Questões de Concurso Sobre conforto ambiental em arquitetura

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Q3884526 Arquitetura
O aproveitamento da luz natural reduz o consumo de energia elétrica e melhora o bem-estar dos usuários. No entanto, a incidência direta de luz solar sobre superfícies de trabalho pode causar ofuscamento e ganho térmico excessivo. Para controlar a luz natural em um grande escritório de planta profunda ("open plan"), qual estratégia arquitetônica é mais eficiente para redistribuir a luz para o fundo da sala? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3884524 Arquitetura
O projeto arquitetônico eficiente deve responder adequadamente à trajetória solar para minimizar o ganho térmico no verão e maximizá-lo no inverno (em climas temperados) ou controlar a insolação excessiva nos trópicos. Considerando uma edificação localizada em uma cidade brasileira na latitude 23°S (Trópico de Capricórnio), assinale a alternativa correta sobre as estratégias de proteção solar (brises).
Alternativas
Q3884503 Arquitetura

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cobogó é solução 'caseira' para viver no Brasil que bate recorde de calor?



No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor.


Mas o que faria esse prisma retangular de concreto entrar na história da arquitetura brasileira está apenas em dois dos lados de sua fachada.


Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó.


Era a primeira vez que um edifício de expressão aparecia "vazado" - um estilo que seria replicado nas décadas seguintes em dezenas de prédios do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo, além de casas Brasil afora.


Depois de cair em certo esquecimento, a peça tem sido redescoberta por arquitetos nos últimos anos e é vista com potencial de refrescar ambientes em tempos de calor extremo.


É que o cobogó faz uma barreira contra o Sol, ao mesmo tempo que deixa passar alguma luminosidade. Também oferece alguma privacidade para quem está dentro, que consegue ver quem está fora.


E, o mais importante, permite que o vento circule.


Essa peça, que surgiu na indústria da construção pernambucana, acabou fazendo parte de estratégias usadas pelos arquitetos modernistas do século 20 para amenizar o calor em épocas em que o ar-condicionado não havia se popularizado ou sequer sido introduzido no Brasil.


Ele pode criar uma zona de proteção ou de transição num edifício, funcionando como 'colchão' de ar", explica a arquiteta Guilah Naslavsky, especialista em modernismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


"O cobogó é uma solução bioclimática, um ícone que combina a sustentabilidade com a poética da arquitetura brasileira", afirma Marcella Arruda, co-curadora da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.


Na caixa-d'água de Olinda, por exemplo, a fachada de cobogós, ao ser barreira de Sol e permitir a passagem de vento, auxiliava para amenizar o calor incidente nas tubulações, preservando e resfriando a temperatura das águas no tanque.


É uma "climatização passiva" que ocorre no edifício por si só. 


Hoje, os prédios construídos no quente Recife, como em tantas cidades brasileiras, pouco utilizam dessas estratégias que fizeram na história ali.


Em endereços mais nobres, fachadas são completamente fechadas em vidros verdes e azuis, um material conhecido por absorver e irradiar calor. Muitas vezes, sem varandas.




"Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó."

Considerando o texto-base, é correto afirmar que o reaparecimento do cobogó na arquitetura contemporânea está relacionado principalmente:
Alternativas
Q3884502 Arquitetura

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cobogó é solução 'caseira' para viver no Brasil que bate recorde de calor?



No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor.


Mas o que faria esse prisma retangular de concreto entrar na história da arquitetura brasileira está apenas em dois dos lados de sua fachada.


Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó.


Era a primeira vez que um edifício de expressão aparecia "vazado" - um estilo que seria replicado nas décadas seguintes em dezenas de prédios do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo, além de casas Brasil afora.


Depois de cair em certo esquecimento, a peça tem sido redescoberta por arquitetos nos últimos anos e é vista com potencial de refrescar ambientes em tempos de calor extremo.


É que o cobogó faz uma barreira contra o Sol, ao mesmo tempo que deixa passar alguma luminosidade. Também oferece alguma privacidade para quem está dentro, que consegue ver quem está fora.


E, o mais importante, permite que o vento circule.


