Aos 31 anos, estudante aprovado do QC é administrador do BNDES!

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By | 2017-08-31T12:26:32+00:00 17 de julho de 2014|Aprovados|

Conheça a história de Tadeu Cortez, aprovado no concurso BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) como Administrador.
O Início

“Minha primeira prova de concurso foi em 2009, quando fiz o concurso da Petrobras.

Fiz mais pra tentar a sorte, não cheguei a estudar. Não passei, mas lembro que fiquei em uma boa colocação considerando que eu não tinha estudado nada.

Desde então, eu vinha fazendo todas as provas da Petrobras, Transpetro, Petrobras Distribuidora e BNDES. Com exceção de uma delas (uma do BNDES), em todas as outras a banca foi a CESGRANRIO.

Fiz alguns outros concursos, como o da Finep, IBGE, Ministério da Fazenda, de outras bancas, mas não fui bem (não estava acostumado com a banca e não me preparei tanto assim para essas provas).

Meu foco acabou sendo a CESGRANRIO, em especial Petrobras e BNDES.

Desde 2010, eu comecei a me preparar melhor para as provas. Cheguei a frequentar dois cursos presenciais no Rio de Janeiro.

Os cursos serviram mais para ter uma noção melhor de alguns “macetes” para resolver as questões.

No total, acho que fiquei uns três meses fazendo cursos, contando os dois, que foram feitos em momentos diferentes (um foi em 2010 e outro em 2012).

Mas o estudo mesmo foi em casa. Comprei (ou peguei emprestados) todos os livros que eu devia ter comprado durante a faculdade e não tinha comprado.

Eu aprendi, de fato, muita coisa sobre administração estudando pra concurso, e não na faculdade.

Na faculdade, eu estudava pra passar de semestre. Para o concurso eu sabia que precisava entender e aprender mesmo o assunto, então eu devorei todos os livros: Chiavenato, Slack, Gitman, Marion, livros de micro e macroeconomia, tudo.

A grande sacada, O QC

Mas me faltava uma forma de conferir se o que eu estava estudando daria resultado quando eu fosse enfrentar as provas de fato.

Foi quando um amigo meu (que havia passado recentemente para a Polícia Federal) me indicou o Qconcursos.com.

Inicialmente, eu fazia as 10 questões diárias, que não precisavam de assinatura. Mas com o tempo eu vi que eu precisava fazer mais questões por dia e que esses exercícios estavam sendo muito úteis na fixação da matéria e, especialmente, para eu aprofundar alguns conceitos.

Quando você lê sobre um assunto, é muita coisa que você precisa memorizar.

Quando você resolve questões, principalmente questões da banca que vai organizar o seu concurso, você consegue filtrar o que de mais importante você precisa lembrar.

Depois de resolver várias questões no QC, quando eu voltava para o livro eu já conseguia pescar coisas nos textos que eu lia e já pensava “Isso aqui tem a cara da CESGRANRIO” e já marcava e colocava no meu resumo.

Resumos

Aliás, os resumos são essenciais.

Como já virou clichê, a gente não estuda pra passar, a gente estuda até passar. Então, é natural que a gente não passe na primeira vez, nem na segunda, ou na terceira.

Isso é normal. Só que se você não fizer resumos do que você estudou, quando chegar o próximo concurso, você vai ter que encarar novamente todos os textos completos e filtrar novamente o conteúdo importante.

Com o resumo, você vai direto no que é importante e usa os livros e materiais mais completos apenas como referência caso perceba que faltou alguma coisa no seu resumo ou que precisa reler mesmo mais detalhes pra lembrar algum conceito mais complexo.

Meus resumos, por exemplo, eu fiz todos a lápis, pois os resumos são dinâmicos.

Você anota alguma coisa hoje e amanhã vê que precisa de um complemento. Ou que aquilo que você escreveu pode ser interpretado de formas diferentes dependendo da banca, etc.

Mas o importante é fazer resumos, sempre.

Treinamento de questões sempre

E fazer exercícios. Hoje eu percebo que, pra quem quer estudar em casa, sem ficar frequentando cursos constantemente, é indispensável assinar o QC.

Especialmente nas matérias que exigem cálculo, como finanças, matemática financeira, estatística, lógica, contabilidade, se você não fizer exercícios, você esquece a matéria.

