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Concursos: professor dá dicas de como estudar para a área de controle

Os concursos públicos da área de controle são muito concorridos e tendem a cobrar uma quantidade grande de disciplinas, deixando os candidatos, especialmente os novatos, um pouco perdidos na hora de começar a estudar.

Pensando nisso, o professor do Direção Concursos e auditor do TCU Erick Alves reuniu cinco dicas de como estudar para tribunais de contas e controladorias dos estados e dos municípios. São sugestões que podem fazer grande diferença na hora da prova e colocar o candidato mais próximo da aprovação.

Tenha foco

De acordo com o professor, é importante que se defina o foco ao decidir fazer um concurso público. A definição fará com que o candidato não estude assuntos desnecessários, que não serão cobrados nas provas, e não desperdice o tempo, tão precioso quando se trata de concurso.

“Vemos que os alunos que são aprovados em concursos são obstinados e acabam ficando especialistas na área”, diz Erick.

Fique craque nas disciplinas básicas

A segunda dica de Erick Alves é voltada às matérias essenciais de provas da área de controle, muito cobradas em questões discursivas.

Segundo o professor, os aprovados nesses concursos têm ótimo rendimento nas disciplinas básicas do processo seletivo, como Direito Administrativo, Direito Constitucional e Português, além de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) e Contabilidade (geral e pública).

Caso o concurseiro esteja estudando para concursos de tribunais de contas, deve-se acrescentar ainda Auditoria Governamental e Controle Externo.

Com um aproveitamento superior a 80% durante o estudo dessas disciplinas, o candidato pode acrescentar as outras, já que as provas para a área tendem a contar com 20 matérias.

“Se você não estiver craque nessas matérias, não será aprovado.”

Resolva muitas questões

Resolver questões da prova deve estar na rotina de estudos de qualquer concurseiro. Além de ser o principal método de revisão do conteúdo estudado, a resolução de questões o ajudará a conhecer o estilo de cobrança do instituto e banca.

A sugestão é estudar o material teórico uma vez e seguir para a resolução de questões, que trará ainda outro benefício ao aprofundar um tema em que estava com mais dificuldade.

“Estudando por questões eu via que estava errando um determinado conteúdo e voltava para a teoria para rever os tópicos e melhorar a performance”, relembra Erick, acrescentando que os simulados também são importantes para entender o ambiente de prova.

Estude Lei Seca e Jurisprudência

Muitas das questões resolvidas durante a preparação são elaboradas com base na letra da lei. Por isso, é necessário estudar as leis de licitações, pregão, estatuto jurídico dos servidores, lei de improbidade, lei do processo administrativo e a própria constituição. E o estudo deve ser completo, artigo por artigo.

Não é preciso decorar as leis, pois, lendo e fazendo anotações de conteúdos importantes, o candidato conseguirá se lembrar delas quando surgirem em alguma questão.

O mesmo acontece com jurisprudência, não só do STF como também do STJ. O candidato deve estar atualizado, estudando os informativos, pois as questões desse tema são retiradas desses documentos dos tribunais.

Uma dica é aproveitar os momentos do dia em que não estiver lendo PDF ou assistindo a uma videoaula, como no trânsito, na academia ou passeando com o cachorro. Nessas horas, escute um áudio com a lei. Isso vai ajudar a se familiarizar com as palavras e expressões, facilitando a resolução quando aparecer nas provas.

Estude as discursivas

As questões discursivas são decisivas nos concursos públicos da área de controle. Erros nessa etapa podem eliminar candidatos que tiveram bom desempenho nas provas objetivas e deixar na corrida as pessoas que não tenham ido tão bem na primeira etapa.

A preparação para as provas discursivas também não deve se restringir à teoria. Para conseguir uma boa colocação, os candidatos devem estudar as técnicas de resolução de questões discursivas.

De acordo com Erick Alves, os concursos de tribunais de contas pedem que o candidato redija uma peça ou parecer técnico. Mas, para fazê-lo, é necessário saber escrevê-lo, conhecendo a estrutura, quais são os campos e o tipo de linguagem que deve ser empregada.

O professor indica ao candidato que resolva as questões discursivas da mesma forma que fará na hora da prova, como um simulado. Pegar uma folha em branco e escrever à mão, sempre cronometrando o tempo.

“Se você não fizer isso, não estará preparado para passar o conhecimento para o papel e para escrever à mão. Isso não é fácil. Por isso, tem que treinar durante os estudos”, encerra.

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