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    01
    Q433885
    Ano: 2014
    Banca: MS CONCURSOS
    Órgão: CREA-MG
    Analise com atenção a charge e o texto a seguir para responder a questão

                   imagem-005.jpg

    Hobbes nas ruas, Felipe Pondé
    Dias atrás, o Brasil se chocou com cenas de violência nas ruas. Pessoas comuns batendo em supostos (ou comprovados) bandidos. Policiais tendo que protegê-los da fúria da gente comum.
    De um lado, uma jornalista faz comentários arriscados na TV, do outro, setores da intelligentsia pedem
    providências do Ministério Público contra a jornalista, botando ainda mais lenha na fogueira da atmosfera de ódio e ressentimento que toma conta, lentamente, da alta, média e baixa culturas nacionais.
    Não se pode defender o espancamento na rua, mesmo sendo bandido. Só o Estado detém o monopólio legítimo da violência. Mas é esta mesma intelligentsia (tribunais, universidades, mídia, escolas, ONGs) que vem sistematicamente erodindo esse monopólio legítimo da violência que pertence à polícia. Claro que os erros desta precisam ser sanados, mas a sociedade não faz nada para melhorar o tratamento institucional dado à polícia, e sem ela, sim, a gente comum vai espancar supostos (ou comprovados) bandidos na rua. E vai piorar.
    O espancamento de supostos (ou comprovados) bandidos na rua é parte do fenômeno de massa que os
    inteligentinhos chamam de "jornadas de junho", num esforço de reviver a ejaculação precoce que foi o Maio de 68 na França, aquela revolução de mimados.
    Lembremos que quando as manifestações do ano passado atingiram o nível de massa, os inteligentinhos  começaram a gritar dizendo que o movimento (deles!) tinha sido sequestrado por setores "conservadores" da  sociedade. Para eles, "conservador" é todo mundo que não os obedece e não os teme, mesmo que seja apenas  para parar a Paulista.
    Se no ano passado vimos uma inesperada crise na representação política, agora assistimos a um crescente  rompimento do contrato social. E quem está na rua é o homem descrito pelo intelectual honesto que foi Hobbes, e  não o pseudo-homem dos "delírios do caminhante solitário" e vaidoso Rousseau. (...) 

    (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/02/1413114-hobbes-nas-
    ruas.shtml Acesso em: 06 de maio de 2014)
    Com base na interpretação da charge e do texto “Hobbes nas ruas”, está correto afirmar que:

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