Aprovação de Diego veio por meio da dor

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By | 2017-09-04T19:19:00+00:00 24 de janeiro de 2017|Aprovados|

Aprovação de Diego veio por meio da dorDiego Costa, que conquistou a aprovação e agora é servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, conta a sua trajetória  e como conquistou a sua vaga.

Conheça a trajetória de outros aprovados

A História

A história da maioria dos concurseiros é marcada, indubitavelmente, por sacrifícios.

Abdicação de relações sociais, de convivência com a família e com amigos, das festas são a tônica da vida de quem estuda para concursos.

A minha história de aprovação também é marcada por tais sacrifícios, só que ela é um pouco inusitada e um tanto que inesperada.

Para falar a verdade, nunca fez parte dos meus planos prestar um concurso para Tribunais.

Vida Militar

Eu era cadete da Academia Militar das Agulhas Negras, a escola de nível superior que forma oficiais do Exército da linha bélica, amava a carreira e as atividades militares.

AMAN tem uma formação muito mais voltada para as exatas (matemática e física, disciplinas que amo até hoje).

No dia 12 de abril de 2012, durante um treinamento, sofri um acidente e rompi os ligamentos do tornozelo direito.

Tal acidente me fez ficar uns quatro meses no hospital, foi um momento realmente difícil na minha vida.

No hospital do Exército, observava sempre um outro cadete, Diego Xavier, que havia também se acidentado, sempre lendo umas apostilas.

Como estudar para o primeiro concurso público

A Decisão

Pelo final de julho de 2012, perguntei-lhe sobre o que tanto lia e ele me disse que estava estudando para concurso de Tribunal e me convenceu a estudar também.

A partir de então, inicie meus estudos, ainda no hospital, por volta de agosto de 2012, lendo as apostilas velhas e com capas rasgadas do meu amigo.

Meados de agosto, consegui vir para casa, como estava operado, a única coisa que podia fazer era estudar. Eu estudei por muitas horas, ia até onde meu cérebro absorvia matéria.

De certa forma, já estava acostumado com o ritmo intenso de estudos. O processo de estudo da Academia Militar é muito forte e o grau de exigência é bem alto, acima de qualquer faculdade pública.

Relação com o Qconcursos

Em setembro de 2012, saiu o edital do concurso para o Tribunal do Trabalho da 1ª Região.

Estudava as matérias baseado no edital, mas tinha carência de exercícios. Daí num certo dia joguei no Google: “fazer questões de concursos”, para minha surpresa abriu o site do Qconcursos.com.

Foi nesse momento que começou minha relação com o Qconcursos.com, o qual foi fundamental para minha aprovação. Ao entrar fiz as 10 questões que o site libera por dia, gostei tanto que logo me associei.

A partir de então, eu realmente não faço ideia de quantas questões fiz no QC para o concurso, foram muitas, zerava os cadernos.

Acima da média

Me inscrevi para fazer uns módulos num cursinho presencial em outubro de 2012. Meu pai me levava de carro todos os

dias, porque estava de muletas.

Ao chegar ao curso, pude comparar meu nível com os dos outros alunos, eu estava acima da média, por causa da quantidade de exercícios feitos no site – obrigado, QC, de coração! -.

A minha relação com o Direito foi se intensificando a partir daí. Via que tinha algo para mim destinado no Direito.

Observava que já estava largando a Matemática pelo Direito, principalmente pelo Direito Constitucional.

Em outubro de 2012, prestei também o ENEM , resolvendo, claro, algumas questões pelo QC (confesso que para o ENEM foram poucas, o foco era o TRT).

A cada dia que passava estudava mais, nunca deixava de resolver exercícios e treinava redação com um professor particular, me senti confiante para a prova de técnico judiciário.

A Aprovação

No dia da prova, em janeiro de 2013, eu estava resolvendo muito rápido as questões, pois de certa forma elas pareciam repetições das questões já feitas, de 50 questões, acertei 46.

Achava que passaria muito bem, mas ao saber o resultado da redação, vi que tinha ido muito mal (até hoje não sei como fui mal na redação). O fato de ter ido mal na redação, levou minha classificação para baixo, cheguei a perder as esperanças.

A minha história com concursos de Tribunais não é longa, fiz apenas o TRT 1ª Região e TRT 18ª Região (para esse último não mantive o foco), porque logo entrei na faculdade de Direito.

Na faculdade me dediquei integralmente ao estudo do Direito e, até hoje, me dedico.

O engraçado que, mesmo na faculdade, não abandonei o QC, continuei a fazer exercícios para treinar para algumas provas. E como sou monitor na faculdade, utilizo as questões do QC para montar listas para os meus monitorandos.

Confesso que não acompanhei assiduamente o transcurso do concurso, não acompanhava nomeações, nem mesmo se ocorreria a prorrogação do prazo de validade.

Até que num certo dia, sem pretensão alguma fui olhar a classificação e já faltava pouco para eu ser nomeado. Daí, a ansiedade aflorou um pouquinho.

A convocação

Recebi a carta de convocação para a posse no TRT da 1ª Região no cargo de Técnico Judiciário e posso garantir é um momento único na vida do concurseiro, parece que passa um filme na sua cabeça.

Você se lembra de tudo pelo que passou, pelos momentos ruins, pelos momentos que precisou ser apoiado, pelas pessoas que passaram na sua vida durante o concurso, pelos exercícios, pelas horas diárias de estudo…

Definitivamente, a convocação é algo singular.

A minha ficha caiu nesse dia: a partir de agora sou servidor público federal e ainda nem estava formado.

Já teria a estabilidade relativa para alçar voos mais altos, para fazer conquistar a aprovação em concursos de nível superior.

Gratidão

Agradeci muito a Deus, aos meus familiares, ao meu amigo Diego Xavier que me incentivou a estudar no hospital e, agora, estou agradecendo a outro pilar que foi alicerce para minha aprovação em concurso: obrigado, Qconcursos.com!

Próxima missão: Ministério Público Federal! Estaremos, certamente, juntos QC!!!

 

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