Aprovada no TJ-RJ conta sua trajetória!

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By | 2017-08-31T17:30:34+00:00 19 de janeiro de 2016|Aprovados|

Olá! Me chamo Dayana Sales, fui aprovada e hoje sou técnica judiciária do TJE-RJ – atualmente estou na função de secretária de gabinete.

Vou contar um pouco da minha trajetória nesse mundão dos concursos públicos. Preparados para conhecer “Minha nada mole vida de concurseira”? Então, vamos lá!

O primeiro concurso

Meu primeiro concurso foi para o quadro de Sargentos de Aeronáutica. Tudo começou quando uma amiga da minha turma de eletrotécnica trouxe um jornal que fazia menção ao concurso. Tenho formação técnica pela escola técnica federal do Rio de Janeiro .

Ela foi a grande instigadora. Na ocasião, eu estagiava no Parque Gráfico do Jornal O DIA, em Benfica – no RJ. Fui a primeira mulher a trabalhar com as grandes máquinas rotativas que produzem o jornal. Aprendi muito com a equipe técnica do Jornal. Foi uma época muito pesada na minha vida. Tudo porque, acabei aderindo a ideia de prestar o concurso para Aeronáutica e ao mesmo tempo fazia o estágio.

O estágio consumia muito meu tempo e exigia muito de mim. Eu tinha que fazer sempre o meu melhor. Venci barreiras.

Havia alguns técnicos e engenheiros que pensavam que eu não fosse durar nem um mês. Eu venci preconceitos. Entrei e sai de cabeça erguida. Tive que lidar com todas essas coisas com 19 anos de idade. Foi uma experiência fantástica. Eu amadureci muito depois de estagiar no Parque Gráfico.

A partir daí, iniciou-se a saga de estudar x trabalhar. Eu me desdobrei. As minhas aulas no curso pré-militar eram noturnas. Eu saia do bairro de Benfica e ia para o centro do Rio todos os dias e aos sábados.

Próximo do concurso, também ia estudar aos domingos no curso. Então, depois que me matriculei neste curso – a brincadeira tornou-se séria. Eu saia esgotada do meu estágio, mas ia feliz da vida assistir às minhas aulas.

Nadando contra a correnteza

Entrei neste projeto de ser militar de corpo e alma. Desejava muito ser militar, ainda mais quando pessoas da minha família me colocavam pra baixo dizendo que em concurso sempre havia peixada ou marmelada. Meu pai mesmo era uma dessas pessoas. Ele não acreditava muito.

Alguns colegas do estágio também achava loucura eu estudar para um concurso de abrangência nacional. Eu não ligava para esses apelos negativos. Ao contrário, eu os encarava  como uma motivação reversa. Era minha fonte de combustível.

Quando eu estava cansada, lembrava dessas pessoas “ positivas”. O curso teve duração de 8/9 meses. Estudava com muito afinco. Eu anotava tudo. Havia aulas que eu gravava para ouvir no caminho do curso.

Eu relia meus cadernos no ônibus e até mesmo no estágio entre o intervalo de uma produção e outra de jornal. Eu formei um grupo de estudos – ministrava aulas de português e eletricidade. Foi uma fase muito gostosa e produtiva.

Lembro-me que eu e uma amiga fazíamos análise sintática de placas e outdoors. Estudávamos em qualquer lugar. Tudo era motivo de lembrar algo relacionado ao nosso concurso.

Dedicação integral

Quando faltavam dois meses para minha prova, optei por sair do estágio para me dedicar integralmente. Muitos colegas achavam loucura eu sair porque havia uma inclinação para minha efetivação no cargo de técnica em eletrotécnica. Eu arrisquei. Agradeci a oportunidade e segui em frente em busca da minha e tão sonhada aprovação.

Foi então que a jornada de estudos passou a ser integral. Eu ia bem cedinho para o curso e só saia de noite. Foram os dois meses de Sprint final. Valeu muitíssimo à pena.

