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Tendências: alunos que estudam mais de 10 horas por semana têm desempenho superior a 75%

Sem tempo, irmão. A expressão, que ficou famosa na internet, resume longas explicações em três palavras e pode ser utilizada em diversas situações, ainda mais no século em que as horas são como pedras preciosas. O meme se aplica bem à rotina do concurseiro, que é obrigado a abdicar de algumas atividades para investir o tempo disponível nos estudos.

Com concursos cada vez mais concorridos e notas de corte mais altas, a dedicação torna-se parte fundamental na preparação para provas de concursos públicos e está diretamente atrelada ao desempenho. Uma pesquisa realizada em setembro de 2020 com 1.608 usuários do Qconcursos corroborou essa afirmação.

O gráfico acima tem como base as respostas dos participantes da enquete sobre o número de horas estudadas por semana. O resultado mostra claramente a diferença no rendimento de quem estuda menos de cinco horas e daqueles que dedicam mais de 20 horas da semana aos estudos.

É o caso do estudante Vinícius Serra, de 22 anos, que reserva cerca de 20 horas da semana aos estudos para o concurso da Polícia Civil do Pará (PC PA). Com mais de 15 mil questões resolvidas, o concurseiro da cidade de Imperatriz, no Maranhão, observou melhorias ao longo de dois anos e meio de preparação.

“Acredito que a teoria associada à quantidade e à qualidade de horas de estudo está relacionada a um bom desempenho em questões”, afirma o estudante, que tem o Ministério Público como meta de longo prazo.

Ao conciliar teoria e prática, Vinícius segue uma dica do diretor acadêmico do Qconcursos, Fernando Bentes.

“O início do estudo deve ser 50% para teoria e 50% para a prática. Depois, quando o aluno já tiver a certeza que conhece bastante a teoria, ele pode ficar com 20% na teoria, revendo ou estudando um livro novo, e 80% focado em questões”, sugere.

Já quando se trata dos tempo inserido no mundo dos concursos, o quadro muda. De acordo com a pesquisa, o desempenho de quem está de um a quatro anos nessa jornada tende a ser melhor do que aqueles que estão iniciando ou que estão há mais de quatro anos estudando para ingressar no serviço público.

Observa-se que há uma queda após o período de quatro anos. Para Fernando Bentes, isso pode estar relacionado à falta de motivação do estudante por diversos fatores, como a demora no lançamento do edital e reprovações.

“A gente começa a perceber que, quando o candidato sempre bate na trave, uma hora a bola entra no gol. Então, se ele passou por pouco em um ou outro concurso, logo ele vai conseguir a aprovação”, explica o professor, que aconselha: “É importante manter a motivação para não jogar fora todos os anos de estudo”.

A falta de entusiasmo também é vista naqueles que estão começando a estudar para concursos. Porém, a causa é diferente da observada nos veteranos. No caso dos calouros, os motivos podem ser dúvidas e a falta de um objetivo.

“O que é importante é que esteja bem clara a decisão de fazer o concurso público e estabelecer uma meta para passar”, diz o diretor Fernando Bentes.

O gráfico acima mostra a distribuição das horas de estudo pelos anos de preparação. Por exemplo, mais de um terço das pessoas que começaram a estudar há menos de um ano dedica menos de cinco horas à atividade (uma taxa de 36% em relação aos outros conjuntos de horas).

A mudança é sinalizada após o primeiro ano de estudo. A taxa de 10 a 20 horas aumenta, enquanto a de menos de 10 horas diminui. Passado esse período de um ano, a variação dos blocos de anos a partir do segundo mantém-se pequena, voltando a crescer quando ultrapassa o limite de quatro anos.

Gênero

Outra tendência exposta na enquete é a diferença de comportamento entre homens e mulheres, tema que foi abordado na edição do Tendências de maio de 2020. De acordo com a pesquisa, os homens tendem a passar mais tempo estudando do que as mulheres, como observado no gráfico abaixo.

Enquanto os homens conseguem destinar mais de 10 horas aos estudos, as mulheres predominam nas respostas de menos de cinco horas. Como mostrado na reportagem sobre a trajetória das mulheres até os concursos públicos, em abril, os homens visitaram a plataforma de questões cerca de 15% a mais do que mulheres.

Isso pode estar relacionado à necessidade de conciliar os estudos com afazeres domésticos ou o cuidado com os filhos. De acordo com uma pesquisa do IBGE, em 2016, elas dedicaram 73% a mais do seu tempo em tarefas domésticas em relação aos homens.

Carreira

No que diz respeito a carreiras, a enquete mostra uma variação no tempo de estudo entre as preferências dos usuários. Enquanto os concurseiros da área bancária estudam menos de cinco horas, aqueles que estão focados nos concursos de Controle e Gestão tendem a passar mais tempo empenhados. Vale ressaltar que essa análise por carreiras foi realizada somente com usuários que escolheram a área de preferência dentro da plataforma do Qconcursos.

Formada em Ciências Contábeis, Vanessa Lima é uma concurseira que tem a carreira de controle na mira. A moradora de Itabaiana, em Sergipe, tem a meta de passar no concurso do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE AM).

Mesmo estudando 25 horas por semana há cerca de 10 meses, a concurseira de 22 anos acredita que poderia se dedicar mais à prática se não fossem as tarefas de casa, o trabalho e o período de estágio.

“Quando eu faço questões, consigo ver o que realmente absorvi e retenho melhor o conteúdo”, diz Vanessa.

Destaca-se no gráfico acima a carreira policial. Como analisado na edição do Tendências de junho de 2020, os concursos policiais têm gerado maior interesse nos concurseiros, especialmente após o início da quarentena. Com isso, o setor acaba abrangendo todos os perfis de usuários.

A importância da prática contínua

Um dos pontos destacados por Fernando Bentes é a eficiência nos estudos. E é nesse detalhe que entra a prática contínua, que tem a importância comprovada na evolução dos usuários na plataforma de questões.

Para mensurar esse progresso, foram selecionados três grupos distintos de usuários que se cadastraram no mesmo período. Percebe-se no gráfico que aqueles que praticaram 150 dias ou mais, em um universo de 180 dias, obtiveram um rendimento médio quase 11% maior em comparação aos usuários que resolveram questões somente entre 30 e 59 dias.

O mesmo indicativo está na relação entre desempenho e quantidade de questões resolvidas.

Como pode se observar, quanto mais questões forem resolvidas durante o período de estudos, melhor será o desempenho do aluno e, consequentemente, um bom resultado nas provas. No entanto, esse fim só será alcançado com esforço e boa utilização do seu tempo.

Concursos públicos: estude com a plataforma mais completa de questões

Posto isso, constata-se que a tendência vista em diversos aspectos da jornada de preparação para concursos requer escolhas, às vezes difíceis, porém necessárias aos estudos. E como ficam as outras atividades até a aprovação? Sem tempo, irmão.

*Com a colaboração de Pedro Lemos



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