Foram encontradas 135.752 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
“Os gregos conferiam a esse ponto extremo o nome de Colunas de Hércules, em memória às aventuras mitológicas do seu conhecido herói, o qual, num dos seus 12 trabalhos super-humanos, teria aberto à força o contato entre o Atlântico e o Mediterrâneo empurrando as montanhas para que pudesse passar. Aquém desse ponto era o mundo conhecido; para além dele, raras as informações nutriam histórias fantásticas e temores atávicos." (NETO, José Maria. G. S.; Para além das colunas de Hércules: o Atlântico na Antiguidade. In. Teixeira da Silva, F. C. ; Leão, K. S. S.; & Alves de Almeida, F. E. Atlântico: a história de um oceano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013. p. 24.)
Essa imagem do Atlântico como um misto de temor e pânico, mas também, fascínio e maravilhoso que flertava com o absurdo e o irreal tem uma longa história nas narrativas do Ocidente. O seu nascimento está conectado a uma série de questões e contextos desenvolvidos pelas civilizações da Antiguidade clássica, em particular, a grega. Nesse sentido, assinale corretamente a opção que apresenta corretamente a tese defendida pelo autor em seu texto.
Sobre a construção de um modelo explicativo, Virginia Fontes sugere que, para "construir um modelo supõe uma generalização prévia (formulação clara de hipótese ou problema, condição para sua própria elaboração) e, num segundo momento, o de sua aplicação, ele deve permitir um explicação abrangente de um fenômeno ou grupo de fenômeno."
(FONTES, Virgínia. História e modelos. In: CARDOSO Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 356).
Com base na autora, assinale a opção que apresenta a definição de um modelo.
A História Social passou por algumas fases durante o século XX e, segundo Hebe Mattos, a escola dos Annales foi precursora das mudanças que a promoveram a um novo Campo Historiográfico. Segundo a autora "a história social passa a ser encarada como perspectiva de síntese como reafirmação do princípio de que, em história, todos os níveis de abordagem estão inscritos no social e se interligam.”
(CASTRO, Hebe. História Social. História Social. In: CARDOSO, Ciro F.; (VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 46).
Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta a delimitação do campo historiográfico da História Social, segundo a autora.
“Eclodiu em 7 de novembro de 1837, na Bahia, com o Dr. Francisco Sabino Alvares da Rocha".
(GAMA, Edina L. C. N. da; SILVA, Jéssica de F. e G. da. A atuação da Marinha Imperial no processo de consolidação do Estado Nacional (1824-1852). in: ABREU, Guilherme M.; BARBOSA JUNIOR, liques. (Orgs). Marinha do Brasil: uma síntese histórica. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2018, p. 132).
De acordo com Edina Laura Costa Nogueira da Gama e Jéssica de Freitas e Gonzaga da Silva, sobre o conflito interno denominado Sabinada, que eclodiu no nordeste brasileiro entre 1837 e 1838, é correto afirmar que:
(DEL PRIORE, Mary. História do Cotidiano e da Vida Privada. In CARDOSO, Ciro F; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Dominios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 259- 274)
Com base nessa autora, assinale a opção que exemplifica corretamente a afirmação apresentada acima.
(MARTINS, Hélio Leôncio. A Revoita da Armada - 1893, In: BRASIL. Ministério da Marinha. História Naval Brasileira. 5° Vol. Tomo | A. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1995. p. 29)
Segundo Martins, as causas da Revolta da Armada de 1893 podem ser encontradas no processo de instalação do novo regime político no Brasil em 1890. Assim é correto afirmar que uma das causas daquela Revolta foi:
Segundo Giovanni Levi a maioria das questões metodológicas da historiografia contemporânea diz respeito à biografia. Um aspecto significativo refere-se as relações entre história e narrativa.
(LEVI, Giovani. Usos da biografia. In: CARDOSO, Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed, Rio de Janeiro: Campus, 1997.p. 168.)
Assinale a opção que apresenta a relação entre a história e narrativa com base no texto do historiador italiano.
A “Nova História”, tem por vezes “um desejo de ser a porta-voz de uma visão que seria a do “homem comum, do “homem da rua”", das “massas inarticuladas”, ainda que tal engajamento com frequência prefira enfocar as minorias discriminadas em lugar das maiorias exploradas.”
(CARDOSO, Ciro F. História e Paradigmas Rivais. In: VAINFAS, Ronaldo (org.). Dominios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.p. 19.)
A "[...] investigação que, no início, girava em torno de um indivíduo, sobretudo de um indivíduo aparentemente fora do comum, acabou desembocando numa hipótese geral sobre a cultura popular e, mais precisamente, sobre a cultura camponesa da Europa pré-industrial [...]”.
(GINZBURG, CARLO. O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela inquisição. Tradução de Maria Betania Amoroso e José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.p. 10.)
Com base nas informações apresentadas acima, assinale a opção que descreve a relação entre os apontamentos de Ciro Fiamarion Cardoso e de Carlo Ginzburg.
(VAINFAS, Ronaldo. História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.p. 133- 134).
Com base no texto de Ronaldo Vainfas, assinale a opção que apresenta a preocupação em que Fernand Brudel se debruçou em sua obra influenciando as pesquisas historiográficas.