As paredes do meu quarto só eram esquemas de cálculos de eletricidade, de transformadores, esquemas de para-raios. Tudo ligado ao mundo da eletrotécnica. Minha mãe adorava aqueles esquemas – só que não (risos). Ela não via a hora de eu fazer a prova e arrancar toda aquela papelada da parede do quarto. Foi essa papelada e esquemas que me ajudaram e muito na minha aprovação.

Confiança

No dia D ( dia da prova) me sentia plenamente preparada. Eu estava ansiosa. Orei antes de iniciar a prova. Quando eu abri o caderno de provas, tudo fluía perfeitamente.

Consegui desenvolver os cálculos, lembrava dos esquemas colocados na parede, lembrava das aulas, dos cadernos. Eu agradeci muito a DEUS. Embora não soubesse do resultado, sentia uma certa tranquilidade dentro do meu coração.

Até o dia da publicação do resultado, fiquei com coração na mão. Esqueci de mencionar acima que no meu concurso foram ofertadas 22 vagas, nível nacional, para minha área ( eletricidade).

Como eu havia dito, muita gente duvidava da minha capacidade de passar dentro do número de vagas; até mesmo minha família. Eles achavam muito difícil eu passar pelo fato de ser nível Brasil.

 Aprovada no primeiro concurso!!!! 😉

Para minha felicidade, o grande dia chegou. Quando vi publicado meu nome e minha posição eu chorei de alegria, de emoção, de felicidade. O meu coração parecia que ia sair do meu corpo.

Eu passei em 7º lugar. Gente, pense na minha alegria! Daí, vieram as demais fases do concurso teste físico, exame médico e psicotécnico. Passei em todos com exceção do psicotécnico.

Entrei em desespero. Pensei: é o fim. Meu pai dizia que esse concurso era marmelada, armação, que queriam me tirar para entrar a filha de algum coronel. Tive que ter tranquilidade nessa hora. Entrei com recurso e refiz o exame. Graças a Deus, eu passei.

Fui para a Escola de Especialistas de Aeronáutica – em Guaratinguetá, SP. O curso é em regime de semi-internato. Porém os primeiros 40 dias o aluno não pode sair e nem receber vista de familiares. É o período da quarentena pra ver se o aluno vai aguentar a rotina da vida de militar.

A primeira semana foi tenebrosa. Eu entrei em estado de choque. Só depois na outra semana que a ficha caiu. Eu não acreditava que eu estava ali convivendo com gente de todo lugar do Brasil. A rotina era pesada.

Conheci alunos que saíram na primeira semana. Eu permaneci forte. Encarei. Era questão de honra continuar. Passei alguns sufocos. Num momento oportuno posso contar mais dessa experiência que mudou para sempre minha vida.

Ao final de 5 meses sai graduada Sargento da Aeronáutica. Fui designada para uma unidade militar localizada no RJ ( Campo dos Afonsos) e, depois de um tempo, fui transferida para Brasília.

Antes de ir para Brasília, optei em fazer o curso de Direito. Fiz minha graduação na Universidade Estácio de Sá – campus Nova América. Sempre fui uma aluna muito dedicada.

Tive que vencer o cansaço da rotina militar e as aulas no período da noite por cinco anos. Tinha dias que eu chegava morta para assistir as aulas depois de ter tirado serviço armado de 24 horas. Eu ia extremamente cansada para aula, mas não faltava o curso por nada.

Foram cinco anos de dedicação total. Quando terminei a graduação em Direito, passei de primeira na OAB. Estudei a primeira fase sem cursinho preparatório e na segunda optei em fazer um curso de peças ( curso online). A segunda fase escolhi  a disciplina de direito administrativo. Tive um excelente professor na graduação o que me ajudou e muito na hora de fazer a prova.

Com canudo na mão e mais a minha aprovação, iniciei a jornada de estudar para alçar novos voos. Na Aeronáutica trabalhei da manutenção à apresentadora de programa institucional. Fiz de tudo um pouco.

