Os sete erros cometidos em redações de concursos públicos

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By | 2017-06-01T07:50:08+00:00 19 de novembro de 2014|Artigos, Notícias Concursos|

Temos recebido diversos pedidos para trabalharmos, cada vez mais, dicas para que o candidato elabore uma boa redação e evite cometer erros cruciais ao bom desempenho  em seus textos. Com isso, solicitamos aos nossos professores que tragam suas experiências para que possam auxiliar nossos estudantes na produção textual. Desta vez, quem dá dicas especiais é a professora Verônica Ferreira. Vamos lá!

  • Quem não exercita, se trumbica: esta dica pode parecer um pouco óbvia, mas há ainda pessoas que não praticam redação para concursos públicos. Escrever bem não é um dom, ao contrário, é mãosresultado de muita leitura e prática da escrita. Uma dica é escrever, pelo menos, uma redação por semana, para desenvolver o senso crítico, fruto da leitura de várias fontes de informação como livros, jornais, sites, revistas, entre outros. Os temas escolhidos para escrever uma redação são sempre atuais, e alguns bem polêmicos. Há ainda casos em que os organizadores do concurso apresentam temas relacionados à instituição que você presta concurso. Um exemplo é a prova para a Polícia Federal, em que a redação poderá estar relacionada a algum tema voltado para Segurança Nacional, para a Política Nacional, ou ainda para ações da própria corporação.

 

  • Erros de português: é inadmissível erros de ortografia, concordância, semântica, pontuação, coesão e sintaxe. Há quem confunde o uso de pronomes oblíquos e escreve “para mim fazer”, por exemplo. O candidato deve tomar cuidado para não cometer o erro de escrever como se fala. A escrita exige regras mais arbitrárias, dentro da norma culta da língua. Para não errar, o candidato deve estar atento às normas gramaticais.

 

  • Limites estabelecidos: toda instituição que organiza os concursos públicos deixa bem clara as normas estruturais da redação, como limite de linhas (que varia de 25 a 30) e o tamanho delas. O candidato deve obedecer à risca estes critérios, pois do contrário ele pode comprometer a pontuação. Desta forma, nada de escrever a mais do que o estabelecido ou escrever fora das linhas.

 

  • Tempo: há quem faça primeiro a redação e depois a prova ou vice-versa. Cada candidato tem um ritmo próprio para responder as questões e desenvolver o texto da redação. O candidato deve tomar cuidado com o tempo no dia da redação, pois serão duas avaliações que ele irá fazer num mesmo espaço de tempo estipulado para uma única prova. Deve-se ter consciência de que escrever uma redação envolve pensar nos argumentos, elaborar a estrutura do texto, considerar uma proposta para o possível tema e ainda pensar num título cabível ao assunto.

 

  • Fugir do tema: não é incomum candidatos escreverem temas totalmente fora da proposta de redação. Isso resulta na anulação da prova. O fato pode ocorrer devido ao não entendimento do tema sugerido. Para evitar esse equívoco, o candidato deve ler e reler a proposta, considerando o contexto do assunto, ou seja, como este tema é apresentado na prova.

 

  • Frases e expressões clichê: um dos diferenciais que contribui para uma ótima nota na redação é a criatividade e originalidade, ou seja, a escrita autoral, o que diferencia a escrita de um candidato para o outro. Isso pode ser conseguido com muita prática, o que diminui as chances de usar frases consideradas clichê. Também chamadas de “chavão”, “frase-feita” ou “lugar-comum”, elas são conhecidas pela maioria das pessoas e não acrescentam informações novas ao texto, como “precisamos mudar o mundo” ou “nos dias de hoje”, ou ainda “atualmente”, “concluindo”, entre outras.

 

  • Falta de revisão: para garantir a redação, não se esqueça de ler o texto após a sua produção, para ter certeza de que ela não foge ao tema proposto, de que o título (caso seja pedido) tenha coerência com o tema e de que o texto está fácil de ser lido e compreendido. Lembre-se de que escrever bem uma redação é escrever de maneira simples e objetiva. Ao ler, ponha-se no lugar do avaliador e tenha certeza de que ele irá compreender facilmente a sua redação.

Por Verônica Ferreira, professora do QC

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