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Dia dos Namorados: como amar um concurseiro?

O concurseiro é alguém que está em processo de preparação para ser aprovado para um concurso público. Antes de conquistar a nomeação, existem fases e etapas que exigem planejamento e foco. Mas e se durante o plano de aprovação o candidato for surpreendido pelo amor? Assim como no mundo dos concursos, para amar é preciso ter tempo, dedicação e paciência. Então, como prosseguir? Como amar e se dedicar da mesma forma ao universo dos concursos?

Em um relacionamento, a decisão de um dos parceiros de prestar um concurso público acaba sendo em conjunto, que pode ser vantajosa, com apoio e uma adaptação gradual a essa nova rotina do concurseiro. No entanto, a história é um pouco diferente quando o candidato é surpreendido no meio da sua jornada. Muitos são os questionamentos dos que se veem em conflito sobre entrar num novo relacionamento nessa fase da vida.

É possível conciliar a vida amorosa e passar horas resolvendo questões de concurso? Como equilibrar o tempo e conseguir extrair o seu melhor nos dois mundos? É preciso interromper a ideia de amar e se dedicar exclusivamente aos estudos?

Por mais que tentemos controlar tudo, na vida a maioria das situações ocorrem independentemente do nosso planejamento. Seja uma aprovação para um grande concurso em que a meta era conquistar a nomeação em dois anos, ou se apaixonar somente após estar estável financeiramente.

Os concurseiros Bianca Alcaras e Sávio Luiz Carneiro provam que não é só possível se dedicar à tão sonhada vaga, como também encontrar o amor da sua vida no meio do percurso. Eles contradizem a premissa “os opostos se atraem”, pois se apaixonaram através da plataforma de estudos do Qconcursos, trilhando o mesmo propósito de vida.

Bianca Alcaras e Sávio Luiz Carneiro: imagem do casamento no civil
Bianca Alcaras e Sávio Luiz Carneiro: imagem do casamento no civil

Os planos de Bianca de prestar concurso público, que já haviam mudado quando a jovem decidiu após conclusão do curso de jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), passaram por uma nova transformação quando conheceu o Sávio em 2016.

Enquanto a concurseira resolvia questões, na plataforma do Qconcursos, da banca FGV para se preparar para a prova do IBGE, a Bianca reparou que o Sávio estava sempre comentando os mesmos assuntos e matérias que ela e provavelmente faria a mesma avaliação. A jovem entrou em contato com ele assim que descobriu que Sávio também era de Resende, no estado do Rio de Janeiro, para que trocassem materiais de estudo ou até mesmo fossem para a prova juntos.

Até se apaixonarem, ela conta o desenrolar da história dos dois:

"Conversei com o Sávio, e ele faria a prova para curso superior e eu para médio. Durante um mês trocamos dicas de estudo pela plataforma do QC. No dia da prova, 17 de abril, marcamos de nos encontrar no shopping assim que acabasse. Lembro com muita nitidez. Ele era muito diferente do que eu imaginava, apesar de já ter surgido o primeiro interesse, me mantive concentrada nos estudos e não pretendia perder meu foco”, explica Bianca.

Como contou a concurseira, a princípio trocavam mensagens como amigos pela plataforma, WhatsApp e e-mail. Porém, aos poucos foram percebendo que era bom ter alguém ao lado para receber apoio nesse momento.

Meu olhar mudou. Em junho do mesmo ano, coincidentemente no Dia dos Namorados, ele me levou para fazer uma prova da prefeitura no interior de São Paulo e, após a prova, fomos almoçar em um restaurante. Ali aconteceu o nosso primeiro beijo. Depois disso, não nos separamos mais e já estamos juntos há 4 anos.

Para o casal, ter o mesmo foco influenciou na construção do sentimento. O parceiro precisa ser compreensivo com a rotina de estudos e oferecer suporte.

"Na época eu estudava oito horas por dia, de segunda a sábado, e só podia encontrá-lo aos domingos. Saber que ele respeitava o meu momento, mudou a minha visão sobre relacionamentos. O Sávio estava comigo tanto nas horas felizes em que eu conseguia um bom resultado numa prova, quanto nos ruins em que eu não ia tão bem assim e precisava de alguém para levantar um pouco a minha autoestima”, explicou a concurseira.