Aprendi muito nesses 9 anos de serviço militar.  Chegou um momento que senti a necessidade de trabalhar na área da minha formação acadêmica. Foi quando comecei a prestar concursos para tribunais.

Aprovada no TJ – RJ

Em 2012, passei para o concurso do TJ-RJ. Achei uma excelente oportunidade para colocar em prática o que eu havia estudado nos 5 anos de graduação em Direito.

Minha preparação foi baseada em manuais de direito, lei seca e muitas questões no site Qconcursos.com. Cheguei a realizar no Qconcursos.com em torno de cinco mil questões para me preparar para o TJ-RJ.

Eu gostava de imprimir as questões por temas. Ex: digamos que eu hoje venha estudar direito civil – tema: direitos reais. Eu esgotava o tema na sinopse/ ou manual e lia a lei seca.

Depois partia para o embate das questões. Ao realizar as questões eu anotava o artigo ( transcrevia o artigo para memorizá-lo) logo abaixo da questão e marcava no meu código do lado do artigo a banca e o ano da questão. Fiz isso em todas as disciplinas.

Ao final, fiquei com material super bacana para revisar. Foi assim que me preparei para o TJ- RJ.

No ano anterior, eu tinha feito alguns concursos, mas não havia obtido êxito porque eu apenas lia os meus livros sem exercitar. De que adiantava eu ler a teoria e não treinar com as questões. Aprendi isso apanhando muito.

Minha relação com o QC

Vi que tão somente lendo a teoria eu nunca iria passar. Treinar por meio de questões pelo Qconcursos.com foi o que potencializou as minhas chances de passar.

O portal Qconcursos.com foi o grande divisor de águas. Eu estudava apenas fazendo leituras de livro capa-a-capa. Aprendi muito mas não sabia fazer as provas. Eu não tinha a famosa malícia de prova.

Só despertei para isso depois que um amigo concurseiro falou do QC. Dessa forma, fui apresentada ao QC e nunca mais larguei. Assinei o Qconcursos.com por um ano e mandei ver. Treinava todos os dias por meio de questões.

Eu mesma elaborei meu próprio material tendo por base as questões disponibilizadas no portal.

O QC mudou muito a minha forma de estudar. Eu fiquei disciplinada em fazer questões. Antes eu tinha medo de fazer as questões por medo de errar.

Aprendi que a melhor forma de aprender é errando mesmo. A hora de errar é agora – nos simulados e testes. Toda vez que eu errava eu procurava destacar a questão e transcrever todo o artigo para não esquecer da letra de lei.

Antes do QC eu não passava em nada. Depois do QC as aprovações começaram a aparecer. Posso dizer que eu não seria nada sem o Qconcursos.com.

A vida continua

Daí, fui estudando dessa forma e vi que meu desempenho subiu muito. Foi assim que também consegui aprovação no concurso de analista do MPU ( aguardando convocação).

No STF cheguei a passar na objetiva ( fiquei entre os 100 primeiros) mas fui reprovada na redação. Infelizmente, não treinei o suficiente. Entrei com recurso mas não consegui aumentar minha nota ao ponto de entrar na briga. Fiquei muito triste.

A vida continua. Serviu de lição. Não dava muito valor a redação. Pensava que era só chegar na hora e as ideias iriam fluir. Pura ingenuidade.

Hoje, optei pelo meu aperfeiçoamento profissional. Conclui uma pós em direito do consumidor e estou com uma em curso de direito penal e processual penal. Pretendo sim alçar voos maiores assim que estiver um currículo legal.

Não deixei de estudar. Continuo me atualizando e em busca de adquirir novos conhecimentos. Sempre em busca do saber. Espero que tenham se identificado com minha história.

Quem quiser saber um pouco mais é só entrar em contato por meio do meu instagram: @corujinha_jurídica

Ass: Dayana Sales – Técnica Judiciária TJ-RJ.

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