Essa peça, que surgiu na indústria da construção pernambucana, acabou fazendo parte de estratégias usadas pelos arquitetos modernistas do século 20 para amenizar o calor em épocas em que o ar-condicionado não havia se popularizado ou sequer sido introduzido no Brasil.


Ele pode criar uma zona de proteção ou de transição num edifício, funcionando como 'colchão' de ar", explica a arquiteta Guilah Naslavsky, especialista em modernismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


"O cobogó é uma solução bioclimática, um ícone que combina a sustentabilidade com a poética da arquitetura brasileira", afirma Marcella Arruda, co-curadora da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.


Na caixa-d'água de Olinda, por exemplo, a fachada de cobogós, ao ser barreira de Sol e permitir a passagem de vento, auxiliava para amenizar o calor incidente nas tubulações, preservando e resfriando a temperatura das águas no tanque.


É uma "climatização passiva" que ocorre no edifício por si só. 


Hoje, os prédios construídos no quente Recife, como em tantas cidades brasileiras, pouco utilizam dessas estratégias que fizeram na história ali.


Em endereços mais nobres, fachadas são completamente fechadas em vidros verdes e azuis, um material conhecido por absorver e irradiar calor. Muitas vezes, sem varandas.




"No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor."

De acordo com o texto-base, a comparação feita pelo autor entre a caixa-d'água de Olinda e os prédios modernos de cidades como Recife indica que:
Alternativas
Q3881641 Arquitetura
A energia solar térmica é amplamente utilizada para aquecimento de água em residências, piscinas etc. O coletor solar térmico, um sistema bastante comum, capta a radiação solar e a transforma em calor, transferindo-o para a água armazenada.

Das etapas abaixo, assinale a que não faz parte do processo de funcionamento desse sistema.
Alternativas
Q3881639 Arquitetura

Q60.png (328×312)


Corte transversal de um espaço com iluminação lateral, com uma prateleira de luz estendida (interna e externa) e principais parâmetros dimensionais.



Light-shelves ou prateleiras de luz são elementos arquitetônicos que representam boas soluções passivas de iluminação natural quando orientadas para a fachada norte ou sul, tendo o devido dimensionamento, porque

Alternativas
Q3881638 Arquitetura
Avalie se os itens a seguir constituem estratégia passiva de conforto térmico em edificações implantadas em clima tropical ou equatorial:

I. Orientação solar adequada.
II. Ventilação natural.
III. Uso de vegetação para sombreamento.
IV. Uso de vidros espelhados e iluminação com teto de vidro.

Estão corretos os itens
Alternativas
Q3874291 Arquitetura
O objetivo do projeto de arquitetura bioclimática é prover um ambiente construído com conforto físico, sadio e agradável, adaptado ao clima local, que minimize o consumo de energia convencional e precise da instalação da menor potência elétrica possível. Nesse foco, as estratégias de projeto para conseguir um bom nível de conforto em clima tropical úmido são:
-Controlar os ganhos de calor.
-Dissipar a energia térmica do interior do edifício.
-Remover a umidade em excesso e promover o movimento de ar.
-Promover o uso da iluminação natural e
-Controlar o ruído.
De acordo com a obra Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos – Revan/2003, é uma das estratégias para aumentar a dissipação de energia do espaço habitado: 
Alternativas
Q3874290 Arquitetura
O diagrama solar é um instrumento de grande utilidade nas mãos de um arquiteto, pois fornece dados importantes do movimento aparente do Sol, em função do eixo Norte-Sul geográfico. De acordo com a obra Topografia para arquitetos/2003, os dados obtidos através do diagrama solar são o azimute solar e a altura solar. O que é o azimute solar? 
Alternativas
Q3874287 Arquitetura
A Norma de Desempenho, NBR ABNT 15.575 – Partes 1 a 6, tem como foco os requisitos dos usuários para o edifício habitacional e seus sistemas quanto ao comportamento em uso e não na prescrição de como os sistemas são construídos. A norma NBR ABNT 15.575-3:2021 estabelece que os sistemas de piso devem apresentar desempenho mínimo de pressão sonora padronizado ponderado, L’nT,w, para propiciar condições mínimas de isolamento acústico entre áreas comuns e ambientes de unidades habitacionais, bem como entre unidades habitacionais distintas.
Qual o desempenho mínimo em dB, de acordo com essa Norma, para ruídos de impacto em sistema de piso de uma habitação do tipo estúdio? 
Alternativas
Q3874286 Arquitetura
A NBR ABNT 10.152/2017 – Versão corrigida 2020 trata dos níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações. Para fins de avaliação sonora, elaboração de estudos e de projetos, a norma é muito importante, pois apresenta valores de referência para diferentes finalidades de uso de ambientes internos de uma edificação.
De acordo com esta norma, sem a tolerância admitida, qual o valor de referência máximo, RLASmax (dB), para ambientes internos de clínicas e hospitais? 
Alternativas
Q3874285 Arquitetura
Conforme a NBR ABNT 5.461:1991 – Iluminação (Terminologia), que define os termos relacionados à Luminotécnica, iluminação é a aplicação de luz a uma cena e/ou a objetos, e suas circunvizinhanças, para que possam ser vistos de maneira adequada.
De acordo com essa Norma, o que é iluminação semi-indireta?
Alternativas
Q3872258 Arquitetura

