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Como começar a estudar para concurso

A preparação para concursos públicos não é fácil, especialmente para os concurseiros de primeira viagem. Muitas dúvidas surgem, como as horas de dedicação, a primeira disciplina a estudar, que tipo de estratégia adotar, se vale a pena adotar alguma e a pergunta: como começar a estudar para um concurso?

Um erro comum é achar que o estudo para um concurso é similar a vestibulares e colégios. A preparação para um certame requer todo um método especial e muita dedicação. A trajetória pode levar meses e até anos até conquistar a sonhada aprovação.

Para ajudar os iniciantes desta jornada, reunimos algumas dicas de como dar o pontapé inicial nesse processo que pode mudar uma vida.

Sumário

Neste artigo, você vai encontrar alguns dos pilares do estudo: entendimento, aprendizado, tempo e estratégias.

Entender x Aprender

O primeiro passo para começar a estudar para concurso é saber que entender e aprender são ações diferentes.

O entendimento é quando uma pessoa tem contato com um conteúdo pela primeira vez. O conhecimento que ela deseja adquirir ainda está nas mãos daquele que o transmite. Quando assiste a uma aula em vídeo, por exemplo, a pessoa está entendendo o conteúdo e não aprendendo.

Já o aprendizado é construído em primeira pessoa, quando o aluno toma as rédeas da ação, após receber uma informação. Ele define que, a partir daquele momento, o seu conhecimento será sedimentado. Ao chegar na fase do aprendizado, o concurseiro torna-se ativo, marcando PDFs, anotando detalhes e resumindo os pontos que acha mais importante.

Identifique sua base e as matérias a estudar

Um dos processos mais relevantes no primeiro momento é analisar todo o histórico educacional, seja no colégio ou universidade, caso se aplique. Essa análise vai ajudar a definir o concurso público que vai prestar e avaliar em qual disciplina você tem mais dificuldade e em qual tem mais conhecimento.

Essa segunda etapa é o momento de verificar se algo ficou pendente na formação escolar e assumir os obstáculos. O autoconhecimento ajudará a montar uma estratégia de análise das matérias que caem na prova, estudando qual tem mais peso e definir a primeira disciplina a ser estudada.

Digamos que você é formado em Letras. Então, vai começar por Língua Portuguesa, certo? Errado. Comece sempre pela matéria em que tem mais dificuldade e, assim, terá mais tempo para se dedicar, tirar suas dúvidas e ficar pronto até a prova.

Além disso, em muitos casos, a disciplina com maior peso depende de outras. Por isso, colocá-la no início pode evitar a perda de tempo e afetar o andamento dos estudos. Esconder-se atrás das disciplinas de que mais gosta pode ser uma armadilha.

Veja um exemplo: o concurseiro observou que no edital anterior seis questões foram sobre Ética no Serviço Público, uma a mais que Informática e três de Direito Constitucional. O candidato, então, decide começar a estudar por Ética para um concurso que, digamos, ocorrerá em 6 meses.

Geralmente mais previsível na forma de cobrança, o aluno reserva o primeiro mês para a disciplina. No final, ele terá que gastar boa parte do seu tempo revisando o conteúdo, pois ficou sem contato com a matéria durante 5 meses.

Estude o edital anterior

O edital é o documento oficial que prevê todas as etapas do processo do concurso, assim como as disciplinas cobradas na prova que deseja fazer.

Um erro comum é começar a estudar para um concurso previsto somente depois da publicação do edital. Apesar de haver mudanças entre um edital e outro, com acréscimo e retirada de disciplinas, as bancas tendem a repetir matérias no próximo edital. E estudar o anterior pode fazer diferença no dia da prova.

Esse processo entra nas primeiras etapas da construção do plano de estudos. Conheça a banca, pegue o edital passado, analise o peso das matérias específicas e dos conhecimentos básicos e dedique um tempo para estudar como a banca cobrou o conteúdo.

Com esse panorama em mãos, você já pode colocar a mão na massa e se preparar em longo prazo.

Defina um tempo disponível por semana

Não adianta iniciar os estudos para um concurso com uma rotina pesada, acordando muito cedo e estudando até tarde depois do trabalho. Essa forma pode até funcionar, mas vai durar poucos dias. Seja realista. O organismo não aguenta fazer mais do que você supõe. Por isso, a melhor forma é testar.

Estabeleça uma meta factível e a cumpra. Com uma meta de quatro horas de estudo, é possível começar com duas. Tente acordar uma hora mais cedo um dia e dormir um hora mais tarde. Com isso, já ganhou duas horas de estudo. E suba gradativamente até chegar ao seu limite.

Com quatro horas de estudo por dia, em seis dias, você totaliza 24 horas líquidas na semana. O sétimo dia fica reservado para o descanso semanal não remunerado do concurseiro — essencial nesse início da jornada de concurso.

