Pergunte ao especialista: quais os tipos de provas?

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By | 2017-06-01T07:50:45+00:00 13 de junho de 2014|Artigos|

20-tipos-de-provaGostaria de saber qual a diferença entre as provas preambular, objetiva e discursiva- Amaral- S.C

Alguns concursos, principalmente para carreiras policiais, no judiciário e no ministério público determinam uma etapa de investigação social e de conduta. Nessas hipóteses, o edital prevê uma Comissão de Investigação Social que terá a incumbência de levantar informações objetivas e subjetivas sobre o candidato aprovado nas etapas de prova escrita e oral (se houver). Teoricamente, o objetivo desta investigação é atestar as condições de lisura, retidão, probidade e contribuição à ordem pública e à paz social pela omissão em cometer certos atos.
Objetivamente, o que pode atrapalhar o candidato? Inscrição no SPC/SERASA, antecedentes criminais, condenações criminais sendo cumpridas, resposta em termos circunstanciados e constar como indiciado em inquérito.
Subjetivamente, podem constar fatos como: pertencer a torcidas organizadas, participar de passeatas para liberalização de entorpecentes, brigas constantes no ambiente doméstico, festas exageradas, consumo de bebida alcoólica em excesso, atitude de violência desmedida com amigos, vizinhos, companheiros de trabalho ou empregadores.
Muito cuidado, porque alguns concursos determinam que esta fase só se encerra após o curso de formação.
Obviamente, a reprovação de candidato nesta fase é totalmente questionável do ponto de vista teórico-jurídico. A simples inserção do candidato numa conduta ética considerada normal já é viciada de uma carga cultural incompatível com a impessoalidade e legalidade do Estado de Direito. Por simples discordância de um certo padrão, o candidato não pode ser reprovado e ninguém pode ficar à mercê da ética da Comissão ou do judiciário, se o candidato recorrer à Justiça.
Nem mesmo os critérios objetivos podem ser levados em consideração. Uma condenação pregressa ou o fato de ser devedor não significam que a qualidade do futuro servidor ficaria comprometida e nem mesmo há nenhuma base legal para que isso seja critério de reprovação em concurso.
O ideal seria que alguns critérios objetivos pudessem ser fixados em lei, dando mais objetividade e segurança jurídica aos concursos, contanto que fossem pertinentes e servissem para imunizar a Administração de servidores cujo passado aponta para uma tendência reiterada de descompasso com as leis.
 A prova preambular é na verdade uma avaliação primeva, introdutória, geralmente é relativa à primeira fase de um concursos, de caráter eliminatório e, em regra, contendo questões de natureza objetiva.
A prova objetiva reflete na verdade o caráter da questão, que impõe uma pergunta ou afirmação e traz alternativas fechadas para escolha daquela que reflete a resposta do enunciado. É verdade que apesar do nome “objetiva”, algumas questões dessa natureza têm alta carga de subjetividade quanto à resposta, porque exigem um conhecimento parcial, ético ou não majoritário, que depende muito da corrente teórica a que se filia o respondente. Sendo assim, a prova só é objetiva para a banca, que terá um padrão de resposta, podendo ser subjetiva para várias candidatos que se filiam a diferentes correntes teóricas de resposta.
A prova discursiva é de natureza aberta, avalia um conhecimento que deve ser expresso na forma de texto corrido, com as próprias palavras e estilo do candidato. Embora a banca exija somente uma resposta certa, o texto responsivo será sempre variável, dependendo de cada candidato de sua escrita pessoal e subjetiva.
Fernando Bentes, diretor acadêmico do site Questões de Concursos

Fernando Bentes, diretor acadêmico do site Questões de Concursos

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