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    60 questões encontradas
    Ano: 2014
    Banca: UniCEUB
    Órgão: UniCEUB
    Prova: Vestibular
    Texto para responder a questão

                              Felicidade clandestina

            Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
           Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do
    Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia" e “saudade".
          Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas,
    de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que  ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros
    que ela não lia.
          Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
          Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
          (...)

                                                                                                                                                      Clarice Lispector
                                                                                                     O Primeiro Beijo - São Paulo, Ed. Ática, 1996.
    De acordo com o fragmento do texto “Felicidade clandestina”, assinale a alternativa incorreta.

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    Ano: 2014
    Banca: UniCEUB
    Órgão: UniCEUB
    Prova: Vestibular
    Texto para responder a questão

                              Felicidade clandestina

            Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
           Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do
    Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia" e “saudade".
          Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas,
    de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que  ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros
    que ela não lia.
          Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
          Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
          (...)

                                                                                                                                                      Clarice Lispector
                                                                                                     O Primeiro Beijo - São Paulo, Ed. Ática, 1996.
    Classifique a função sintática das três palavras em destaque e assinale a alternativa correta.

    Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho.

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    Ano: 2014
    Banca: UniCEUB
    Órgão: UniCEUB
    Prova: Vestibular
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Leia a crônica de Carlos Drummond de Andrade e assinale a alternativa incorreta.

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    Ano: 2014
    Banca: UniCEUB
    Órgão: UniCEUB
    Prova: Vestibular
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.
    I - É predominante, em toda a crônica, o discurso direto.
    II - Em “Me faz o obséquio de dizer quem fala?”, a forma correta, de acordo com a norma culta, seria “Faça-me o obséquio de dizer quem fala?”
    III -Em “Bolas digo eu. Bolas e carambolas.”, há o emprego da linguagem denotativa.

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    Ano: 2014
    Banca: UniCEUB
    Órgão: UniCEUB
    Prova: Vestibular
    Texto para responder a questão.

                                   Estudo ajuda a desvendar a linguagem das plantas

                   Nova pesquisa descobriu particularidades genéticas relacionadas à
                       produção de compostos químicos que permitem a comunicação
                                                        entre as plantas

          Pesquisas recentes têm demonstrado o funcionamento de habilidades das plantas até então desconhecidas. Entre elas, a de se comunicar por meio de compostos voláteis: viajando pelo ar, eles servem de alerta para a presença de herbívoros potencialmente perigosos, induzindo outras plantas a tornarem suas folhas mais resistentes. Esses compostos, também chamados de metabólitos, são sintetizados por vários genes diferentes. Além de ajudarem na sobrevivência das plantas, podem ser benéficos aos humanos, dando origem a vários tipos de medicamentos.
          Uma nova pesquisa feita no Instituto para a Ciência Carnegie, nos Estados Unidos, revelou mais informações sobre o mecanismo de comunicação vegetal. Publicado nesta quinta-feira na revista Science, o estudo descobriu que os genes responsáveis por sintetizar metabólitos especializados — ou seja, que têm funções específicas para o desenvolvimento e sobrevivência das plantas — são diferentes do restante dos genes do vegetal. Eles evoluem, organizam-se no DNA e são ativados de forma diferente.
          Para os autores do estudo, essa descoberta poderá ajudar a desenvolver novas estratégias de pesquisas sobre o funcionamento das plantas, o que pode impactar estudos em áreas que vão desde a agricultura até a criação de novos medicamentos.
          Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após criarem um sistema computacional capaz de analisar o genoma de uma planta e dar informações sobre os metabólitos. A equipe comparou o genoma de dezesseis espécies vegetais diferentes — incluindo flores, algas e musgos.
          “Apesar de nossa saúde e bem-estar dependerem muito de compostos químicos vindos de plantas, sabemos pouco sobre como eles  são produzidos e sua real diversidade na natureza", diz Seung Yon
    Rhee, coordenador do estudo. “Esperamos que esses resultados permitam que cientistas usem as características dos genes que sintetizam os metabólitos especializados para descobrir como eles beneficiam as plantas e como podem nos beneficiar também."

                                                                                                                             Revista veja online – 01/05/2014
    Sobre o texto, assinale a alternativa incorreta.

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