Em edificações localizadas em clima quente e úmido, a estratégia mais adequada de conforto térmico passivo é: 

Alternativas
Q3867588 Arquitetura
Em relação ao desempenho acústico das edificações, assinale a única alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESGRANRIO Órgão: Caixa Prova: CESGRANRIO - 2026 - Caixa - Arquiteto |
Q3862566 Arquitetura

Um arquiteto foi contratado para elaborar um projeto de um espaço comercial com demanda constante por iluminação uniforme e estável ao longo do dia, tendo, como princípio, o aproveitamento das contribuições da iluminação natural para a eficiência energética e o conforto térmico na edificação. A principal solução adotada por ele consistiu em sistema de iluminação natural tubular que utilizasse refletores internos para direcionar a luz solar captada no telhado até o interior do edifício, iluminando os espaços com pouca ou nenhuma abertura para o exterior. Além de economizar energia elétrica ao maximizar a luz natural em áreas internas, consegue minimizar o ganho de calor, pois a maior parte da radiação infravermelha é filtrada antes que a luz atinja os ambientes internos.


Nesse caso, conclui-se que o arquiteto aplicou, em seu projeto, o sistema de

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESGRANRIO Órgão: Caixa Prova: CESGRANRIO - 2026 - Caixa - Arquiteto |
Q3862563 Arquitetura

Projetos arquitetônicos devem apresentar soluções de design e estratégias de construção especificamente adaptadas para garantir o conforto ambiental em diferentes zonas climáticas.


Considerando-se o conforto ambiental das edificações nas regiões de clima quente e seco no Brasil, como na cidade de Brasília, onde a mínima (noturna) é de 15,4°C e a máxima (diurna) de 30,7°C, um projeto arquitetônico nessa região deverá

Alternativas
Q3862117 Arquitetura
De acordo com a ABNT NBR 15215-3:2024 — Iluminação natural — Parte 3: Procedimentos para avaliação da iluminação natural em ambientes internos, a avaliação da iluminação natural deve considerar fatores inter-relacionados que influenciam o desempenho luminoso do ambiente. À luz dessas diretrizes, analise as afirmativas a seguir:

I - A avaliação deve considerar não apenas a disponibilidade de luz natural ao longo do tempo, mas também a obstrução causada por elementos da esquadria (caixilho) e a transmitância dos materiais translúcidos utilizados.
II - A análise de proteção contra ofuscamento é restrita a ambientes de trabalho, não devendo ser aplicada a residências, edificações educacionais ou espaços destinados a cuidados com a saúde.
III - A norma orienta que, para ambientes de trabalho, é necessária a análise do risco de exposição excessiva à luz solar direta, a fim de evitar sobreaquecimento e desconforto visual sobre planos de tarefa.
IV - O acesso à luz natural deve ser considerado para fins de regulação adequada do ciclo circadiano, independentemente da tipologia de uso do edifício.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3862116 Arquitetura
A avaliação da disponibilidade de luz natural em ambientes internos envolve parâmetros associados às condições do entorno, às características das aberturas e aos materiais empregados, bem como às propriedades das superfícies internas. Considerando essas diretrizes, analise as afirmativas a seguir:

