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    1 questão encontrada
    Ano: 2013
    Banca: FGV
    Órgão: AL-MT
    Prova: Procurador
                                   Degenerados 
       Descobriram num apartamento da cidade de Augsburg, perto
    de Munique, Alemanha, mais de 1400 quadros desaparecidos
    durante a Segunda Guerra Mundial. Os quadros incluem pinturas
    e desenhos de expressionistas alemães como Georg Grosz e Max
    Beckmann mas também de artistas como Matisse, Chagal, Renoir,
    Toulouse-Lautrec, Picasso e outros mestres europeus.
    A descoberta, segundo o "New York Times", foi há algum tempo,
    mas as autoridades alemãs só a noticiaram agora porque temiam
    que a revelação aumentasse a grossa confusão sobre a
    propriedade das obras encontradas.
       Elas são, obviamente, produto da pilhagem de museus e
    coleções privadas dos territórios invadidos pelos nazistas na
    guerra. Mas estavam no apartamento de um descendente de
    Hildebrand Gurlitt, que, apesar de ser judeu, foi o escolhido por
    Goebbels para avaliar e ajudar a vender os quadros e era,
    legalmente, o dono do tesouro.
       As obras incluem o que Hitler chamava de arte "degenerada"
    - os expressionistas alemães, principalmente - que pela sua
    vontade deveria ser destruída, e as de grande valor comercial,
    cuja venda reforçaria os cofres do Terceiro Reich. Mas na
    promiscuidade do achado não se distingue umas das outras, e
    não deixa de haver uma triste ironia no fato de os mestres do
    impressionismo francês, por exemplo, estarem de novo na
    companhia de "degenerados", como no famoso Salão dos
    Rejeitados em Paris, que reuniu os enjeitados pelos acadêmicos
    da época, e de onde saiu a grande arte do século XIX.
       Ainda existem milhares de obras de arte desaparecidas na
    guerra, das quais não se tem notícia. Mas aos poucos elas
    reaparecem. Arte é difícil de matar. Inclusive a "degenerada". Há
    pouco estive num museu em Munique em que havia uma
    exposição dos expressionistas alemães. Todos mortos, e todos
    vivíssimos.
         (VERÍSSIMO, Luiz Fernando. O Globo, 10/11/2013) 


    O texto, em seu todo, mostra uma opinião do autor sobre arte, que pode ser resumida na seguinte frase:

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