Apesar de atualmente os dois serem casados, moram há quase 300 km de distância. Ela tomou posse de um cargo no Tribunal da Justiça de São Paulo em 2018 e precisou se mudar para o estado. Já o Sávio foi nomeado para um cargo de gestão na filial que trabalha em Resende. Para ficarem juntos, Bianca precisaria esperar dois anos para tentar o processo de remoção para a divisa do Rio de Janeiro. Esse é o maior desafio que enfrentam, pois precisam se encontrar a cada 15 dias.  

Mesmo com a dúvida de familiares e amigos, os dois estão há quatro anos juntos, provando que é possível amar e lutar pelo seu objetivo se houver respeito e determinação.

"O ponto chave foi saber que tinha alguém ao lado que pudesse entender que o outro não desistiria enquanto não conseguisse. A minha aprovação era questão de tempo, e esse tempo seria determinado pelo quanto me dedicasse. Muitas vezes pensamos em desistir e nos sentimos incapazes, mas ter a presença dele comigo me ajudou a levantar a cabeça e seguir em frente”, diz Bianca

Ambos destacam que o estudo sempre foi prioridade e o namoro era para somar. Segundo o casal, o relacionamento só existiria se não prejudicasse o desempenho deles. A concurseira conta que antes de conhecer o Sávio estava certa de que não queria namorar naquele momento. Porém não há como controlar algumas situações e os planos precisam ser adaptados.

O estudo é um investimento para toda a família e para a construção de uma vida juntos. É possível ser feliz com alguém sem abrir mão da sua rotina de estudos e da busca de um futuro melhor.

Apoio é fundamental

Quando se tem a mesma rotina, embora haja obstáculos, a decisão parece ser mais fácil. Mas e quando os objetivos são diferentes? O casal Alice Lanes e Wellington Tayt-sohn se conheceu numa academia antes de Alice decidir estudar para concursos, o que no começo foi difícil para ambos. Com o tempo, eles provaram que quando se há amor e parceria tudo flui melhor.

Alice Lanes (26) e Wellington Tayt-sohn (32)
Alice Lanes (26) e Wellington Tayt-sohn (32)

Assim que se conheceram, a estudante estava terminando a faculdade de direito e somente após 1 ano juntos, decidiu estudar para concursos. Inicialmente, os dois contam que levaram um tempo até se adaptarem à rotina regrada de estudos de Alice. Eles se viam em horários definidos no fim de semana, pois ela estudava de segunda a domingo.

A concurseira lembra que já tinha o desejo de passar para um cargo público antes de iniciar o relacionamento, mas achava que o casamento era um obstáculo no seu processo de estudos. No entanto, a vida trouxe uma surpresa, e logo que se apaixonou por Wellington seus planos mudaram completamente:

“Quis logo casar. Quando a gente organizou o casamento, eu estava com o edital do MPRJ aberto e conciliei isso com os preparativos da festa. Embora não tenha passado na prova, casei e foi tudo ótimo”, conta.

De acordo com a concurseira, o casamento trouxe mais forças para que ela seguisse na vida de concursos, e o parceiro foi fundamental nisso: “a rotina de casada não atrapalha nada, o Wellington entende que eu preciso estudar e dá o tempo que eu preciso para me dedicar. O relacionamento quando é saudável só tem a acrescentar”.

O período de concursos é de muita concentração e concessões. É preciso abdicar da diversão do fim de semana, de horários de sono e muitas vezes, de um relacionamento. Entretanto, o que muitas vezes parece uma distração, dá mais propósito para continuar. Uma relação requer diálogo e compreensão dos dois lados. O estudo é temporário e a aprovação também é para um futuro melhor para o casal.

Alice aconselha a todos os concurseiros que duvidam sobre o que fazer no momento de conflito de decisões.

“Para muitos a caminhada de concurso é solitária, então ter uma pessoa compartilhando nossos sonhos e preocupações torna tudo melhor, mais leve. A dica é não ter medo de se relacionar, porque a pessoa certa vai entender”, encerra.

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