I - Para aberturas verticais com inclinação superior a 85°, recomenda-se a adoção de fator de depreciação por sujeira de 5%, enquanto aberturas horizontais ou com inclinação inferior a 20° devem adotar fator de 15%.
II - O cálculo da iluminância de luz natural no plano de referência deve ser realizado considerando todos os instantes de um ano completo, com resolução temporal mínima de uma hora.
III - Na ausência de dados suficientes sobre o ambiente externo, a norma admite o uso de suposições razoáveis, desde que devidamente justificadas.
IV - As refletâncias sugeridas para superfícies internas situam-se, em geral, no intervalo entre 0,2 e 0,9, a depender da superfície considerada, sendo admitidos desvios, desde que formalmente justificados.
V - A transmissão visível dos vidros deve ser modelada desconsiderando a contribuição das esquadrias (caixilharia), por ser irrelevante no cálculo da disponibilidade de luz natural.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3862111 Arquitetura
O Anexo A da ABNT NBR 10152:2017 estabelece um método objetivo para a avaliação da ocorrência de som tonal, fundamentado na comparação entre o nível de pressão sonora equivalente de uma banda de 1/3 de oitava e os níveis equivalentes das duas bandas adjacentes. Esse procedimento normativo adota limites diferenciados de excedência conforme a faixa de frequências centrais analisada, reconhecendo que a percepção de tonalidade varia ao longo do espectro acústico.
Considerando estritamente o método definido no Anexo A da norma, analise as afirmativas a seguir:

I - Para que uma banda seja classificada como tonal na faixa de frequências centrais entre 16 Hz e 125 Hz, o nível equivalente dessa banda deve exceder em pelo menos 15 dB os níveis equivalentes das duas bandas de 1/3 de oitava adjacentes.
II - Para as bandas de 1/3 de oitava com frequências centrais entre 160 Hz e 400 Hz, o critério normativo de identificação de tonalidade exige que o nível equivalente da banda de interesse exceda em, no mínimo, 8 dB os níveis das bandas adjacentes.
III - Para as frequências centrais compreendidas entre 500 Hz e 10000 Hz, considera-se tonal toda banda de 1/3 de oitava cujo nível de pressão sonora equivalente supere em pelo menos 5 dB o nível das duas bandas adjacentes.
IV - Quando o som tonal estiver distribuído em duas bandas de 1/3 de oitava simultaneamente ou posicionado entre bandas adjacentes, o Anexo A recomenda a substituição do método de comparação simples pela análise espectral por Transformada Rápida de Fourier (FFT).

Com base no disposto na ABNT NBR 10152:2017, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3862110 Arquitetura
A radiação solar incidente sobre paredes opacas pode ser significativamente reduzida por elementos de sombreamento externo, como quebra-sóis. Segundo Frota e Schiffer (2003), na obra Manual do Conforto Térmico, o fluxo térmico que atravessa uma parede opaca protegida por quebra-sol pode ser expresso por:

Imagem associada para resolução da questão

Com base nessas expressões, analise as afirmativas a seguir:

I - O termo Imagem associada para resolução da questão representa apenas as perdas de calor do interior para o exterior, não estando associado à radiação solar incidente sobre a superfície externa.
II - O termo Kt) indica a parcela de fluxo térmico relacionada exclusivamente à diferença de temperatura entre o ambiente externo e o interno, independentemente da radiação solar.
III - A presença do quebra-sol é considerada apenas no termo K (Δt), não havendo influência sobre o termo Imagem associada para resolução da questão
IV - O coeficiente global de transferência térmica K multiplica tanto o termo associado à radiação solar quanto o termo associado ao gradiente de temperatura, afetando simultaneamente as duas parcelas do fluxo térmico.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
61: C
62: A
63: D
64: D
65: D
66: B
67: A
68: C
69: C
70: E
71: A
72: D
73: A
74: B
75: C
76: E
77: B
78: E
79: C
80: B