O seu navegador (Generic Browser 0) está desatualizado. Melhore sua experiência em nosso site!
Atualize Agora
Semana do cliente: assine o Plano Anual Premium com 20% de desconto! Quero aproveitar!

Não há limites para quem estuda e acredita. Conheça a trajetória do Elcio que, com seus 60 anos chegando, resolveu começar a estudar para concursos públicos.

Meu nome é Elcio Thenorio, sou jornalista, tendo trabalhado a maior parte do tempo como repórter de TV. Nasci em 1959. Sim, estou numa faixa etária em que as pessoas costumeiramente já partem para gozar as delícias da aposentadoria, mas não foi o meu caso.

Somando a desatenção por questões previdenciárias a alguns insucessos no empreendedorismo, resulta que, às portas da 3ª idade, devendo para o banco, como muitos empresários brasileiros, tive de sair solando novamente. Tudo bem, enquanto há vida há esperança.

Tendo abandonado, pelas dificuldades financeiras, meu apartamento em São Paulo e ido refugiar-me no sítio de um amigo no sul de Minas, eis que toca o telefone e era outro amigo oferecendo-me trabalho. Larguei minha vida rural mineira com apenas um mês da chegada e parti para Jacareí, de volta ao meu estado, onde comecei a trabalhar como apresentador e repórter numa empresa que havia vencido a licitação para operar a TV Câmara da cidade.

Foram 5 meses de tentativas, mas o tão esperado matrimônio não se deu e parti, ou partiram comigo. Aí, então, às portas dos 60, descapitalizado e tendo perdido a rara oportunidade de trabalhar na iniciativa privada nesta idade provecta, não me restou alternativa a não ser dedicar-me aos estudos visando passar em algum concurso público. Decisão tomada, pus-me a estudar. Peguei pesado!

SENTA A PUA!

Comecei a assistir a vídeos gratuitos no YouTube e percebi que talvez fossem suficientes para chegar onde queria. Não cedi à tentação de entrar em um dos muitos cursos pagos para concursandos. Eram caros para o meu parco potencial financeiro à época e estava convencido de que tudo de que necessitava estava disponível gratuitamente na rede.

No início, saí atirando para todos os lados. Preferi concorrer a cargos de nível médio, por serem teoricamente mais fáceis e, em geral, ofertarem mais vagas por cargo. Mas isso envolvia o estudo de matérias com as quais não tinha qualquer intimidade, como Matemática e Raciocínio Lógico. Prestei alguns concursos desses e mudei de ideia: decidi focar nas oportunidades na minha área, e passei a inscrever-me apenas para vagas no cargo de jornalista.

Fiz meu primeiro concurso para jornalista em Suzano e fiquei em 4º lugar. Foi então que percebi que quem ficou em 4º poderia, perfeitamente, ter ficado em 1º, bastando para isso que tivessem caído questões mais favoráveis ao meu conhecimento. Essa reflexão me animou.

Peguei mais pesado ainda, pensei bastante e concluí que estudar a partir de questões que já haviam caído em provas anteriores poderia ser uma boa ideia. Foi quando assinei pela primeira vez o Qconcursos.

Acordava cedo, sentava-me ao computador e tentava responder a 100 questões por dia. Às vezes conseguia, às vezes não. Valia-me muito dos comentários dos colegas. Chegou o inverno. Foram tempos difíceis, enrolado num cobertor ao longo de todo o dia. Quase fiquei depressivo... Procurei ajuda psicológica e fui levando. Funcionou, superei.

SONHANDO COM O IMPOSSÍVEL

Se por um lado a decisão de focar nos concursos de nível superior na minha área prometia um salário maior em caso de aprovação, por outro tinha dois inconvenientes: as vagas eram geralmente únicas (quando muito duas) e as provas eram sempre em cidades distantes, o que tornava dispendiosas as empreitadas. Mas pensei: se tenho de gastar, será nisso.

Uma dessas provas seria em Belo Horizonte, para o cargo de jornalista na Prefeitura Municipal de Santa Luzia, cidade distante 20 quilômetros da capital. Animou-me constatar que as questões da matéria “Conhecimentos Específicos” (que no caso referia-se a Comunicação/Jornalismo) valeriam surpreendentes peso 4, e valendo peso 2 estaria Português. Tendo facilidade com Português, disse para mim mesmo: “Essa é a minha oportunidade... Se arrebentar de estudar Jornalismo pelo Qconcursos, minhas chances serão boas”. E assim fiz.

AGORA OU NUNCA

Chegou a véspera do concurso. Passei o sábado dirigindo e no domingo fiz a prova, incomodado porque uma das fiscais de sala estacionou do meu lado e dali não saía. Como sempre, eu era um dos mais velhos na classe, talvez o único com cabelos brancos... Mas eis que, quando enfim saiu o resultado da prova objetiva, assustei-me ao ver minha nota: 96.
Fui procurando por outra maior e, dentre as notas dos 158 candidatos ao cargo, não havia nenhuma. Incrédulo, entendi que havia conquistado o 1º lugar. Uau!

Havia gabaritado em Jornalismo, acertando as 15 questões, e em Português, acertando as 10. Errei uma de Legislação e uma de Raciocínio Lógico, ambas com peso 1, e uma de Informática, de peso 2. Tinha mandado bem!
Mas havia ainda a prova de títulos. E, embora de acordo com os critérios do edital eu tivesse direito a 3 pontos (o que me levaria aos 99), não havia como prová-los, pois há tempos havia perdido minha Carteira Profissional. Cabeça que não tem juízo o corpo paga, dizia minha mãe.

O segundo colocado, que havia obtido 90 pontos, não apresentou títulos... Mas a terceira, com 89, apresentou nada menos do que 6 pontos em títulos, o que a levou a 95 – apenas um ponto a menos do meu resultado.

Fui salvo pela distância que consegui abrir à frente. Mas mal podia acreditar em tudo isso. E aí vieram a nomeação, a posse e a entrada em exercício. Mudei-me para Minas Gerais, aluguei uma casa que acho bem legal (a vista é linda e passa uma estrada de ferro no fundo do quintal) e comecei a trabalhar com um pessoal que muito me agrada, numa função que domino, e acho que estou bem como há tempos não estava. Não conhecia, mas hoje adoro dar uns rolês por Belo Horizonte, cidade vizinha.

TEMPO PARA MIM

Cancelei avião, hotel e inscrição num concurso em Brasília (para ganhar mais) no qual já estava inscrito, porque decidi chegar chegando em Minas, com calma, curtindo o momento. Se quiser, não faltarão oportunidades no futuro para voltar a estudar para concursos. Mas agora não é hora. Estou realmente saboreando a nova situação!

Foram 18 meses de estudos, durante os quais cheguei a prestar 12 concursos. Mas é óbvio que o esforço valeu a pena. A situação melhorou e devo muito desse relativo sucesso ao Qconcursos, sem o qual não teria conseguido. Recomendo!

Se for para deixar uma dica, seria: não erre como errei ao somente estudar e não cuidar do corpo. Hoje não posso subir dois degraus que já estou exausto. Mas até disso estou cuidando: inscrevi-me no Sesc, onde vou diariamente para fazer academia e natação, visando recuperar o tempo perdido. Pena que o inverno já se aproxima novamente e a piscina é fria. Mas nem tudo é perfeito!

Cadastre-se e faça parte da maior comunidade de ensino on-line do Brasil.