Com 26 anos, nomeado em 5 concursos, ele escolheu o Senado Federal

Início » Aprovados » Com 26 anos, nomeado em 5 concursos, ele escolheu o Senado Federal
By | 2017-09-05T17:25:40+00:00 01 de abril de 2016|Aprovados|

Olá, sou Paulo Victor,  e fui aprovado no concurso do Senado Federal. Vou contar minha história de como consegui obter o sucesso nesse concurso.

A História

Nasci no Distrito Federal, morando na Ceilândia por 26 anos. Estudei na Fundação Bradesco (colégio mantido pelas Organizações Bradesco, considerado para os devidos fins como público).

Consegui cursar a faculdade de Administração por meio de bolsa do PROUNI.

A vida financeira da minha família nunca foi boa, cheguei a dividir um quarto com minha mãe e irmãos, morei em casa de terra de chão batido.

Cresci sabendo que por meio dos estudos havia uma chance de melhorar de vida.

Assim, me dediquei na escola para conseguir ser indicado para trabalhar no Banco Bradesco, ao concluir o ensino médio.

Trajetória em Concursos

Após três anos e meio na Instituição Bancária, e, por vezes, atendendo servidores públicos, alimentei o desejo de prestar concursos públicos.

Por duas vezes eu usei todo meu período de férias em cursinhos, porém sem êxito. Faltava tempo em meio à rotina do trabalho e da faculdade.

Planejei minha saída do banco, juntando dinheiro e quitando dívidas para que eu pudesse pedir demissão e me dedicar mais para os estudos.

Saí do banco em maio de 2009 e com o dinheiro da rescisão e do FGTS iria me manter estudando até quando pudesse, trabalhava com um prazo de dois anos para passar em algum concurso.

Nunca fui ou fiquei entre os primeiros lugares nos concursos que prestei. De fato fiquei dentro das vagas em três certames (MDIC, AGU e ANEEL) e como excedente, porém nomeado, no órgão que estou hoje, no Senado Federal.

2009 foi um ano atípico.

Se me recordo bem, o Ministério Público teria feito acordo com o Poder Executivo no sentido de substituir terceirizados dos Ministérios.

Assim, praticamente todos os Ministérios da Esplanada realizaram concursos.

Em um desses, foi onde consegui minha primeira aprovação. Foi para cargo de nível superior, Analista Técnico-Administrativo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Fiquei em 33°.

Dificuldades

Foi como tirar uma rocha das costas. Apesar do concurso não ter o glamour de um MPU, TCU ou Senado, era a minha primeira aprovação.

Fique dentro das vagas com cinco meses de estudos, pois havia iniciado de fato os estudos em julho de 2009 e o concurso foi em novembro do mesmo ano.

Quando a nomeação ocorreu em fevereiro de 2010 eu já estava devendo no cheque especial do banco. Fiz colação extraordinária na faculdade para retirar logo o diploma e tomar posse.

Não tive a oportunidade de ter aquela famosa foto de beca com o diploma. Mas pouco me importava!

Superação

Superada a fase de “preciso de alguma renda”, comecei a olhar concursos melhores.

Reparei que havia muitas Agências Reguladoras, todas com a carreira de Analista Administrativo. Resolvi que iria focar nisso.

Por sorte do acaso, nas semanas seguintes à posse no MDIC foi publicado o Edital da ANEEL, em 2010. Havia 33 vagas para Analista Administrativo na área que escolhi.

Estudei legislação do setor elétrico. Após prova objetiva e discursiva fiquei em 25º. Com a prova de títulos caí para 31º. A diferença entre mim e o 33º foi de 0,15.

0,15 garantiu minha colocação dentro das vagas. 0,15!

Na semana seguinte à prova da ANEEL fiz a prova da AGU para Administrador e passei dentro das vagas. 39º de 42 vagas para o DF. Não tomei posse.

Sem Nomeação

A nomeação na ANEEL atrasou seis meses porque a Presidente Dilma assumiu seu primeiro mandato e suspende nomeações e concursos.

Mas já estava muito feliz. Em praticamente um ano de estudo havia logrado êxito em três certames, sendo a carreira das Agências Reguladoras uma das melhores no Poder Executivo.

Após aprovação na ANEEL, em julho/agosto de 2010, eu parei de estudar e aguardava apenas a nomeação, que se deu em junho de 2011. Estava satisfeito naquele momento.

Nova Tentativa

Em 2011, um ano e meio depois que parei de estudar saiu o Edital do Senado Federal, no dia 23/12/2011. Motivei a estudar por conta de uma amiga que trabalhava comigo na ANEEL, e, claro, por ser uma das melhores carreiras do serviço público.

Mas arrisquei principalmente porque eu sabia que era capaz, que podia dar certo.

Prestar concurso para o Senado Federal era algo inimaginável quando comecei a estudar em 2009.

Eu tinha um saldo de 30 dias de férias para utilizar. Eu o utilizei completamente, emendei com carnaval e fiz a prova em março de 2012.

QC

Na preparação, o Qconcursos.com contribuiu muito. Eu não conhecia o site até o Professor do curso apresentá-lo em sala de aula. Eu assinei os serviços do QC para utilizar.

Fiz praticamente todas as questões disponíveis da FGV. O banco de questões e, principalmente, a contribuição das pessoas ajudaram muito a elucidar as dúvidas.

Inclusive um dos colaboradores do Site, um rapaz com nickname SHarger, é meu amigo hoje no Senado Federal. Ele ficou em 3º no concurso.

Nomeação

No concurso do Senado Federal, apesar de ter sido nomeado para Analista Legislativo – Administração, eu fiquei fora das vagas. Na classificação final minha posição foi 75º.  Mas durante o concurso ocorreram mudanças devido a decisões judiciais e PNE’s.

Após dois anos, (um de validade mais um de prorrogação) fui nomeado no Senado Federal.

Vale ressaltar, minha nomeação foi publicada NO ÚLTIMO DIA DE VALIDADE do Edital de Analista Legislativo, no dia 31 de julho de 2014.

Não é uma história de primeiros colocados. Mas é uma história para mostrar que não precisa ficar entre os primeiros para obter sua nomeação. E mais do que isso, que vale a pena acreditar até o fim, até o último dia.

Posse

O dia da posse no Senado Federal foi um dos dias mais felizes da minha vida. Chorei na Solenidade. Veio à tona tudo que passei até chegar àquele momento. E continuo muito feliz.

Atualmente, sou Chefe de Gabinete Parlamentar e adoro o que faço. Trabalhar em um lugar que será notícia todos os dias nos jornais e é Cartão Postal da Capital Federal é algo que me orgulha muito.

Ninguém na minha família chegou tão longe e eles sentem muito orgulho de mim também.

Familiares e amigos de escola e faculdade se motivam por meio das coisas que consegui realizar.

E a possibilidade de prover à minha futura família condições melhores das quais eu me encontrei, me traz muita segurança e tranquilidade.

Motivação

O Professor e Filósofo Clóvis de Barros Filho costuma dizer que ‘felicidade é aquele momento que a gente queria que durasse um pouco mais, que não se acabasse’. E esse momento da minha vida eu não quero que acabe tão cedo.

 

 

Comentários