que se afirma em:
I. Os pilotis liberam o térreo da edificação, elevando o volume principal e possibilitando a continuidade do espaço público sob a construção.
II. O terraço-jardim proposto por Le Corbusier tem função exclusivamente estética, compensando a área verde suprimida pela implantação da edificação.
III. A planta livre é viabilizada pelo sistema estrutural em concreto armado, que transfere as cargas da laje para pilares independentes, liberando as vedações de função estrutural.
IV. A fachada livre decorre diretamente da planta livre, pois a fachada, desvinculada da estrutura, pode ser tratada de forma independente e contínua.
Sobre a história das teorias urbanísticas e a evolução das formas urbanas, analise as afirmativas a seguir:
I. A cidade medieval europeia caracterizava-se por uma estrutura espacial predominantemente orgânica, adaptada à topografia local, com ruas estreitas e tortuosas dispostas de forma radiocêntrica ou linear ao redor de marcos de poder local (como a catedral ou o castelo) e delimitadas por muralhas defensivas.
II. Diante das crises epidêmicas e do crescimento desordenado decorrentes da Revolução Industrial, o urbanismo do século XIX consolidou o modelo higienista, caracterizado por intervenções cirúrgicas de saneamento, abertura de grandes bulevares lineares para circulação de ar, luz e forças militares, e a implementação de infraestruturas técnicas subterrâneas de água e esgoto, conforme exemplificado pelas reformas de Haussmann em Paris.
III. O urbanismo modernista do século XX, consolidado em congressos internacionais e propostas teóricas como a Carta de Atenas, rompeu com a estrutura tradicional da rua-corredor e propôs uma cidade racional baseada no zoneamento funcional rígido, dividida em quatro funções essenciais: habitar, trabalhar, recrear (cultivar o corpo e o espírito) e circular.
IV. As propostas das "Cidades-Jardins", concebidas no final do século XIX, defendiam a abolição completa de qualquer planejamento estrutural ou limites de crescimento urbano, estimulando a fusão descontrolada das metrópoles industriais em uma mancha conurbada infinita e de altíssima densidade construtiva.
Estão CORRETAS:
Associe os arquitetos às respectivas obras.
1. Le Corbusier
2. Walter Gropius
3. Mies van der Rohe e Lilly Reich
4. Frank Lloyd Wright
5. Alvar Aalto
( ) Casa da Cascata (Fallingwater)
( ) Villa Savoye
( ) Pavilhão de Barcelona
( ) Edificio da Bauhaus em Dessau
( ) Sanatório de Paimio
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
A história da arquitetura e do urbanismo não se limita à sucessão de estilos formais, mas envolve transformações profundas na maneira de compreender o papel do arquiteto, da cidade e da própria produção do espaço.
Do humanismo renascentista ao urbanismo moderno e às críticas do século XX, consolidaram-se diferentes matrizes teóricas que redefiniram conceitos como projeto, função, memória e vida urbana.
Considerando esse percurso histórico-conceitual, analise as assertivas abaixo assinalando (V), se verdadeira ou (F), se falsa.
( ) A formulação teórica renascentista, particularmente em Alberti, contribui para afirmar a arquitetura como atividade intelectual autônoma, distinguindo concepção projetual e execução construtiva.
( ) O urbanismo moderno defendido por Le Corbusier valoriza a continuidade morfológica das cidades históricas e preserva a rua tradicional como núcleo estruturador da vida coletiva.
( ) Para Aldo Rossi, a cidade deve ser interpretada como construção histórica coletiva, na qual determinados elementos urbanos persistem como suportes materiais da memória.
( ) Jane Jacobs critica o urbanismo funcionalista ao argumentar que a vitalidade urbana depende da diversidade de usos, da densidade equilibrada e da presença ativa de pessoas no espaço público.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo:
“É preciso fazer cantar o ponto de apoio”
“Procuro o valor da força da gravidade, não pelos processos de fazer coisas fininhas, uma atrás das outras, de modo que o leve seja leve por ser leve. O que me encanta é usar formas pesadas e chegar perto da terra e, dialeticamente, negá-las”.
A primeira frase é atribuída pela crítica de arquitetura a
Assinale a alternativa que corretamente caracteriza essa adaptação do modernismo à realidade brasileira.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cobogó é solução 'caseira' para viver no Brasil que bate recorde de calor?
No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor.
Mas o que faria esse prisma retangular de concreto entrar na história da arquitetura brasileira está apenas em dois dos lados de sua fachada.
Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó.
Era a primeira vez que um edifício de expressão aparecia "vazado" - um estilo que seria replicado nas décadas seguintes em dezenas de prédios do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo, além de casas Brasil afora.
Depois de cair em certo esquecimento, a peça tem sido redescoberta por arquitetos nos últimos anos e é vista com potencial de refrescar ambientes em tempos de calor extremo.
É que o cobogó faz uma barreira contra o Sol, ao mesmo tempo que deixa passar alguma luminosidade. Também oferece alguma privacidade para quem está dentro, que consegue ver quem está fora.
E, o mais importante, permite que o vento circule.
Essa peça, que surgiu na indústria da construção pernambucana, acabou fazendo parte de estratégias usadas pelos arquitetos modernistas do século 20 para amenizar o calor em épocas em que o ar-condicionado não havia se popularizado ou sequer sido introduzido no Brasil.
Ele pode criar uma zona de proteção ou de transição num edifício, funcionando como 'colchão' de ar", explica a arquiteta Guilah Naslavsky, especialista em modernismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
"O cobogó é uma solução bioclimática, um ícone que combina a sustentabilidade com a poética da arquitetura brasileira", afirma Marcella Arruda, co-curadora da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na caixa-d'água de Olinda, por exemplo, a fachada de cobogós, ao ser barreira de Sol e permitir a passagem de vento, auxiliava para amenizar o calor incidente nas tubulações, preservando e resfriando a temperatura das águas no tanque.
É uma "climatização passiva" que ocorre no edifício por si só.
Hoje, os prédios construídos no quente Recife, como em tantas cidades brasileiras, pouco utilizam dessas estratégias que fizeram na história ali.
Em endereços mais nobres, fachadas são completamente fechadas em vidros verdes e azuis, um material conhecido por absorver e irradiar calor. Muitas vezes, sem varandas.
De acordo com o texto-base, a comparação feita pelo autor entre a caixa-d'água de Olinda e os prédios modernos de cidades como Recife indica que:
O arquiteto responsável pelo projeto foi
Dos elementos constituintes do projeto listados a seguir, assinale o que é um dos pontos da arquitetura moderna formulados por Le Corbusier.
O seguinte arquiteto foi contratado para a realização do projeto de construção desse conjunto que se tornou Patrimônio Mundial da Unesco: