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    1 questão encontrada
    Ano: 2015
    Banca: VUNESP
    Órgão: Prefeitura de Suzano - SP
          Os desastres da gestão da água em São Paulo e dos apagões elétricos no País não são obra de São Pedro ou de Deus, esse brasileiro - como chegaram a atribuir certas autoridades. Mas foram ambos agravados por cenário maior, também de catástrofe anunciada, só que em escala global. Há anos o IPCC, painel do clima da ONU, alerta para o risco de mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, pregando praticamente no deserto. Na semana passada, um relatório da Nasa, a agência espacial americana, confirmou: 2014 foi o ano mais quente, desde que essa medição começou a ser feita, em 1880. Embora os cientistas “céticos do clima" continuem sua cruzada para esfriar os ânimos do ambientalismo, essa é uma realidade cada vez mais difícil de negar.

          “Se as emissões anuais de CO2 continuarem a aumentar, podemos enfrentar uma mudança climática drástica, com cenários devastadores até o século 22", crava um dos cientistas mais respeitados do mundo, Sir Martin John Rees, professor de cosmologia e astrofísica na Universidade de Cambridge. Em 2003 ele já dizia, com polidez britânica, que a humanidade tem 50% de chance de sobreviver ao século 21.

          Em livro de 2012, Rees descreve o delicado estado de coisas neste nosso “mundo congestionado", sob ameaça não só do crescimento populacional e da incessante demanda por recursos naturais, mas também da incapacidade humana de pensar a longo prazo problemas que exigem intervenção governamental e ação internacional. Para ele, só com muita sorte evitaremos retrocessos devastadores, por causa do aumento do estresse nos ecossistemas.

          Rees afirma: “podemos ser tecnologicamente otimistas, mas a aridez da política e da sociologia - o abismo entre potencialidades e o que ocorre na realidade - indica pessimismo. Políticos pensam em eleitores, investidores esperam lucro a curto prazo. Fingimos ignorar o que ocorre neste exato momento em países longínquos. Minimizamos fortemente os problemas que deixaremos para as próximas gerações. A Nave Terra está vagando pelo espaço; seus passageiros estão ansiosos e divididos. O mecanismo de suporte de vida deles é vulnerável a rupturas e colapsos. Mesmo assim, há pouca observação no horizonte, pouca consciência dos riscos de longo prazo".

                                                                                           (O Estado de S. Paulo, 25.01.2015. Adaptado)

    As conjunções em destaque, no primeiro parágrafo, indicam, respectivamente, ideia de

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