Atualizando histórico

Estamos atualizando seu histórico de questões resolvidas, por favor aguarde alguns instantes.

Menu
Cadastre-se

Questões de Concursos - Questões

ver filtro
filtros salvos
  • Você ainda não salvou nenhum filtro
    • Apenas que tenham
    • Excluir questões
    salvar
    salvar x
    limpar
    1 questão encontrada
    01
    Q413818
    Ano: 2014
    Banca: FCC
    Órgão: TRF - 4ª REGIÃO
    Atenção: Para responder a questão considere o texto abaixo.


                    No campo da técnica e da ciência, nossa época produz mi-
    lagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um
    custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à nature-
    za, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.
                    A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanida-
    des humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tan-
    os filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao al-
    cance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de
    oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por
    exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, cen-
    ros de investigação por meio dos quais se transmitem as huma-
    nidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos
    campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de
    bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade
    teve a cultura quando chegou a barbárie?”
                    Numerosos trabalhos procuraram definir as características
    da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revo-
    lução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean
    Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cul-
    tura global - a cultura-mundo - que vem criando, pela primeira
    vez na história, denominadores culturais dos quais participam
    indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os
    apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.
                    Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da ima-
    gem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria
    cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os
    filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas
    sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes
    sociais e a universalização da internet.
                    Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um in-
    dividualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e
    as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nos-
    sos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.
                    O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em
    sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente
    diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de
    Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.
                    A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passa-
    do e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pre-
    tendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas ge-
    rações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados
    para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é
    diversão, e o que não é divertido não é cultura.
     

    (Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo.
    Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)
    Sem que nenhuma outra modificação seja feita, mantêm-se a correção e as relações de sentido estabelecidas no texto, substituindo-se

    Você configurou para não ver comentários antes de resolver uma questão.