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    70 questões encontradas
    Ano: 2010
    Banca: FCC
    Órgão: DPE-SP
    Administração da linguagem

    Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
    sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
    gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
    ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
    terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
    pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
    transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
    com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
    rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
    Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
    edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
    espírito público incomum.

    Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
    entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
    misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
    dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
    velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
    vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
    indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
    suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
    vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
    para especialistas.

    Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
    específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
    um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
    em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
    exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
    para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
    exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
    é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
    se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
    mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
    a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
    administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
    da honestidade e do respeito para com o outro.

    (Tarcísio Viegas, inédito)
    O autor do texto comenta o relatório do prefeito Graciliano Ramos para ilustrar a

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    Ano: 2010
    Banca: FCC
    Órgão: DPE-SP
    Administração da linguagem

    Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
    sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
    gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
    ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
    terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
    pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
    transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
    com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
    rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
    Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
    edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
    espírito público incomum.

    Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
    entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
    misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
    dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
    velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
    vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
    indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
    suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
    vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
    para especialistas.

    Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
    específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
    um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
    em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
    exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
    para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
    exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
    é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
    se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
    mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
    a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
    administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
    da honestidade e do respeito para com o outro.

    (Tarcísio Viegas, inédito)
    Atente para as seguintes afirmações:

    I. No 1º parágrafo, afirma-se que a administração do prefeito Graciliano Ramos foi discutível sob vários aspectos, mas seu estilo de governar revelou-se inatacável.

    II. No 2º parágrafo, uma estreita relação entre linguagens e ofícios é dada como inevitável, apesar de indesejável, pois os diferentes jargões correspondem a diferentes necessidades da língua.

    III. No 3º parágrafo, busca-se distinguir a real eficácia de uma linguagem técnica do obscurecimento de uma mensagem, provocado pelo abuso de tecnicalidades.

    Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

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    Ano: 2010
    Banca: FCC
    Órgão: DPE-SP
    Administração da linguagem

    Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
    sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
    gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
    ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
    terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
    pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
    transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
    com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
    rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
    Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
    edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
    espírito público incomum.

    Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
    entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
    misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
    dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
    velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
    vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
    indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
    suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
    vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
    para especialistas.

    Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
    específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
    um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
    em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
    exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
    para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
    exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
    é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
    se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
    mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
    a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
    administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
    da honestidade e do respeito para com o outro.

    (Tarcísio Viegas, inédito)
    Há mesmo casos em que se pode suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um vernáculo estrito (...)

    Nessa passagem do texto, o autor

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    Ano: 2010
    Banca: FCC
    Órgão: DPE-SP
    Administração da linguagem

    Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
    sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
    gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
    ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
    terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
    pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
    transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
    com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
    rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
    Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
    edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
    espírito público incomum.

    Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
    entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
    misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
    dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
    velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
    vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
    indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
    suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
    vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
    para especialistas.

    Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
    específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
    um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
    em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
    exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
    para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
    exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
    é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
    se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
    mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
    a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
    administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
    da honestidade e do respeito para com o outro.

    (Tarcísio Viegas, inédito)
    Anulada
    Quanto às normas de concordância verbal, a frase inteiramente correta é:

    Você configurou para não ver comentários antes de resolver uma questão.

    Ano: 2010
    Banca: FCC
    Órgão: DPE-SP
    Administração da linguagem

    Nosso grande escritor Graciliano Ramos foi, como se
    sabe, prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Índios. Sua
    gestão ficou marcada não exatamente por atos administrativos
    ou decisões políticas, mas pelo relatório que o prefeito deixou,
    terminado o mandato. A redação desse relatório é primorosa,
    pela concisão, objetividade e clareza (hoje diríamos:
    transparência), qualidades que vêm coerentemente combinadas
    com a honestidade absoluta dos dados e da autoavaliação -
    rigorosíssima, sem qualquer complacência - que faz o prefeito.
    Com toda justiça, esse relatório costuma integrar sucessivas
    edições da obra de Graciliano. É uma peça de estilo raro e de
    espírito público incomum.

    Tudo isso faz pensar na relação que se costuma promover
    entre linguagens e ofícios. Diz-se que há o "economês", jargão
    misterioso dos economistas, o "politiquês", estilo evasivo
    dos políticos, o "acadêmico", com o cheiro de mofo dos baús da
    velha retórica etc. etc. E há, por vezes, a linguagem processual,
    vazada em arcaísmos, latinismos e tecnicalidades que a tornam
    indevassável para um leigo. Há mesmo casos em que se pode
    suspeitar de estarem os litigantes praticando - data venia - um
    vernáculo estrito, reservado aos iniciados, espécie de senha
    para especialistas.

    Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos
    específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar
    um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir,
    em suma, o vocabulário especializado; trata-se, sim, de evitar o
    exagero das linguagens opacas, cifradas, que pedem "tradução"
    para a própria língua a que presumivelmente pertencem. O
    exemplo de Graciliano diz tudo: quando o propósito da comunicação
    é honesto, quando se quer clareza e objetividade no que
    se escreve, as palavras devem expor à luz, e não mascarar, a
    mensagem produzida. No caso desse honrado prefeito alagoano,
    a ética rigorosa do escritor e a ética irrepreensível do
    administrador eram a mesma ética, assentada sobre os princípios
    da honestidade e do respeito para com o outro.

    (Tarcísio Viegas, inédito)
    alteração de voz verbal e de sentido na passagem da construção

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