Sobre estudar em casa e frequentar cursos, minha opinião é: faça dois ou três meses de curso, somente nas matérias que você tem mais dificuldade e com foco em resolução de exercícios.

Depois disso, não pise mais em uma sala de aula. O aprendizado é em casa: leia; faça exercícios; erre os exercícios (sim! erre! é errando que se aprende.

E se acertar a questão “meio que no chute”, verifique se você realmente sabe aquele assunto.

O objetivo não é “gabaritar” as questões do site, é aprender a matéria). Verifique por que você errou e faça novamente exercício semelhante até acertar.

Outra coisa que, pra mim, foi muito importante: eu não larguei o meu emprego para estudar.

Eu tive, digamos, sorte nesse caso pois eu trabalhei desde 2010 numa empresa com carga horária de somente 6 horas por dia.

Então, eu tinha mais tempo para estudar. Mas mesmo que a pessoa trabalhe as 8 horas da CLT, é importante não largar o emprego.

A não ser que ela tenha segurança financeira suficiente para ficar sem trabalhar por dois, três, quatro anos.

Ter uma garantia financeira deixa você mais tranquilo para estudar e fazer as provas.

Além disso, eu nunca me tornei um estudante neurótico, daqueles que não fazem nada na vida além de estudar.

É preciso relaxar de vez em quando.

Disciplina e organização

Para cada prova que fazia eu elaborava um plano de estudos baseado no edital e criava um calendário, com o que eu deveria estudar em cada dia até chegar a prova.

Nesse calendário, eu já considerava que não estudaria aos domingos e, aos sábados e feriados, estudaria somente até o início da tarde.

Conforme os dias iam passando, eu ia revisando o meu plano de estudos, pois alguns conteúdos eu conseguia estudar mais rapidamente do que o previsto e outros eu notava que ia precisar de mais tempo.

Em alguns casos, eu deliberadamente excluía determinados conteúdos do meu plano, pois sabia que não ia dar tempo de absorvê-los com qualidade.

É melhor reservar tempo para concluir bem um assunto já iniciado, do que correr com os dois e não aprender nenhum deles.

No dia anterior à prova, e principalmente nas poucas horas antes de a prova iniciar, eu me mantinha longe de qualquer material de estudo.

Não são algumas poucas horas que vão fazer diferença. É melhor relaxar e procurar se concentrar do que ficar lendo resumos e anotações momentos antes do exame.

Dicas extras

Independentemente da carreira que a pessoa vai seguir e das matérias e conteúdos que serão abordados na prova, é importante ter o hábito de ler livros, jornais, notícias.

Isso treina a sua mente na interpretação de textos, que é fundamental não só para as provas de português, mas para compreender melhor o enunciado das questões e as opções de resposta.

Fazer exercícios de raciocínio lógico também ajuda bastante nesse treinamento da mente, mesmo que essa matéria não esteja listada no edital.

Nas provas de múltipla escolha, fatalmente a pessoa irá encarar uma questão que ela não sabe a resposta.

Mas se tiver treinado sua mente para interpretar bem os textos e raciocinar em cima do enunciado e das respostas, muitas dessas questões podem ser resolvidas sem precisar “chutar” qualquer opção.

Com essa forma de estudar, fui evoluindo a cada concurso e eu via claramente que a aprovação seria uma questão de tempo.

Aprovado com sucesso!

As duas últimas provas que eu fiz foram os últimos concursos para administrador da Petrobras e do BNDES.

Na Petrobras eu fiquei em 99º, fora do número de vagas inicial, mas dentro do cadastro de reserva .

Fui convocado como suplente mas não para admissão.

Nesse concurso, diferentemente de todos os anteriores, a Petrobras não convocou o CR, devido ao Programa de Otimização de Custos Operacionais da companhia.

No BNDES fiquei em 28º e fui convocado para admissão em abril desse ano, assumindo o cargo em junho.

Não tenho planos de continuar fazendo concursos, pois meu objetivo era mesmo entrar para o BNDES, desde o início.

Penso agora em evoluir dentro do banco, aprimorar meus conhecimentos dentro da área e seguir com meus outros objetivos pessoais”.

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