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    01
    Q408439
    Ano: 2013
    Banca: FCC
    Órgão: MPE-CE
    O cego de Ipanema

    Caminha depressa e ritmado, a cabeça balançando no alto, como um instrumento, a captar os ruídos, os perigos, as ameaças da Terra. Os cegos, habitantes de mundo esquemático, sabem aonde ir, desconhecendo as nossas incertezas e perplexidades. Sua bengala bate na calçada com um barulho seco e compassado, investigando o mundo geométrico. A cidade é um vasto diagrama, de que ele conhece as distâncias, as curvas, os ângulos. Sua vida é uma série de operações matemáticas, enquanto a nossa costuma ser uma improvisação constante, uma tonteira, um desvario. Sua sobrevivência é um cálculo.

    Um dia eu o vi em um momento particular de mansidão e ternura. Um rapaz que limpava um cadillac sobre o passeio deixou que ele apalpasse todo o carro. Suas mãos percorreram o para-lama, o painel, os faróis, os frisos. Seu rosto se iluminava, deslumbrado, como se seus olhos vissem pela primeira vez uma grande cachoeira, o mar de encontro aos rochedos, uma tempestade, uma bela mulher.

    (Paulo Mendes Campos. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 31)
    A supressão da vírgula altera o sentido da frase em:

    I. Observei bem os movimentos daquele cego, enquanto ele caminhava com desenvoltura pela rua movimentada.

    II. Que prazer encontrava o cego de Ipanema, percorrendo com as mãos as partes do belo automóvel!

    III. Sempre nos impressionaremos com os cegos, que caminham com tanta segurança pela cidade.

    Atende ao enunciado SOMENTE o que está em

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