Parou para comer, relaxar ou tomar banho? Pare de contar o tempo, pois você não está estudando naquele momento. Você só estará estudando quando estiver sentado e, de preferência, lendo. Caso passe quatro horas assistindo a videoaulas, você estará entendendo, assimilando o conteúdo que o professor está passando.

O resumo serve apenas para quem tem muito tempo livre e consegue aproveitar parte das suas horas para essa tarefa. Já aqueles que têm poucas horas líquidas de estudo por dia devem evitá-lo.

Embora o resumo seja para poucos, a revisão vale para todos. No final do século XIX, estudos realizados pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus deram origem à Curva do Esquecimento (Imagem 1). Depois de 24 horas, um dia, você perde cerca de 90% de todo o conteúdo que estudou naquele dia. E caso não revise nada em 30 dias, perderá praticamente o estudo inteiro.

Imagem 1: Curva do Esquecimento por Hermann Ebbinghaus
Imagem 1: Curva do Esquecimento por Hermann Ebbinghaus

Por isso, se você estuda todos os dias, mesmo que pouco, oriente seu cérebro acerca do que é mais importante de todo o conteúdo que você viu naquele dia. Organize-se e reserve 30 minutos do seu dia para revisar o que estudou, pois, ao ver a mesma informação pela segunda vez, você está dizendo ao seu cérebro o que é importante e não pode ser esquecido durante a noite de sono.

Entre pegar uma matéria nova para estudar no fim do dia e fazer uma revisão, faça uma revisão. É melhor aprender uma disciplina do que nenhuma.

Trace uma estratégia

Use seu nivelamento para criar uma estratégia de estudos e, em seguida, o planejamento. Você vai perceber que seu conhecimento é diferente para cada disciplina e terá mais facilidade em resolver questões de algumas matérias do que outras.

Comece seu plano pela disciplina em que tem mais dificuldade e junte com uma de que goste. Nas matérias que você encontrar mais dificuldade, busque por resumos teóricos e resolva questões para testar se o assunto foi fixado. Já nas disciplinas mais fáceis, vá direto para as questões e filtre de acordo com os objetivos traçados desde a leitura do edital.

Busque o equilíbrio. Estudar a mesma matéria durante quatro horas pode diminuir seu rendimento e produção. Seguindo esse esquema, você poderá reservar uma hora e meia para as disciplinas e 30 minutos de revisão para cada, em um dia de quatro horas de estudo.

Mas fique atento! Você só conseguirá fazer uma revisão de 30 minutos a partir de um estudo de uma hora e meia se tiver objetividade e habilidade em entender o que vai marcar como mais importante. Imagine que o material tenha 75 questões e você leve 2 minutos para resolver cada uma. No final, você terá estudado duas horas e meia a mais do seu cronograma porque não fez uma seleção prévia.

Em alguns casos, você pode estudar em uma hora e meia e não conseguir revisar o conteúdo em 30 minutos. Isso pode ocorrer com quem tem dificuldade em contabilidade, para quem estuda para a área de Fiscal, e em raciocínio lógico, pois são disciplinas que requerem mais dedicação e têm mais encadeamento do que teoria.

Como montar um plano de estudos

Para montar um planejamento de estudos, você precisa conhecer a sua rotina. Coloque tudo no papel e identifique os hábitos que podem atrapalhar os estudos. Em seguida, você estará pronto para começar a se planejar.

Há duas formas de montar um plano de estudos: ciclo e calendário. No calendário de estudos, você reserva horários e datas para cada disciplina. Caso tenha um imprevisto em um dia, você terá que pular uma matéria e seguir em diante. Já o ciclo funciona com outra ordem. Se tiver qualquer eventualidade em um dia, você não poderá pular a matéria para não quebrar o ciclo planejado.

Caso tenha 24 horas de estudo líquido por semana, seu ciclo vai durar essas 24 horas. Se chegar ao final — não necessariamente domingo — e faltar alguma coisa, você não cumpriu a sua meta e poderá pegar parte do que faltou no próximo ciclo.

Reserve um tempo para montar o seu ciclo de estudos de forma a otimizar seu rendimento. A cada semana troque as disciplinas. Um ciclo pode ser formado por quantas disciplinas o concurseiro quiser, respeitando sempre seu limite.

Imagem 2: Exemplo de um ciclo de estudos de 4 horas por dia
Imagem 2: Exemplo de um ciclo de estudos de 4 horas por dia

E uma última dica: não preencha todos os horários com a matéria mais difícil, com a mais fácil ou com aquela que se supõe ser a mais cobrada.

Só vai passar em um concurso quem dominar todas as disciplinas.

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